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Duelo Suns-Wolves contou com mais uma ótima performance de Anthony Edwards, enquanto o trabalho coletivo de Phoenix prevaleceu
A noite desta segunda-feira (8) de NBA contou com uma surpresa. Isso porque o Phoenix Suns (14-10), sem Devin Booker, foi até Minnesota e venceu o Minnesota Timberwolves (15-9) pelo placar de 108 a 105. O duelo Suns-Wolves foi equilibrado do início ao fim, com apenas um momento de vantagem acima dos dez pontos. Além disso, contou com mais uma grande performance de Anthony Edwards, que não foi o suficiente para evitar a derrota após cinco vitórias seguidas.
Os dois primeiros quartos da partida foram muito parelhos. Mesmo que os Suns tenha liderado os dois quartos o tempo todo, a vantagem nunca passou dos nove pontos e ficou, em boa parte do tempo, na casa dos cinco.
Isso porque os dois ataques iam bem na partida e jogavam de maneira coletiva. De um lado, os visitantes compartilhavam a bola e todos sem a bola se movimentavam juntos e cortavam, organizadamente, para o garrafão. Foi com muitas infiltrações que Phoenix conseguia pisar no garrafão e depois achar um jogador correndo para a cesta ou livre no perímetro – foram diversos arremessos livres e apenas duas cestas de três convertidas.
Por outro lado, os Wolves também trabalhavam bem no ataque. No entanto, a equipe era forçada pela defesa adversária a pontuar dentro da linha dos três pontos, tamanha a pressão e o direcionamento que permitia infiltrações. Com isso, a equipe de Minnesota ia bem aproveitando jogadas em que seus jogadores complementares saiam de screens para receber já com a vantagem. Além disso, encontrava Rudy Gobert dentro do garrafão. Sem bolas de três, os Wolves viram os Suns abrirem vantagem até nove pontos, mas Anthony Edwards foi o craque do jogo na reta final do quarto e manteve o time na partida: 29 a 23 Suns.
Depois, as bolas de três começaram a cair para os dois lados. Julius Randle foi o cara do jogo para Minnesota neste começo de quarto e o ataque de maneira geral começou a encaixar, com Naz Reid e Bones Hyland chegando nos arremessos. Porém, os Suns continuavam a criar bons arremessos e agora eles também caíam. Assim, a vantagem continuou na mesma casa e no intervalo o placar era de 62 a 57 para os visitantes.
O confronto era equilibrado, mas a intensidade defensiva dos donos da casa era outra e forçava Phoenix a tentar arremessos mais difíceis e, finalmente, contestados. Dessa forma, aos poucos foram chegando no placar e com Edwards dominando empataram em 69 a 69. Foi aí que Gobert fez uma falta flagrante 2, sendo ejetado da partida com um empurrão em Mark Williams, quando o pivô dos Suns ia tentar uma dunk.
Com isso, a moral que era toda dos mandantes deu uma diminuída. Foram três pontos seguidos de Williams e o jogo voltou ao equilíbrio, mas pouco depois Julius Randle colocou um arremesso de meia distância para dar a primeira liderança para Minnesota, em 80 a 78. No fim do quarto, 84 a 84.
A questão é que no início do último quarto os visitantes conseguiram uma corrida de seis a zero, aproveitando o garrafão sem Gobert e roubando bola na defesa, com Edwards ainda fora. Pouco depois, Collin Gillespie pegou fogo e matou duas bolas de três criando seu próprio arremesso e deixando o placar em 98 a 87 depois de uma bandeja também de Royce O’Neale, a maior vantagem do jogo.
Anthony Edwards volta para a quadra e o ataque de Minnesota voltou a funcionar, com destaque para Bones Hyland que converteu dois bons arremessos e deixou o jogo em 100 a 97, com três de vantagem para Phoenix. Gillespie respondeu novamente, fazendo 103 a 97, mas depois forçou arremessos em sequência. Posteriormente, os Suns cometeram um turnover e Dillon Brooks forçou outro arremesso. Assim, os Wolves foram se recuperando e Randle achou um lindo passe para Reid empatar, mas o ala-pivô errou o arremesso.
Depois de mais um arremesso forçado dos Suns, com boa defesa de Minnesota, Edwards escolheu ir para a bandeja e deixar o jogo em 106 a 105 com nove segundos. Gillespie fez os dois lances livres e os adversários tiveram a chance de empatar com um arremesso de três com pouco mais de seis segundos no relógio. No entanto, Jaden McDaniels forçou a jogada e não passou perto de acertar. Fim de jogo, 108 a 105 Suns.
Nos aspectos coletivos o jogo foi incrivelmente equilibrado, mas o fator turnover fez a diferença. Isso porque Minnesota cometeu 15 e sofreu 24 pontos a partir deles, dez a mais em relação ao adversário. Além disso, sem Gobert em quadra durante boa parte do segundo tempo, os Suns levaram a melhor no garrafão por 50 a 40.
Individualmente, o melhor jogador dos Suns foi Mark Williams com 22 e 7 rebotes. Outros cinco jogadores tiveram ao menos 10 pontos e Gillespie terminou com 19, enquanto Brooks fez 18. Por outro lado, Edwards fez 40 pontos e 9 rebotes, já Randle terminou com 21 pontos.
Agora, os Suns viajam para OKC para enfrentar o Oklahoma City Thunder, pela Copa NBA, nesta terça-feira (9). Já os Wolves voltam às quadras apenas no sábado (13), fora de casa, contra o Golden State Warriors.
nba Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.
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