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Astro dos Spurs, Wembanyama fala com franqueza sobre mortes em operação federal e admite receio de consequências
Victor Wembanyama acostumou o público a manchetes dentro de quadra, porém desta vez chamou atenção por um posicionamento fora dela. Após um treino do San Antonio Spurs, o jovem astro decidiu comentar as mortes de Renee Good e Alex Pretti, dois civis norte-americanos, durante uma operação federal de imigração em Minnesota, um episódio que gerou protestos, tensão social e forte repercussão nacional – inclusive de outros atletas, como Tyrese Haliburton, por exemplo.
Alex Pretti was murdered.
— Tyrese Haliburton (@Hali) January 25, 2026
Mesmo não sendo cidadão americano, Wembanyama optou por não se esquivar do tema, contrariando o departamento de relações públicas do San Antonio Spurs. O francês reconheceu o desconforto em falar publicamente sobre um assunto sensível, mas deixou claro que o impacto das notícias foi grande demais para ignorar. A postura revelou um lado mais reflexivo do jogador, que vem lidando com a exposição crescente desde que chegou à NBA.
Questionado sobre os acontecimentos, Wembanyama afirmou estar “horrorizado” com o que viu. O jogador contou que decidiu se manifestar mesmo contrariando orientações internas de comunicação, justamente para evitar uma resposta genérica ou excessivamente calculada.
“Sim, a assessoria de imprensa tentou, mas não vou ficar aqui dando uma resposta politicamente correta. Todo dia eu acordo e vejo as notícias, e fico horrorizado. Acho uma loucura que algumas pessoas possam fazer parecer, ou dar a entender, que o assassinato de civis seja aceitável”, disse o francês aos repórteres após o treino, segundo a ESPN americana.
🚨 Victor Wembanyama speaks out on ICE homicides 🚨
— Ethical Hoops🏆 (only takes Ws) (@EthicalHoopz) January 27, 2026
“It’s crazy that some people make it sound like the murder of civilians is acceptable”pic.twitter.com/xngdkjD2EN
Segundo Wembanyama, tratar a morte de civis como algo aceitável é algo “incompreensível”. Ele não entrou em detalhes sobre responsabilidades ou decisões políticas, mas deixou clara sua indignação com a normalização da violência. A fala foi direta, emocional e, sobretudo, humana.
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Ainda assim, o pivô deixou evidente seu cuidado. Ao longo da entrevista, reforçou que pensa com frequência nas possíveis consequências de se expressar de forma aberta, especialmente por ser estrangeiro vivendo nos Estados Unidos.
O posicionamento de Wembanyama aconteceu dias após a Associação de Jogadores da NBA divulgar um comunicado afirmando que os atletas “não podem mais permanecer em silêncio”. Além disso, a manifestação pública de outro francês, Guerschon Yabusele, atualmente no New York Knicks, ajudou a ampliar o debate dentro do ambiente da liga.
“Não consigo parar de pensar nos eventos trágicos que estão se desenrolando em Minnesota, e mesmo sendo francesa, não posso ficar em silêncio”, escreveu Yabusele nas redes sociais.
“O que está acontecendo é incompreensível. Estamos falando de assassinatos; são assuntos sérios. A situação precisa mudar, o governo precisa parar de agir dessa forma. Estou ao lado de Minnesota”, concluiu.
Wemby elogiou o compatriota por se posicionar, afirmando sentir orgulho de ver pessoas expressando suas convicções. Ao mesmo tempo, foi realista ao reconhecer que esse tipo de atitude pode ter custos imediatos, tanto profissionais quanto pessoais. Para o jovem astro, cada atleta precisa decidir até onde está disposto a ir e qual preço aceita pagar ao transformar opinião em discurso público.

Em um dos trechos mais sinceros de sua fala, o craque dos Spurs admitiu temer repercussões. Questionado diretamente se tinha receio de consequências, respondeu de forma objetiva: “com certeza”. A resposta reforça a complexidade enfrentada por atletas que decidem se posicionar em temas sensíveis.
Mesmo evitando aprofundar detalhes, Wembanyama explicou que acompanha as notícias diariamente e que os acontecimentos levantam reflexões profundas sobre sua própria vida. No entanto, reconhece que nem tudo pode ser dito em voz alta neste momento da carreira.
Jovem, ainda aos 22 anos de idade, Victor Wembanyama mostra que entende o peso de sua voz e sabe a necessidade de se posicionar contra os acontecimentos recentes. Ao escolher falar, mesmo com cautela, ele amplia o debate sobre o papel social dos atletas e reforça que, fora das quatro linhas, o impacto pode ser tão grande quanto dentro delas – mesmo sob risco.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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