Ao lado de Jeff Hafley, Jon-Eric Sullivan não se comprometeu em eleger o quarterback da equipe para o próximo ano
Durante sua entrevista coletiva de apresentação como novo general manager do Miami Dolphins nesta quinta-feira (22), Jon-Eric Sullivan afirmou que a franquia ainda tem “muito trabalho a fazer” antes de tomar uma decisão definitiva sobre a posição de quarterback para a próxima temporada.
Segundo o dirigente, a principal prioridade da franquia é garantir que o time tenha a estrutura adequada antes de definir quem será o quarterback titular. “Precisamos resolver a situação do quarterback, mas não vamos agir de forma irresponsável, sacrificando a construção da base deste time. Quando encontrarmos o nosso quarterback, queremos que ele tenha condições reais de ser bem-sucedido. Já vimos equipes que conseguem um grande talento, mas ele não se mantém saudável ou não tem opções para lançar a bola”, afirmou Sullivan.
Além disso, o ex-vice-presidente dos Packers revelou que a diretoria está disposta a buscar soluções tanto internamente quanto no mercado. “Vamos encontrar o nosso quarterback, seja o Tua [Tagovailoa], o Quinn [Ewers] ou alguém que ainda não esteja no elenco. O mais importante é que ele chegue a um time preparado para competir e vencer”, completou.
Ao lado do novo head coach da equipe Jeff Hafley, Jon-Eric Sullivan elogiou Tua Tagovailoa, mas reconheceu que o futuro da posição segue indefinido. Vale lembrar que o quarterback perdeu a titularidade para o calouro Quinn Ewers faltando apenas três jogos para o fim da temporada de 2025, após registrar um recorde pessoal de 15 interceptações e não alcançar a marca das 200 jardas aéreas em oito das 14 partidas que disputou.
Em julho de 2024, o ex-quarterback da Universidade de Alabama assinou uma extensão contratual de quatro anos no valor de US$ 212,4 milhões, que passou a valer nesta última temporada. Caso os Dolphins optem por dispensá-lo antes do dia 1 de junho, o impacto no teto salarial seria de US$ 99 milhões em dead cap. Após essa data, o valor cairia para US$ 67,4 milhões, com mais US$ 31,8 milhões projetados para 2027, segundo o Spotrac.
Embora Tagovailoa tenha indicado que estaria aberto a um recomeço em outra equipe, Sullivan classificou a situação como “uma grande questão para a organização”, mas ressaltou que sua experiência no Green Bay Packers moldou sua visão sobre a posição. “Aprendi que, se possível, você não deve esperar ficar sem um quarterback para procurar outro. Em Green Bay, quando draftamos Aaron Rodgers, Brett Favre ainda jogava em alto nível. Houve resistência interna, mas a história mostrou que foi a decisão correta”, disse o diretor.
Independentemente de quem esteja à frente do ataque dos Dolphins em 2026, Hafley afirmou que a equipe terá uma identidade ofensiva baseada em um jogo terrestre físico. Ainda, o treinador disse que contratará um coordenador ofensivo e construirá uma filosofia inspirada em conceitos que enfrentou ao longo de sua carreira como coordenador defensivo.
Por fim, Hafley confirmou que será o responsável por chamar as jogadas na parte defensiva. “Isso é muito importante para mim. Quero estar diretamente conectado com esse grupo”.
nfl Jornalista, carioca e torcedor (ou sofredor) do San Francisco 49ers. Apenas um apaixonado por esportes e por suas histórias. Fascinado pela cobertura diária da agenda esportiva e pelos bastidores que circundam o meio. Tenho fé que verei um título do Niners antes do fim do mundo.
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