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5 melhores shows do intervalo do Super Bowl

Rodrigo Fidalgo

Apresentações do intervalo da partida se tornaram grande atrativo para audiência do jogo

O evento de maior audiência dos Estados Unidos está próximo. Neste domingo (9), ocorre o Super Bowl LIX, entre Kansas City Chiefs e Philadelphia Eagles, no Caesars Superdome, em Nova Orleans. O Super Bowl, no entanto. vai muito além de definir o campeão da temporada da NFL. A partida é sempre um atrativo para o público, em razão do confronto entre os clubes, mas também por causa dos comerciais e trailers da cultura pop. E é claro, o show do intervalo.

Tradição comum da grande final da competição, antes da década de 1990, as bandas marciais das universidades realizavam as apresentações. Isto mudou quando houve o esforço para aumentar a audiência do intervalo e o interesse do telespectador. Em 1993, no Super Bowl XXVII, veio o primeiro nome de impacto, Michael Jackson.

A iniciativa deu muito certo. Desde então, a lista de atrações reúne diversas estrelas e sucessos da música. Desta vez, quem tomará os palcos será o rapper Kendrick Lamar, vencedor de cinco Grammys pela música “Not Like Us”, no domingo passado (2). O cantor ainda terá a participação especial da artista SZA, sucesso em 2023 com o álbum “SOS”.

Com mais um show a caminho, conheça a seguir as maiores apresentações do intervalo do Super Bowl:

Michael Jackson

O rei do pop foi um ponto de virada para a história dos shows do Super Bowl. Em 1993, Michael Jackson foi ao Rose Bowl, na Califórnia, e apresentou um verdadeiro espetáculo entre o descanso do Buffalo Bills e do Dallas Cowboys, que se sagrou campeão. Em grande estilo, a estrela performou com danças e músicas de sucesso, como “Billie Jean” e “We Are The World” com um coro infantil. À época, a revista Rolling Stone descreveu o show como a “última grande apresentação televisiva de Michael Jackson”.

Na entrada do artista, diversos dublês apareceram espalhados pelo estádio. MJ, no entanto, surgiu no centro do palco e ficou parado por quase dois minutos. Enquanto estava “congelado” ele era ovacionado pelo público. O show contou com pirotecnia e participação da arquibancada com um mosaico, que representava a união de todos.

Estima-se que a audiência foi de 133,4 milhões de espectadores nos Estados Unidos e 1,3 bilhão em todo o mundo. Além disso, os 15 minutos de palco foram suficientes para aumentar em 83% as vendas do álbum “Dangerous” do cantor. Atualmente, o show de Michael Jackson é visto como um “manual de como se fazer” das apresentações do intervalo.

Prince

Outro espetáculo veio do “Purple one”. Prince tocou no Super Bowl XLI entre Chicago Bears e Indianapolis Colts, no Dolphin Stadium, em 2007. O astro também não ficou atrás e performou uma das melhores apresentações da história da NFL. Esta foi a primeira vez que a Pepsi foi a patrocinadora, que voltaria a investir no evento futuramente.

O show teve uma verdadeira evolução tecnológica. Com uso de muita pirotecnia e luzes, Prince abriu a apresentação em um palco que se iluminou aos poucos. Durante a partida, o tempo estava muito chuvoso, mas isso não foi um problema para o cantor. Pelo contrário, ele se beneficiou.

Após quatro músicas, faltava uma para o encerramento. A chuva ficou mais forte e combinou com a canção. Prince cantou o sucesso da carreira “Purple Rain”, o que se tornou um dos momentos mais inesquecíveis do evento.

Paul McCartney

Em 2005, Paul McCartney foi chamado para restabelecer a normalidade nos shows do Super Bowl. Isto pois no ano anterior Justin Timberlake e Janet Jackson protagonizaram uma apresentação polêmica e controversa. O integrante dos Beatles, então, cumpriu a missão. Ele cantou grandes clássicos da banda, ao tocar baixo, guitarra e piano.

Em um palco no centro do campo do EverBank Stadium, em Jacksonville, McCartney comandou a plateia. O ápice do show foi a música “Live and let die”, trilha sonora do agente 007. Durante a apresentação, houve um show de chamas por toda a estrutura. Em seguida, ele encerrou com “Hey Jude”, na qual todo o estádio cantou junto com o artista no maior coral da história dos Super Bowls.

Dr. Dre, Eminem e Snoop Dogg

Em 2022, a NFL decidiu reunir grandes rappers da história da música. Durante o intervalo do Super Bowl LVI entre Los Angeles Rams e Cincinnati Bengals, no SoFi Stadium, em Los Angeles, Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Mary J. Blige e Kendrick Lamar lideraram a festa. Além disso, 50 Cent e Anderson fizeram participações especiais.

Com alguns dos maiores nomes do gênero musical, cada um cantou as músicas que marcaram as carreiras e trouxeram nostalgia ao público. A revista Rolling Stone classificou o show como uma “lição da história do rap” e como um dos melhores da história do Super Bowl. O concerto teve audiência de 103,4 milhões de espectadores, um aumento de 7% em relação ao ano anterior com The Weeknd.

Entre as canções, 50 Cent cantou “In da Club”, Kendrick Lamar perfomou “Alright” e Eminem rimou ao som de “Lose Yourself”. Ao final houve um tributo a Tupac Shakur com a música “I Ain’t Mad at Cha”.

Lady Gaga

A diva pop Lady Gaga comandou sozinha o intervalo do Super Bowl LI, em 2017. Este foi o primeiro show solo da partida desde 2010, com o The Who, e a primeira apresentação solo feminina desde 1996 com Diana Ross. Gaga começou no melhor estilo em cima do telhado do NRG Stadium, em Tennessee. Após o início, ela pulou e desceu pendurada por fios até o palco no gramado.

Enquanto dançava e realizava acrobacias, ela cantou os hits “Poker Face”, “Telephone”, “Born This Way” e “Bad Romance”. A produção utilizou um show de luzes, com cerca de cinco mil leds e uma frota de 300 drones no céu. Esta performance foi eleita uma das melhores da carreira da artista.

Após o espetáculo, a apresentação de Gaga rendeu memes no Brasil. Isto pois o narrador Everaldo Marques elogiou a cantora ao chamá-la de “Ridícula”, bordão clássico dele. A expressão, porém, não foi bem recebida pelos fãs da diva pop. O mal entendido foi resolvido, mas ainda rende risadas e lembranças até hoje.

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Jornalista em formação. Apaixonado desde pequeno por vários esportes e um botafoguense doente. Encontrou os esportes americanos em 2017 e se encantou por Brewers, Saints, Sharks e Raptors. Vivo em devoção ao Deus MVP Christian Yelich.

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