O Phoenix Suns está novamente no centro de uma polêmica. A franquia da NBA demitiu Gene Traylor, ex-diretor de segurança, poucos meses após ele entrar com um processo contra a equipe, alegando discriminação racial, assédio e retaliação. A decisão, ocorreu nesta segunda-feira (29) e reacendeu debates sobre a cultura organizacional dentro dos Suns e do time da WNBA Phoenix Mercury, ambas sob comando do bilionário Mat Ishbia.
Suns falam em quebra de conduta
Gene Traylor chegou aos Suns em em janeiro de 2023. Então, ele afirma que sofreu represálias logo após apresentar um relatório de segurança que não agradou à diretoria. Segundo sua denúncia, ele acabou rebaixado de cargo antes de ser oficialmente desligado. Já a organização afirma que a demissão se baseia em uma investigação externa independente.
“Ele foi demitido por violar políticas da empresa relacionadas ao sigilo de informações e por ter sido intencionalmente desonesto com o investigador”, afirmou Stacey Mitch, vice-presidente sênior de comunicações dos Suns.
No entanto, a advogada Cortney Walters rebateu: “Foi um ato de retaliação disfarçado de cumprimento de regras. Estamos diante de um padrão preocupante de discriminação e silenciamento dentro da franquia”.
Além das acusações previamente citadas, Traylor também cita um possível affair entre o CEO dos Suns/Mercury, Josh Bartelstein, e a estrela da WNBA – recentemente trocado por Phoenix para o Indiana Fever – Sophie Cunningham.
Acusações graves sobre falhas de segurança
O processo movido por Traylor também aponta falhas graves na segurança do Footprint Center. De acordo com ele, testes realizados pelo Departamento de Defesa Interna da Polícia de Phoenix em 2023 e 2024 permitiram que agentes à paisana entrassem no local portando armas – sem qualquer detecção.
Esse tipo de denúncia pode trazer implicações sérias não apenas para a reputação da franquia, mas também para sua relação com as autoridades locais e a NBA. A alegação de que a segurança foi comprometida reforça a gravidade da situação.
Outros processos reforçam clima de instabilidade
O caso de Traylor, no entanto, não é o úncio. Em novembro de 2023, Andrea Trischan, ex-gerente de diversidade dos Suns, também entrou com um processo por discriminação racial e demissão injusta. Mais recentemente, Nikki Blue, ex-treinadora interina do Phoenix Mercury, processou a organização por desigualdade salarial e retaliação baseada em raça e gênero.
Essas ações judiciais formam um padrão preocupante, que questiona os valores e a cultura interna da franquia. Mesmo com as promessas de renovação e investimento feitas por Ishbia desde sua chegada, os bastidores dos Suns continuam turbulentos.
Com o acúmulo de processos e acusações, aumenta a pressão sobre a direção da franquia para promover mudanças reais – e não apenas administrativas. Afinal, sem um ambiente saudável e seguro para todos, o sucesso em quadra se torna secundário.
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