Confira a análise e a lista completa dos melhores times que disputarão uma vaga no Super Bowl nos playoffs da NFL
A temporada regular da NFL 2025-26 chegou ao fim e, com ela, o cenário dos playoffs finalmente está definido. Após 18 semanas de disputas intensas, campanhas históricas e reviravoltas inesperadas, as franquias que seguem vivas agora entram na fase mais decisiva do calendário em busca do Super Bowl.
Nem todas as classificações, porém, carregam o mesmo peso. Enquanto alguns times chegam embalados por sequências positivas, elencos saudáveis e defesas dominantes, outros avançam cercados por dúvidas, oscilações e problemas estruturais que podem pesar no mata-mata.
Pensando nisso, elaboramos um power ranking dos times que chegam mais preparados para a pós-temporada da NFL 2025-26. Será considerado o desempenho recente, lesões, experiência dos elencos, equilíbrio entre ataque e defesa e nível dos quarterbacks. Sem mais delongas, confira a análise dos times que que brigaram pelo Troféu Vince Lombardi neste mês de janeiro.
O Seattle Seahawks fechou uma temporada regular histórica ao bater o San Francisco 49ers e garantir a primeira colocação da NFC. Foram 14 vitórias em 17 jogos, a maior marca da história da franquia. Com uma semana para descansar e a chance de decidir todos os jogos no intimidador Lumen Field, Seattle disparou como o grande favorito ao título do Super Bowl.
Sobretudo, foi a unidade defensiva que colocou o time nesta posição. A defesa dos Seahawks figurou entre as melhores da temporada, tendo a terceira melhor marca de pressões (180), a sétima melhor em sacks (47), a sexta melhor em jardas cedidas (4.860) e liderando a NFL com apenas 17,2 pontos permitidos por jogo.
Defesas vencem campeonatos, mas as dúvidas em relação ao quarterback certamente serão um fator presente na caminhada da equipe. Sam Darnold permanece como uma peça questionável para momentos decisivos, ainda mais considerando que os Seahawks possuem poucas opções confiáveis no jogo aéreo além do talentoso Jaxon Smith-Njigba.
Minimizar erros no ataque será a chave para o sucesso. A unidade ofensiva de Seattle foi a segunda que mais cometeu turnovers na NFL (28). Nos playoffs, erros custam caro, mas os Seahawks devem ir longe caso reduzam as falhas ofensivas e a defesa siga cedendo menos de 18 pontos por partida.
Mesmo sem conquistar a primeira colocação da AFC, o New England Patriots chega forte para a pós-temporada com campanha de 14 vitórias e três derrotas. Muito se falou sobre a força do calendário da franquia e os poucos confrontos com adversários mais desafiadores, mas a dominância sobre times mais fracos é, na verdade, um bom indicativo de que o time está em uma prateleira diferente.
O grande destaque da temporada em Foxborough foi Drake Maye, que se colocou na disputa pelo prêmio de MVP ao lado do veterano Matthew Stafford. O segundanista teve o melhor QB Rating da temporada, com 113,5, além de somar 4.394 jardas (quarta melhor marca), 72% de aproveitamento nos passes, 31 touchdowns (terceira melhor marca) e apenas oito interceptações.
A linha ofensiva foi uma preocupação durante a campanha, mas outros setores foram bastante eficientes. A defesa esteve entre as melhores da NFL, impulsionada pelo ótimo desempenho da secundária. Além disso, a ascensão de TreVeyon Henderson no jogo terrestre e Stefon Diggs fazendo bom uso de sua experiência no ataque foram fatores importantes.
O time comandado pelo head coach Mike Vrabel tem grandes chances de ir longe nos playoffs, mas dois pontos merecem atenção. O primeiro é como Drake Maye lidará com a pressão de sua primeira pós-temporada na NFL. O segundo é a falta de testes contra oponentes mais fortes, que pode acabar pesando contra o elenco.

