Decisão por Todd Monken como novo técnico abriu cenário delicado nos Browns, especialmente com Jim Schwartz, que esperava ser efetivado
Depois de mais uma temporada frustrante na NFL, marcada novamente por inconsistência na posição de quarterback e outros problemas crônicos, o Cleveland Browns voltou ao mercado em busca de um novo treinador principal. A expectativa interna era de que a mudança trouxesse estabilidade, liderança e, sobretudo, um novo rumo para uma franquia que segue distante do protagonismo na AFC.
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A escolha, no entanto, causou impacto negativo imediato dentro da organização. Ao optar por Todd Monken, ex-coordenador ofensivo do Baltimore Ravens, a diretoria do Browns deixou de lado Jim Schwartz, atual coordenador defensivo e nome forte nos bastidores. A decisão surpreendeu parte do elenco e abriu um cenário de incerteza sobre o futuro da comissão técnica.
#Browns DC Jim Schwartz, informed that the team was hiring Todd Monken over him, has told those close to him that he’s out, per The Insiders.
— Ian Rapoport (@RapSheet) January 28, 2026
Cleveland would like to retain Schwartz, who is under contract. The respected DC may have other plans. He’s coveted. pic.twitter.com/cqtrlOsikF
Segundo informações da NFL Network, Jim Schwartz esperava ser promovido ao cargo de head coach. A frustração foi evidente quando a decisão final foi comunicada. De acordo com relatos, o treinador se despediu de colegas dentro do prédio e indicou que não pretende permanecer na comissão técnica do Browns.
Apesar disso, a franquia ainda deseja manter Schwartz como coordenador defensivo sob o comando de Monken. O problema é que o treinador segue sob contrato, o que pode dificultar uma saída imediata caso Cleveland não libere entrevistas para outros cargos. A situação cria um impasse delicado, especialmente considerando o histórico e o peso de Schwartz dentro da organização.
Com 32 anos de experiência na NFL, Schwartz já foi head coach do Detroit Lions e passou por franquias como Titans, Bills, Eagles e Ravens. Curiosamente, sua carreira na liga começou justamente no Browns, ainda nos anos 1990, como scout. Uma promoção agora representaria um ciclo completo – algo que, ao menos por enquanto, não se concretizou.
Mesmo com todos os problemas ofensivos, a defesa do Browns foi novamente um dos pilares da equipe em 2025. Sob o comando de Schwartz, Cleveland terminou a temporada como a 14ª melhor defesa em pontos cedidos, oitava em jardas totais e quinta em jardas por jogada, números sólidos dentro do contexto da liga.
O grande destaque foi Myles Garrett, que quebrou o recorde da franquia com 23 sacks em uma única temporada. O pass-rusher é amplamente cotado para vencer o prêmio de Jogador Defensivo do Ano pela segunda vez na carreira.
Além dele, Denzel Ward também foi ao Pro Bowl, enquanto o rookie Carson Schwesinger figura entre os finalistas ao prêmio de Defensive Rookie of the Year. Esses resultados reforçam o valor de Schwartz no mercado e explicam por que sua permanência ou saída é tratada como tema sensível dentro do Browns.

Caso, realmente, deixe Cleveland, Schwartz não deve ficar muito tempo sem oportunidades. Times como Chargers, Steelers, Titans, 49ers e Dolphins estão avaliando nomes para cargos defensivos. Além disso, ainda existem duas vagas de treinador principal em aberto, com Raiders e Cardinals monitorando o mercado e podendo apostar em gurus defensivos, tendo em vista os problemas de ambas as franquias no lado defensivo do jogo.
Enquanto isso, os Browns iniciam uma nova era com Todd Monken, apostando em soluções ofensivas para resolver um problema crônico – apesar do ex-treinador Kevin Stefanski também ser uma mente ofensiva, que rapidamente encontrou um novo emprego no Atlanta Falcons.
De qualquer forma, o desafio agora será alinhar expectativas internas em Cleveland, manter a defesa competitiva e evitar que um conflito nos bastidores comprometa um projeto que não já nasce sob pressão, mas vive sob pressão, temporada após temporada.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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