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5 melhores shows do intervalo do Super Bowl

Apresentações do intervalo da partida se tornaram grande atrativo para audiência do jogo

PASADENA, CA - JANUARY 31: Pop singer Michael Jackson performs during the halftime show of Super Bowl XXVII between the Dallas Cowboys and Buffalo Bills on January 31, 1993 at The Rose Bowl in Pasadena, California. The Cowboys won the Super Bowl 52-17. (Photo by Focus on Sport/Getty Images)
Foto: Focus on Sport/Getty Images

O evento de maior audiência dos Estados Unidos está próximo. Neste domingo (9), ocorre o Super Bowl LIX, entre Kansas City Chiefs e Philadelphia Eagles, no Caesars Superdome, em Nova Orleans. O Super Bowl, no entanto. vai muito além de definir o campeão da temporada da NFL. A partida é sempre um atrativo para o público, em razão do confronto entre os clubes, mas também por causa dos comerciais e trailers da cultura pop. E é claro, o show do intervalo.

Tradição comum da grande final da competição, antes da década de 1990, as bandas marciais das universidades realizavam as apresentações. Isto mudou quando houve o esforço para aumentar a audiência do intervalo e o interesse do telespectador. Em 1993, no Super Bowl XXVII, veio o primeiro nome de impacto, Michael Jackson.

A iniciativa deu muito certo. Desde então, a lista de atrações reúne diversas estrelas e sucessos da música. Desta vez, quem tomará os palcos será o rapper Kendrick Lamar, vencedor de cinco Grammys pela música “Not Like Us”, no domingo passado (2). O cantor ainda terá a participação especial da artista SZA, sucesso em 2023 com o álbum “SOS”.

Com mais um show a caminho, conheça a seguir as maiores apresentações do intervalo do Super Bowl:

Michael Jackson

O rei do pop foi um ponto de virada para a história dos shows do Super Bowl. Em 1993, Michael Jackson foi ao Rose Bowl, na Califórnia, e apresentou um verdadeiro espetáculo entre o descanso do Buffalo Bills e do Dallas Cowboys, que se sagrou campeão. Em grande estilo, a estrela performou com danças e músicas de sucesso, como “Billie Jean” e “We Are The World” com um coro infantil. À época, a revista Rolling Stone descreveu o show como a “última grande apresentação televisiva de Michael Jackson”.

Na entrada do artista, diversos dublês apareceram espalhados pelo estádio. MJ, no entanto, surgiu no centro do palco e ficou parado por quase dois minutos. Enquanto estava “congelado” ele era ovacionado pelo público. O show contou com pirotecnia e participação da arquibancada com um mosaico, que representava a união de todos.

Estima-se que a audiência foi de 133,4 milhões de espectadores nos Estados Unidos e 1,3 bilhão em todo o mundo. Além disso, os 15 minutos de palco foram suficientes para aumentar em 83% as vendas do álbum “Dangerous” do cantor. Atualmente, o show de Michael Jackson é visto como um “manual de como se fazer” das apresentações do intervalo.

Prince

Outro espetáculo veio do “Purple one”. Prince tocou no Super Bowl XLI entre Chicago Bears e Indianapolis Colts, no Dolphin Stadium, em 2007. O astro também não ficou atrás e performou uma das melhores apresentações da história da NFL. Esta foi a primeira vez que a Pepsi foi a patrocinadora, que voltaria a investir no evento futuramente.

O show teve uma verdadeira evolução tecnológica. Com uso de muita pirotecnia e luzes, Prince abriu a apresentação em um palco que se iluminou aos poucos. Durante a partida, o tempo estava muito chuvoso, mas isso não foi um problema para o cantor. Pelo contrário, ele se beneficiou.

Após quatro músicas, faltava uma para o encerramento. A chuva ficou mais forte e combinou com a canção. Prince cantou o sucesso da carreira “Purple Rain”, o que se tornou um dos momentos mais inesquecíveis do evento.

Paul McCartney

Em 2005, Paul McCartney foi chamado para restabelecer a normalidade nos shows do Super Bowl. Isto pois no ano anterior Justin Timberlake e Janet Jackson protagonizaram uma apresentação polêmica e controversa. O integrante dos Beatles, então, cumpriu a missão. Ele cantou grandes clássicos da banda, ao tocar baixo, guitarra e piano.

Em um palco no centro do campo do EverBank Stadium, em Jacksonville, McCartney comandou a plateia. O ápice do show foi a música “Live and let die”, trilha sonora do agente 007. Durante a apresentação, houve um show de chamas por toda a estrutura. Em seguida, ele encerrou com “Hey Jude”, na qual todo o estádio cantou junto com o artista no maior coral da história dos Super Bowls.

Dr. Dre, Eminem e Snoop Dogg

Em 2022, a NFL decidiu reunir grandes rappers da história da música. Durante o intervalo do Super Bowl LVI entre Los Angeles Rams e Cincinnati Bengals, no SoFi Stadium, em Los Angeles, Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Mary J. Blige e Kendrick Lamar lideraram a festa. Além disso, 50 Cent e Anderson fizeram participações especiais.

Com alguns dos maiores nomes do gênero musical, cada um cantou as músicas que marcaram as carreiras e trouxeram nostalgia ao público. A revista Rolling Stone classificou o show como uma “lição da história do rap” e como um dos melhores da história do Super Bowl. O concerto teve audiência de 103,4 milhões de espectadores, um aumento de 7% em relação ao ano anterior com The Weeknd.

Entre as canções, 50 Cent cantou “In da Club”, Kendrick Lamar perfomou “Alright” e Eminem rimou ao som de “Lose Yourself”. Ao final houve um tributo a Tupac Shakur com a música “I Ain’t Mad at Cha”.

Lady Gaga

A diva pop Lady Gaga comandou sozinha o intervalo do Super Bowl LI, em 2017. Este foi o primeiro show solo da partida desde 2010, com o The Who, e a primeira apresentação solo feminina desde 1996 com Diana Ross. Gaga começou no melhor estilo em cima do telhado do NRG Stadium, em Tennessee. Após o início, ela pulou e desceu pendurada por fios até o palco no gramado.

Enquanto dançava e realizava acrobacias, ela cantou os hits “Poker Face”, “Telephone”, “Born This Way” e “Bad Romance”. A produção utilizou um show de luzes, com cerca de cinco mil leds e uma frota de 300 drones no céu. Esta performance foi eleita uma das melhores da carreira da artista.

Após o espetáculo, a apresentação de Gaga rendeu memes no Brasil. Isto pois o narrador Everaldo Marques elogiou a cantora ao chamá-la de “Ridícula”, bordão clássico dele. A expressão, porém, não foi bem recebida pelos fãs da diva pop. O mal entendido foi resolvido, mas ainda rende risadas e lembranças até hoje.

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Jornalista em formação. Apaixonado desde pequeno por vários esportes e um botafoguense doente. Encontrou os esportes americanos em 2017 e se encantou por Brewers, Saints, Sharks e Raptors. Vivo em devoção ao Deus MVP Christian Yelich.

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