O Los Angeles Rams fechou a temporada regular com oscilações que custaram o título da NFC Oeste e a primeira colocação da conferência. Foram duas derrotas nos últimos três jogos, incluindo uma virada sofrida para o Seattle Seahawks após liderar por 30 a 14 no último quarto e uma zebra contra o Atlanta Falcons, em noite de três interceptações de Matthew Stafford.
Ainda assim, a reta final em baixa não apaga o talento apresentado pela franquia californiana durante grande parte do campeonato. Stafford teve uma temporada digna de MVP e conta com um ataque recheado de opções, especialmente com Puka Nacua brilhando nas recepções.
Defensivamente, o time teve a quarta melhor marca em pressões (176) e a sétima melhor em sacks (47). Além disso, jogadores importantes como Davante Adams e Quentin Lake devem retornar já na primeira rodada dos playoffs.
No fim, o grande desafio para Los Angeles será conter as oscilações. Não foi incomum ver jogos em que os Rams iniciavam muito bem o primeiro tempo antes de cair de rendimento na segunda metade, ou vice-versa. Além disso, a defesa sofreu com inconsistências na reta final, cedendo média de 27,8 pontos desde a semana 13.
+ Playoffs da NFL 2026: Agenda completa do Wild Card
Eis o time de melhor campanha da AFC. O Denver Broncos fez o dever de casa na semana 18 e, com a vitória sobre o Los Angeles Chargers, se consolidou na liderança da Conferência Americana pela primeira vez desde 2015. A equipe descansará na primeira semana dos playoffs e terá a chance de decidir todas as partidas na altitude do Empower Field at Mile High, onde registrou recorde de 8-1.
Assim como no ano passado, os Broncos se destacaram por serem donos de uma das principais defesas da NFL. A unidade teve a segunda melhor marca em jardas cedidas (4.730), a terceira melhor em pontos permitidos (18,3), além de liderar a NFL em sacks (68) e pressões totais (208).
Em contrapartida, o ataque apresentou altos e baixos ao longo da campanha. Bo Nix teve números sólidos, com 3.931 jardas, 63,4% de passes completos, 25 touchdowns e 11 interceptações, mas a falta de jogadores com perfil de playmaker acabou prejudicando a produção ofensiva.
Em determinado momento da temporada, Denver foi criticado por vencer partidas no limite. De fato, dez das 14 vitórias foram conquistadas por uma posse ou menos. Ainda assim, isso indica que o time sabe lidar com adversidades, uma qualidade valiosa nos playoffs.
Seja pela chegada de um novo head coach ou pelo início conturbado, poucos imaginavam que o Jacksonville Jaguars encerraria a temporada regular como um dos times mais quentes da NFL. A franquia da Flórida fechou a campanha com oito vitórias consecutivas, conquistando o título da AFC Sul com recorde de 13-4 — o melhor desde o Indianapolis Colts de Peyton Manning em 2009.
O time comandado por Liam Coen apresentou equilíbrio entre ataque e defesa, tendo a melhor defesa terrestre da NFL e a segunda que mais forçou turnovers. O ataque, por sua vez, teve o sexto melhor índice de pontos por jogo.
Muito criticado no início da temporada, Trevor Lawrence cresceu na reta final, somando 2.009 jardas, 19 touchdowns e cinco interceptações nos últimos oito jogos. Nomes como Travis Etienne, Parker Washington e Jakobi Meyers foram fundamentais nesse período.
Agora resta saber se Lawrence conseguirá manter o mesmo nível nos jogos da pós-temporada.
O primeiro ano de Ben Johnson como head coach do Chicago Bears foi muito além de positivo. Depois de somar um recorde de 5-12 em 2024, a franquia fechou a temporada com campanha de 11-6 e voltou a vencer a NFC Norte pela primeira vez desde 2018.
