Apesar de sair precocemente da equipe, Rodgers mantém carinho por Green Bay e afirma que quer se aposentar como jogador dos Packers
Quando Aaron Rodgers pisar em campo neste domingo (26) à noite, o momento será ao mesmo tempo surreal e inevitável. Pela primeira vez em sua carreira, o quatro vezes MVP da NFL enfrentará o Green Bay Packers, a franquia que moldou sua identidade, agora liderando o Pittsburgh Steelers (4-2) contra seu antigo time.
Mas quem esperava que Rodgers entrasse em campo movido por ressentimento ou desejo de vingança, se enganou.
“O que eu teria que vingar aqui?”, disse Rodgers, no início da semana, refletindo sobre os dois anos e meio desde sua saída de Green Bay. “Eles me pagaram muito bem. Eu cresci lá, vivi alguns dos melhores anos da minha vida lá. Não tenho nada além de amor pela organização.”
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Essa declaração resume bem a serenidade de Rodgers desde sua transferência para o New York Jets em 2023, uma mudança que marcou oficialmente o início da era Jordan Love em Green Bay. Rodgers, então com mais de 35 anos quando Love foi draftado, entendeu de imediato o que aquilo significava: o relógio de sua carreira nos Packers havia começado a contar.
Num mundo ideal, Rodgers encerraria seu tempo em Green Bay com outro título do Super Bowl e passaria o bastão de forma tranquila. Mas a realidade foi mais complexa. Ele respondeu à concorrência com duas temporadas seguidas de MVP (2020 e 2021), mas a diretoria dos Packers sabia que a sucessão era inevitável.
No início de 2023, Love já mostrava maturidade suficiente para assumir, e a franquia decidiu seguir em frente. Rodgers também entendeu que seu ciclo ali tinha se encerrado: “Eles queriam ver o que o Jordan podia fazer”, disse em outra ocasião. “E, sinceramente, não posso culpá-los por isso.”
Apesar da separação, que poderia ter sido turbulenta, Rodgers manteve contato constante com Love. Os dois ainda trocam mensagens, conversando sobre defesas, adversários e ajustes táticos. O que começou como uma relação de mentor e aprendiz evoluiu para uma verdadeira amizade.
“(Love é) um dos grandes caras da liga”, afirmou Rodgers. “Ele é muito preciso, cuida bem da bola e faz grandes passes em profundidade. Também tem usado bem as pernas. Gosto muito da forma como ele está jogando.”
Foi um momento de círculo completo para Rodgers, que viveu uma transição muito mais tensa quando substituiu Brett Favre em 2008. Love, por outro lado, diz que foi recebido de braços abertos.
“Tenho muito respeito pela forma como ele lidou com tudo”, disse Love. “Desde o início, ele me acolheu, e isso significou muito para mim.”
Agora em Pittsburgh, Rodgers parece revitalizado. Ele elogiou a cultura e o ambiente dos Steelers, mas sabe que sua história na NFL estará para sempre ligada a Green Bay — a cidade onde se tornou uma lenda, um campeão do Super Bowl e um dos maiores quarterbacks de todos os tempos.
“Independentemente de quando eu encerrar a carreira, esse foi o grande capítulo da minha vida”, disse Rodgers. “Vou me aposentar como um Packer e veremos o que vem depois disso.”
Essas palavras não soam apenas como paz, mas também como gratidão. Rodgers reconhece seu papel na história da liga — e o papel que os Packers tiveram na construção dessa trajetória. Para Rodgers, não há rancor, nem contas a acertar. Ele está em paz com o passado e confiante no futuro. E ao enfrentar os Packers pela primeira vez, o sentimento não é de vingança, mas de gratidão.
“Eu cresci lá”, disse Rodgers, com simplicidade. “Sempre vou ter amor por Green Bay.”
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nhl Estudante, louco por esportes. Torcedor fanático do Manchester United, além dos Chiefs, Suns, Capitals e Diamondbacks. Fã incondicional de Steve Nash. Comentarista da rádio Scream NFL.
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