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Zion Williamson promete não ‘deixar os Pelicans na mão’

Equipe The Playoffs

Depois de seis temporada de NBA marcadas por lesões, Zion Williamson entra pressionado para se provar digno do hype que recebeu no Draft

Sujeito a diversas lesões desde sua chegada à NBA, Zion Williamson já perdeu nada menos que 258 jogos em seis temporadas. Um número impressionante, que no entanto não abalou a confiança dos New Orleans Pelicans em seu principal jogador, contratado até 2028 pela franquia da Louisiana. Assim, a menos de um mês do início da nova temporada, o ala-pivô buscou tranquilizar os torcedores ao falar sobre seu estado de forma.

Durante o Media Day da equipe, realizado nesta terça-feira, Williamson se mostrou especialmente satisfeito com sua condição física.

“Eu me sinto muito bem. Daniel Bove (assistente de preparação física) fez um trabalho incrível. Quando sofri a lesão na virilha no ano passado, tivemos uma conversa. Ele me disse que eu deveria voltar da reabilitação melhor do que era antes da contusão.”

Elogiando o trabalho do staff, o jogador natural da Carolina do Norte detalhou o processo.

“Daniel me disse que precisávamos encontrar um jeito de treinar nos divertindo, aproveitando o momento. Então, ele introduziu sessões de boxe, treinos de futebol americano e outros exercícios. Eu não me sentia tão bem assim desde a época da faculdade ou do ensino médio. Hoje, sempre que entro no ginásio, me sinto ótimo.”

Com um largo sorriso diante dos jornalistas, Williamson também falou sobre sua relação inicial com Joe Dumars, recentemente nomeado presidente de operações de basquete em Nova Orleans.

“Eu gosto muito do Joe. Ele é uma pessoa íntegra. Espera muito de mim e, por isso, vai me dar grandes responsabilidades. Isso é muito empolgante. Também sei que, se eu me desviar, ele estará lá para me colocar de volta no caminho certo.”

Muito elogioso em relação a “Joe D”, o ex-Duke não escondeu sua admiração pelo ídolo dos Pistons.

“Às vezes eu me perdia, pensava: ‘Estou na frente de um campeão da NBA, de um MVP das finais, de um cara que fazia parte dos Bad Boys!’. Mas aí eu precisava me concentrar na conversa (risos). E é incrível, porque nós enxergamos o jogo da mesma forma.”

Williamson fez questão de reforçar ainda a importância de criar um vínculo com Dumars e destacou o peso das conversas que teve com a diretoria ao longo do verão.

“Tivemos várias conversas de homem para homem, nas quais eles me mostraram apoio. E eu disse a eles que não os decepcionaria. Para mim, é muito importante sentir o quanto eles acreditam em mim.”

Às vésperas de sua sétima temporada na NBA, o ex-companheiro de Ja Morant no circuito AAU sabe que já não tem margem para erros. Afinal, mesmo com médias de 24,7 pontos, 6,6 rebotes e 4,3 assistências na carreira, Zion precisará provar que pode ser o líder dos Pelicans em 2025-26 — e, principalmente, um pilar sólido sobre o qual a franquia pode de fato construir o seu futuro.

No entanto, essa confirmação só virá se ele, finalmente, conseguir estar disponível durante toda a temporada, algo que não aconteceu no último ano, quando disputou apenas 30 partidas.

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