A equipe não demorou a refletir o DNA ofensivo de Johnson. Caleb Williams evoluiu para 3.942 jardas lançadas, com 27 touchdowns e apenas sete interceptações. Chicago teve a sexta maior média de jardas produzidas por jogo na temporada (369,2) e a nona melhor em pontos anotados (25,9). Além disso, foi o time que menos cometeu turnovers.
A defesa também se destacou no quesito turnovers, forçando 33 erros ao longo da campanha. Em contrapartida, a unidade se mostrou dependente dessas jogadas enquanto apresentou a quarta maior média de jardas cedidas. Além disso, foi apenas a décima equipe que menos pressionou o quarterback adversário.
O San Francisco 49ers foi a grande história de resiliência da temporada 2025. Apesar das inúmeras lesões em setores importantes do elenco, o head coach Kyle Shanahan conseguiu conduzir a equipe a uma campanha de 12-5 e, não fosse a derrota para o Seattle Seahawks na semana 18, teria garantido a primeira colocação geral da NFC.
Ainda assim, o time chega aos playoffs com características capazes de incomodar os favoritos. A principal delas é o forte ataque, que encerrou a temporada regular com média de 32,5 pontos marcados nos últimos quatro jogos. Brock Purdy retornou em alto nível e, além de Christian McCaffrey e George Kittle, pode contar com os retornos de Ricky Pearsall e Trent Williams para a pós-temporada.
Em contrapartida, a defesa é uma das grandes preocupações da equipe. O ano começou de forma positiva com o retorno do coordenador Robert Saleh, mas as lesões dos pilares Fred Warner e Nick Bosa prejudicaram o rendimento defensivo, com média de 25,5 pontos cedidos por jogo desde a semana 15.
+ NFL: 5 candidatos às vagas de head coach
É agora ou nunca para Josh Allen. Com seus principais rivais na conferência — Patrick Mahomes, Lamar Jackson e Joe Burrow — fora dos playoffs, o quarterback do Buffalo Bills tem, provavelmente, a melhor chance da carreira de chegar ao Super Bowl.
A chave para o sucesso da equipe passa por grandes atuações de Allen, que viveu mais uma excelente temporada com 3.668 jardas, 39 touchdowns totais e dez interceptações. Para dividir parte da responsabilidade, o quarterback espera boas atuações de James Cook como o “Robin” deste sistema ofensivo.
Entretanto, alguns fatores podem dificultar a caminhada no mata-mata. O primeiro é a falta de jogadores capazes de assumir o protagonismo, especialmente no corpo de wide receivers — apenas um recebedor da equipe superou a marca de 600 jardas na temporada. Em segundo plano, a defesa vem sendo um problema nas últimas semanas, sobretudo contra o jogo terrestre, no qual registrou a quinta pior marca da NFL, com 2.315 jardas cedidas.

Pode-se dizer que o Philadelphia Eagles é uma equipe com potencial adormecido. Mesmo em uma temporada conturbada, os atuais campeões da NFL voltaram a conquistar a NFC Leste com recorde de 11 vitórias e seis derrotas — o primeiro bicampeonato da divisão em 20 anos.
A defesa tem sido o grande trunfo da franquia nas últimas rodadas. Dona da quinta melhor média de pontos cedidos da temporada (19,1), a unidade comandada pelo coordenador Vic Fangio conseguiu compensar as dificuldades apresentadas pelo ataque do contestado Kevin Patullo ao longo do campeonato.
Ainda assim, os problemas ofensivos de Philadelphia podem pesar na pós-temporada. A boa notícia é que o time ainda possui talento suficiente para recuperar o nível que o colocou como o sétimo melhor ataque em pontos na temporada anterior. Para isso, será fundamental que Saquon Barkley tenha consistência e que Jalen Hurts volte a ser efetivo também com as corridas.
