Por motivações raciais, Dennis Schroder acredita que nunca será amado em solo alemão como a lenda ex-Mavericks Dirk Nowitzki
Foto: Jason Getz-USA TODAY Sports
Dennis Schroder já é considerado um dos maiores jogadores da história do basquete alemão, ao lado de Dirk Nowitzki. O jogador da NBA é campeão mundial e líder de sua seleção, e também acumulou feitos que poucos imaginaram possíveis.
Porém, para o armador, atualmente no Sacramento Kings, o reconhecimento dentro da Alemanha nunca será igual ao recebido por outras lendas, como o próprio Nowitzki. No entanto, a motivação para isso vai muito além das quadras.
Em entrevista ao portal alemão Stern, