Escolhas duvidosas no Draft e movimentos ruins na offseason fazem dessas cinco equipes, potenciais decepções na próxima temporada da NFL
A temporada 2025 da NFL se aproxima com expectativas elevadas para várias franquias. Muitas investiram pesado em reforços, trocaram técnicos, selecionaram jovens promissores no Draft e projetam campanhas de destaque. No entanto, nem sempre uma boa offseason garante sucesso dentro de campo. E algumas dessas equipes, ao contrário de uma inter-temporada positiva, parecem carregar grandes dúvidas sobre seu futuro, ou até mesmo, alguma regressão séria em seu elenco.
Nesse contexto, o The Playoffs destaca cinco times, alguns com grande hype sobre sua temporada, e outros em situação ligeiramente inferior a ultima campanha. Seja por instabilidade no elenco, apostas arriscadas em veteranos, seleções duvidosas no Draft, saídas drásticas de jogadores para outras equipes, esses times precisam provar que estão prontos para vencer e para superar as grandes dúvidas que cercam o início de suas temporadas.

A princípio, os Saints passaram por uma reformulação profunda. Renovando a cara de sua comissão técnica e selecionaram o quarterback Tyler Shough no Draft, apostando alto em um calouro com grandes dúvidas sobre suas capacidades, para liderar a franquia. Além disso, buscaram reforços pontuais para defesa e ataque, como o retorno do veterano Brandin Cooks e a chegada do defensor Justin Reid.
Apesar disso, o time entra na temporada com muitas, muitas dúvidas. A disputa no comando ofensivo, entre três quarterbacks sem qualquer experiência consolidada, traz instabilidade logo no ponto mais importante do elenco. A defesa também não inspira confiança – ainda frágil contra o jogo aéreo e sem peças dominantes no pass-rush. A comissão técnica recém-formada, embora promissora, ainda precisa de tempo para se firmar e tem mais dúvidas do que respostas no momento.
Ou seja, mesmo com boas intenções e reforços pontuais, os Saints podem encontrar dificuldades para se manterem competitivos, principalmente se não encontrarem uma identidade clara desde as primeiras semanas da temporada. A reconstrução da franquia, que competiu no topo da NFL por muitos anos, pode ser mais demorada do que o esperado.

O Miami Dolphins continua sendo uma equipe talentosa, mas repleta de incógnitas. Por um lado, reforçaram decentemente a linha ofensiva, trouxeram veteranos para a defesa e apostaram em nomes de valor no Draft. Mas alguns movimentos não foram suficientes para preencher buracos evidentes, especialmente na secundária e no miolo da defesa. Enquanto o retorno de Minkah Fitzpatrick parece um passo a frente, a saída de Jalen Ramsey, em contrapartida, é um passo para trás.
Da mesma forma, pairam questionamentos sobre o futuro de Tyreek Hill, principal estrela ofensiva da equipe, que viveu uma temporada muito abaixo em 2024. A simples possibilidade de uma saída muda completamente a estrutura do ataque. Enquanto isso, a dependência de Tua Tagovailoa – jogador talentoso, mas com histórico de lesões – também é motivo de preocupação. E embora Zach Wilson tenha chegado como reserva, sua inconsistência ao longo da carreira não o torna uma alternativa confiável.
Com essas variáveis, os Dolphins precisam provar que ainda são uma ameaça real na AFC. Com equipes como os Patriots ameaçando voltar à briga na divisão Leste, qualquer tropeço no início da campanha pode colocar o time em uma espiral difícil de reverter, especialmente em uma Conferência cada vez mais competitiva.

