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Bill Belichick rebate dono dos Patriots: ‘O risco foi meu, não dele’

Matheus Puk

Recentemente, Robert Kraft teceu um elogio 'agridoce' a Bill Belichick, que prontamente, deu sua versão sobre sua chegada aos Patriots

A relação entre Bill Belichick, Robert Kraft e os New England Patriots está entre as mais marcantes – e complexas – da história da NFL. Juntos, eles formaram uma das maiores dinastias do esporte, conquistando seis títulos do Super Bowl ao longo de 24 anos. No entanto, desde a separação oficial entre técnico e franquia, há 18 meses, as trocas públicas de elogios têm dado lugar a comentários mais sutis e às vezes, carregados de ressentimento.

Recentemente, Kraft participou do podcast Dudes on Dudes, apresentado pelos ex-Patriots Julian Edelman e Rob Gronkowski, onde declarou que sua melhor decisão em 30 anos como proprietário dos Patriots foi contratar Belichick em 1999. Em contrapartida, um sentimento ‘agridoce’ ficou no ar, quando ele também classificou a contratação de Bill como ‘seu maior risco’. Portanto, a fala não passou despercebida. Em rara resposta pública, Belichick afirmou que, na verdade, o risco foi dele ao aceitar o cargo.

‘Todos me disseram para não aceitar o emprego’

A princípio, Belichick afirmou à ESPN americana que foi desencorajado por diversos profissionais da NFL, incluindo antigos treinadores dos Patriots, membros de outras franquias e até jornalistas. “Todos diziam que havia obstáculos internos demais no time. E eu deixei claro que seria necessário mudar a forma de gestão para voltar a ter sucesso”.

“Como disse a Robert várias vezes ao longo dos anos, eu que arrisquei ao aceitar o cargo de técnico dos Patriots. Já tinha uma oportunidade garantida nos Jets, mas a situação de propriedade lá era instável”, acrescentou Bill Belichick, respondendo diretamente a fala de Kraft.

De fato, quando chegou em 2000, os Patriots estavam US$ 10 milhões acima do teto salarial – um cenário raro para uma franquia que historicamente é conservadora nos gastos. Ainda assim, com sua conhecida frieza na montagem de elenco e gestão de folha, Belichick superou o desafio e iniciou uma era de domínio absoluto na NFL.

Legado inegável – e ainda sem homenagem interna

Ao longo de duas décadas e meia, Bill Belichick acumulou 266 vitórias em temporada regular, 17 títulos de divisão, 13 participações em finais de conferência e seis troféus Vince Lombardi. Unanimemente, ele é um nome certo no Pro Football Hall of Fame, para o qual se tornará elegível neste inverno.

No entanto, o técnico de 73 anos ainda não recebeu sua indução ao Hall da Fama dos Patriots – curiosamente, um espaço onde seu antigo mentor, Bill Parcells, será introduzido como “contribuinte”, conforme anunciou Kraft recentemente. Por outro lado, Tom Brady, seu parceiro mais emblemático em campo, recebeu a homenagem da equipe em 2023.

Belichick não revelou quais foram os técnicos que o alertaram contra aceitar o trabalho em New England, mas tudo indica que Parcells era um deles. O ex-treinador chegou a criticar publicamente a influência de Kraft nas decisões de elenco após sua saída dos Patriots, em 1996.

Um novo ciclo começa em North Carolina

Agora, Belichick inicia uma nova etapa de sua carreira como técnico universitário, assumindo o programa de futebol americano da Universidade da Carolina do Norte. Ainda assim, sua história com os Patriots – e com Kraft – continua sendo um capítulo vivo da NFL. Não há como citar qualquer um dos três – equipe, treinador e dono – separadamente, na história.

Apesar dos recentes desencontros públicos e da disputa sutil por crédito histórico, o legado de Bill Belichick com os Patriots é impossível de apagar. Seja quem for que tenha arriscado mais em 1999, o resultado foi a maior dinastia que a NFL já viu. Reconhecer isso, mesmo com visões diferentes, é parte essencial de qualquer história lendária – e essa certamente é uma delas.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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