Ex-mandatário dos Colts faleceu em maio deste ano
De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (28) no jornal The Washington Post, o Indianapolis Colts omitiu, por diversas vezes, recaídas que precederam o falecimento de Jim Irsay, ex-dono da franquia, em maio deste ano.
Proprietário e CEO da franquia da NFL desde 1997, ano da morte de seu pai, Irsay faleceu neste ano “pacificamente em seu sono”. Essa foi a informação do comunicado emitido pelo time, um dia após sua morte. No entanto, segundo entrevistas realizadas com pessoas que preferiram permanecer anônimas ‘por medo de retaliação dos Colts’, o magnata sofreu três overdoses nos últimos cinco anos de sua vida. Entre elas, uma em fevereiro de 2020 e duas em dezembro de 2023.
As herdeiras do trono dos Colts, Carlie Irsay-Gordon, Casey Foyt e Kalen Jackson, declinaram o convite feito pelos jornalistas do jornal para conceder uma entrevista sobre o assunto. Porém, as três enviaram um e-mail em conjunto ao Post dando sua versão dos fatos.
“Nosso pai era aberto quanto as suas batalhas contra o vício e a saúde mental. Ele nunca afirmou ser perfeito. A mídia não é o lugar para responder perguntas sobre informações contestadas, sem contexto essencial ou que envolvam questões médicas particulares”, disseram as três filhas e agora donas do Indianapolis Colts.
Sobretudo, a reportagem apurou que, quando morreu, Irsay estava sob os cuidados de Harry Haroutunian. O profissional é um ‘médico de recuperação de luxo’, e que havia prescrito opioides e ketamina ao mandatário. De acordo com o Post, o Dr. Haroutunian assinou a certidão de óbito atribuindo a morte a uma parada cardíaca. Além disso, não houve autópsias ou exames toxicológicos realizados após o falecimento.
Por sua vez, Haroutunian atendeu a equipe do Washington Post e ‘discutiu brevemente’ o tratamento feito por Jim Irsay antes de se calar, citando as leis da privacidade médica. “Dediquei 18 meses da minha vida para cuidar dele como um irmão. Fizemos tudo o que podíamos para deixá-lo o mais confortável possível”.
Da organização, apenas Dan Emerson, conselheiro geral dos Colts desde 1984, enviou um e-mail ao periódico sobre a reportagem. “Sempre encarei minhas responsabilidades com o máximo profissionalismo e cuidado. Por respeito a todos, não acredito que seja apropriado comentar sobre questões de saúde particulares de ninguém, seja ele vivo ou morto. Lidamos com tudo de forma adequada, profissional, ética e moral. Eu, realmente, gostaria que todos deixassem meu amigo descansar em paz”.
Ainda, o Post revelou que “funcionários dos Colts que trabalhavam perto de Irsay acabaram obrigados a assinar acordos de confidencialidade rigorosos, assim como seus funcionários pessoais em sua casa, incluindo seus cozinheiros e enfermeiros, e até mesmo suas namoradas”.
Por fim, quando Jim Irsay faleceu, em Beverly Hills, na Califórnia, a polícia encontrou o corpo do mandatário em uma espécie de “cama de hospital”. Haroutunian disse aos policiais que Irsay “estava lutando contra vários problemas crônicos de saúde”, e um porta-voz do departamento afirmou que “os detetives não viram nenhuma evidência que os fizesse suspeitar que tivesse sido uma overdose”.
nfl Jornalista, carioca e torcedor (ou sofredor) do San Francisco 49ers. Apenas um apaixonado por esportes e por suas histórias. Fascinado pela cobertura diária da agenda esportiva e pelos bastidores que circundam o meio. Tenho fé que verei um título do Niners antes do fim do mundo.
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