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Warriors: O que está acontecendo e possíveis soluções

Gustavo Assef

Mais uma vez o Golden State Warriors tem uma 'crise' no início da temporada; confira algumas razões e trocas que podem mudar o cenário

A temporada de 2025-26 do Golden State Warriors começou, mais do que qualquer coisa, conturbada. Inclusive, o roteiro é bastante parecido com o da temporada passada, quando a equipe começou muito bem e depois caiu vertiginosamente de produção. Até aqui, os Warriors começaram com quatro vitória nas cinco primeiras partidas, perdendo oito de 14 partidas. Dessa forma, a campanha atual é de dez vitórias e nove derrotas, ocupando oitava posição da Conferência Oeste.

A posição na tabela não é o principal dos problemas. É claro que participar mais uma vez do Play-In não é uma boa, uma vez que uma ou duas atuações ruins podem fazer com que a equipe seja desclassificada antes mesmo dos playoffs. Porém, o que preocupa é a campanha próxima dos 50% de aproveitamento para um elenco que foi montado para brigar por título. Stephen Curry, Jimmy Butler, Draymond Green ganharam o reforço de Al Horford e os retornos de Jonathan Kuminga, Gary Payton II e De’Anthony Melton – que ainda não estreou na temporada.

É bem verdade que os nomes não são de outro mundo e não empolgam tanto como outras contratações na NBA. No entanto, a equipe com Butler na reta final da temporada passada, especialmente depois do All-Star Game, foi uma das melhores campanhas em toda a liga. Os Warriors quase conseguiram fugir do Play-In, venceram a partida contra o Memphis Grizzlies e eliminaram o Houston Rockets, segunda melhor campanha do Oeste.

Assim, esse elenco forte se reforçou com Al Horford, que apesar da idade traz uma versatilidade muito interessante para a defesa e para o ataque e trouxe de volta peças importantes, principalmente para o lado físico da equipe – vide os retornos de Kuminga e Payton II. Por isso, vamos olhar o que pode estar dando de errado para os Warriors até aqui.

A dependência dos Warriors em Stephen Curry é gritante

Curry vem em uma ótima temporada em termos de pontuação: sua média de 28,8 pontos é a quarta melhor de sua carreira. Dessa forma, fica claro que Golden State ainda pode contar com sua maior estrela, que ficou de fora de apenas quatro partidas até aqui (foram três derrotas). No entanto, para além de Curry a temporada de praticamente todos do elenco é decepcionante de certa maneira.

Com Curry em quadra, os Warriors anotam 119,2 pontos a cada 100 posses de bola – que seria a quinta melhor marca de toda a NBA. No entanto, nos minutos em que não está em quadra o ataque é incapaz de produzir com consistência. São apenas 109,2 pontos a cada 100 posses de bola – a quinta pior marca em toda a liga. Mais do que isso, Curry já esteve em quadra com dez combinações de jogadores diferentes ao seu redor e apenas duas delas possuem um saldo negativo.

Por outro lado, depois de Curry o jogador que mais aparece é Butler, com 19,9 pontos de média. Depois disso, o salto é gigante para Jonathan Kuminga com 13,8 pontos por partida, sendo que o jovem está há um bom tempo fora de quadra. Ou seja, fora Curry e Butler ninguém aparece com frequência e consistência no ataque – nem mesma as jovens promessas em Moses Moody e Brandin Podziemski, ou o veterano Buddy Hield.

Steve Kerr perdeu a mão nas rotações?

Warriors

Até aqui os Warriors disputaram 19 partidas na temporada. Mesmo assim, a equipe já apresentou oito quintetos titulares diferentes, sendo que apenas um deles conseguiu começar uma partida quatro vezes seguidas.

Veja, é importante dar rodagem para o elenco, é uma ótima forma de conhecer seus jogadores, dar moral para os reservas se sentirem mais parte do todo e descansar os veteranos. Porém, Kerr já conhece a grande maioria de seus jogadores, quase todos estão na franquia há pelo menos um ou dois anos. Além disso, o técnico parece mais perdido e desesperado para encontrar algum quinteto que faça sentido e consiga se manter saudável em quadra.

Um time que não tem repetição em quadra e que é formado por jogadores que não sabem seu papel exato na rotação da equipe não chega a lugar nenhum. Exemplo: Moody e Podziemski vão e voltam do quinteto titular, ora precisam ser a grande estrela do banco e ora precisam conviver com Curry e deixar o veteranos brilharem. Outro exemplo é Quinten Post, que por vezes é titular e em outras ocasiões quase não vê a quadra.

Isso sem falar em Pat Spencer e em Gui Santos, que possuem características de reservas importantes para a rotação, como o “motorzinho” sempre ligado. No entanto, vira e mexe os dois são colocados em quintetos que têm pouco ataque e eles precisam forçar mais do que gostariam provavelmente.