Outro time que deposita suas esperanças no lema de que “defesas vencem campeonatos”. O Houston Texans teve, possivelmente, a melhor defesa da temporada, praticamente carregando a equipe após um início com três derrotas consecutivas. No fim, os texanos chegam à pós-temporada embalados por nove vitórias seguidas e um recorde de 12-5.
A unidade defensiva de Houston encerrou a temporada regular com a melhor marca da liga em jardas cedidas (4.713) e a segunda melhor em pontos permitidos (17,4). Além disso, foi a terceira que mais forçou turnovers e empatou com Rams e Seahawks como a sétima melhor em sacks — apesar de figurar apenas como a 19ª em pressões totais.
É no ataque que surgem as principais dúvidas. C.J. Stroud conseguiu se recuperar de um início muito abaixo do esperado, mas ainda deixa questionamentos sobre sua capacidade de atuar contra defesas que pressionam bem o quarterback. Além disso, o setor ofensivo sofre com a escassez de playmakers confiáveis.
O Los Angeles Chargers iniciou o ano com uma vitória sobre o Kansas City Chiefs em São Paulo e tenta repetir a mística do Philadelphia Eagles, campeão em 2024 após também começar sua campanha com um triunfo na capital paulista. Diferente do time da NFC Leste, porém, os Chargers parecem distantes de alcançar esse objetivo.
Justin Herbert é novamente a grande esperança da franquia californiana, mas a linha ofensiva deixou a desejar devido às lesões ao longo da temporada e pode comprometer o desempenho do quarterback ao ceder pressão constante a defesas adversárias.
O Green Bay Packers é outro time que iniciou a temporada em alta, mas caiu de rendimento ao longo do campeonato. A equipe chega com a moral abalada para a pós-temporada após sofrer derrotas nas quatro últimas partidas que disputou, fechando a fase regular com recorde de 9-7-1.
É verdade que o time foi bastante prejudicado por lesões, sobretudo com as ausências de Tucker Kraft e Micah Parsons. Além disso, a secundária segue fragilizada, mas a adição de Trevon Diggs pode ajudar a unidade a alcançar um salto de produção. Ainda assim, Jordan Love precisará atuar em altíssimo nível para carregar os Packers em uma eventual campanha rumo ao Super Bowl.
+ NFL Draft 2026: ordem atualizada após a Semana 18
Foi no sufoco, mas o field goal não convertido pelo Baltimore Ravens no último segundo da semana 18 garantiu a vitória e a classificação do Pittsburgh Steelers para os playoffs como campeão da AFC Norte. A equipe fechou a temporada regular com um recorde de dez vitórias e sete derrotas em uma campanha marcada por altos e baixos.
É fato que os Steelers possuem excelentes peças em sua defesa — como T.J. Watt e o experiente Cam Heyward — além do talento de Aaron Rodgers no ataque. Em contrapartida, a equipe oscilou bastante ao longo da temporada regular e não transmite plena confiança para os playoffs. A defesa aérea tende a ser o principal ponto fraco, após registrar a quarta pior marca da liga no quesito.
Mais uma vez, a NFC Sul proporcionou entretenimento aos fãs da NFL. O desacreditado Carolina Panthers perdeu a “final” da divisão para o Tampa Bay Buccaneers no sábado (3), mas ainda assim garantiu o título graças aos critérios de desempate, beneficiado pela vitória do Atlanta Falcons sobre o New Orleans Saints no dia seguinte.
Classificação culposa ou não, esta foi a primeira vez desde 2015 que os Panthers se sagraram campeões da NFC Sul, mas não há grande expectativa de que o time avance longe nos playoffs. A equipe apresentou muitas oscilações ao longo do ano e chega em pior fase do que qualquer outro time da conferência. Para buscar vitórias, Carolina precisará estabelecer o jogo terrestre com Chuba Hubbard e Rico Dowdle, dando mais liberdade a Bryce Young. Forçar turnovers também será um fator-chave para o sucesso dos Panthers.