Logo após um ano decepcionante, os 49ers viram uma verdadeira ‘debandada’ de diversos nomes do elenco, principais jogadores cruciais na defesa como Talanoa Hufanga, Dre Greenlaw e Charvarius Ward. Semelhantemente, até mesmo peças da linha ofensiva também saíram na offseason. E, ao contrário do que se esperava, pouco se investiu na área – um dos principais pontos fracos da temporada passada.
Para piorar, o ataque aéreo pode começar a temporada desfalcado, com Brandon Aiyuk ainda em recuperação física, enquanto Deebo Samuel partiu para os Commanders. Com isso, a pressão em cima de Brock Purdy aumenta, ainda mais considerando a possível queda de produtividade caso Christian McCaffrey volte a enfrentar problemas físicos. Definitivamente, muito cairá sobre os ombros de Ricky Pearsall e George Kittle no jogo aéreo.
A defesa, antes uma das mais sólidas da liga, perdeu profundidade e pode não ter a mesma eficiência, principalmente com a elevada quantidade de calouros (os Niners selecionaram cinco defensores com suas cinco primeiras escolhas do Draft). A soma desses fatores torna os 49ers um time instável. Ainda têm talento para brigar por playoffs da NFL, mas os buracos não preenchidos e as perdas importantes tornam real a chance de uma campanha abaixo das expectativas novamente.

Os Bengals têm um dos melhores ataques da NFL no papel, com Joe Burrow, Ja’Marr Chase e Tee Higgins garantidos para 2025. Também mantiveram peças no jogo terrestre e reforçaram – ligeiramente – setores da defesa. Porém, essa estabilidade aparente esconde pontos frágeis que podem custar caro.
A principal preocupação está na defesa. A persistente indecisão financeira quanto ao futuro do seu grande astro defensivo, Trey Hendrickson, e a chegada de um novo coordenador defensivo indicam uma provável transição desconfortável. A adaptação ao novo esquema pode levar tempo – e isso em uma conferência onde qualquer deslize pesa, como visto exatamente com os Bengals nos anos recentes. O calouro Shemar Stewart, até o momento, segue sem contrato assinado – mesmo sendo a escolha de primeira rodada da franquia no Draft.
Além disso, a linha ofensiva ainda é motivo de tensão: Burrow tem sido excessivamente pressionado, ano após ano, e exposto a lesões. Embora o talento ofensivo ainda seja capaz de resolver jogos, a falta de consistência na defesa e a fragilidade na proteção ao quarterback colocam os Bengals em rota de risco. A equipe pode empolgar por sua explosão ofensiva, mas está muito distante de ser aquela que lutou até o último minuto no Super Bowl LVI contra os Rams em 2021.

Por fim, chegamos ao Pittsburgh Steelers que, definitivamente, mostraram grande agressividade nesta offseason, apesar disso ter demorado um certo tempo. Ainda assim, a renovação histórica de TJ Watt, além da chegada de Aaron Rodgers, DK Metcalf, Jalen Ramsey e outros nomes de peso como o tight end Jonnu Smith sinaliza uma tentativa clara de mudança de patamar. O problema é que, por trás das estrelas, há muitas interrogações.
Rodgers, aos 41 anos, vem de diversos anos questionáveis, com problemas físicos e distante de ser o grande quarterback que já foi no Green Bay Packers. A sintonia com o restante do elenco, especialmente com um grupo jovem e um técnico com estilo mais rígido como Mike Tomlin, ainda é incerta. Além disso, a troca de George Pickens pode afetar a química ofensiva, e a defesa, embora talentosa, segue oscilante em momentos decisivos.
De fato, DK Metcalf pode desenvolver uma boa sintonia com Rodgers, mas seus problemas em Seattle eram extremamente semelhantes aos de Pickens, o que torna difícil a compreensão desta ‘substituição’ de uma peça mais jovem por uma que pode estar em regressão. Com tanto investimento, a pressão por resultados será enorme. Mas se Rodgers não estiver em sua melhor forma e as novas peças demorarem a se encaixar, os Steelers podem viver uma temporada mais frustrante do que empolgante, ficando como nos últimos anos, com uma campanha mediana – e uma eliminação breve nos playoffs ou nem isso.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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