O que quero dizer é que não existe um padrão nesse elenco. O time não consegue ter um padrão de jogo e os jogadores não sabem no que devem focar ou se concentrar, já que cada noite pode vir uma função diferente.

O ego está falando mais alto nos Warriors?

Recentemente, Draymond Green concedeu uma entrevista após uma derrota larga contra o Oklahoma City Thunder. O ala-pivô falou sobre a falta de comprometimento de alguns do elenco (sem citar nomes) e também falou sobre a priorização de “agendas pessoais”.

“Acho que todos estavam comprometidos em vencer [depois da troca por Jimmy Butler na última temporada] e em fazer isso de qualquer maneira possível. Agora, não parece ser o caso”, disse o ala-pivô dos Warriors durante a coletiva pós-jogo. “Isso fica evidente muito rápido quando você apanha do jeito que a gente apanhou hoje”.

Além disso, Green comentou que todos têm uma “agenda pessoal”, mas que elas precisam servir ao time. Por fim, concluiu, enfaticamente, que se isso não acontece, ou você precisa se livrar da agenda pessoal ou o time irá se livrar de você. Assim, fica claro que o elenco não está, ou ao menos não estava, na mesma página.

Estatisticamente, isso fica óbvio quando os Warriors são apenas a oitava equipe em assistências por partida. Isso não parece pouco quando olhamos de maneira isolada, mas é bem abaixo do que costuma ser as equipes de Kerr. A última vez que Golden State ficou fora do top cinco em assistências foi em 2019-20, quando tiveram 50 derrotas na temporada em que todas as estrelas estavam lesionadas.

Além disso, a equipe é a sexta que mais comete turnovers em toda a NBA e isso impacta diretamente nos resultados. Quando os Warriors cometem mais erros que os adversários, duas vitórias e oito derrotas. Quando erram menos, nove vitórias e uma derrota apenas.

Kuminga é problema ou solução para os Warriors?

Sinceramente, os dois e ao mesmo tempo.

O retorno do jogador para esta temporada foi muito importante para trazer juventude para a ala dos Warriors, que possuíam apenas veteranos na posição, e poucos. E Kuminga começou bem nos primeiros jogos, mas depois caiu e produção e agora possui uma lesão misteriosa. O ala está sentindo o joelho e já ficou de fora de seis confrontos, ainda sem prazo para retornar.

Inclusive, aí que vem o grande ponto. O ala saiu da equipe e não se sabe quando e como retorna, qual será sua posição dentro da rotação. Além disso, ficou clara a falta de comunicação e de vontade que existe entre o jogador e o técnico Steve Kerr. No últimos dias, um repórter perguntou para Kerr sobre explicações sobre a lesão de Kuminga e o técnico respondeu que não faz ideia.

“Ele que tem que dizer onde está” disse Kerr. “Ele não fez nada. Não fizemos treinos coletivos, mas realizamos exercícios ao vivo, e ele mal participou disso. Então, ele não está se movimentando bem, e a equipe médica está trabalhando com ele. Eu não faço ideia do que ele está fazendo”.

Este show de descaso mostra que há uma clara ruptura entre Kuminga e os Warriors. Em quadra, poderia ser um bom respiro para a equipe e uma solução para agredir o garrafão – que é o grande problema dos Warriors nesta temporada -, além de ajudar fisicamente. Mas este é o mundo ideal e não estamos nele. Assim, o mais provável é que essa assimetria dentro do elenco continue até o trade deadline – quando Kuminga pode virar solução.

Até lá, o ala deve retornar e fazer o dele, independentemente se é benéfico ou não para o coletivo. No entanto, até a deadline ele pode ser trocado e, dependendo do investimento dos Warriors, pode dar lugar para uma peça valiosa e que vai fazer muito mais sentido no vestiário e em quadra.

Sugestões de troca por Kuminga

Troca com o Sacramento Kings
Os Kings foram uma das equipes mais interessadas no ala durante a offseason e podem tentar novamente.

  • Warriors recebem: Malik Monk + Keon Ellis
  • Kings recebem: Jonathan Kuminga

Troca com o New Orleans Pelicans
Os Pelicans estão desesperados para receber escolhas de Draft que compensem a besteira que fizeram na última offseason e pegar um jovem jogador neste processo também ajuda.

  • Warriors recebem: Trey Murphy III
  • Pelicans recebem: Jonathan Kuminga + De’Anthony Melton + duas escolhas de primeira rodada

Troca com o Charlotte Hornets
Os Hornets não serão competitivos nesta temporada e podem começar a buscar jovens talentosos para construir em torno de Kon Knueppel e Brandon Miller.

  • Warriors recebem: Miles Bridges
  • Pelicans recebem: Jonathan Kuminga + De’Anthony Melton + duas escolhas de primeira rodada
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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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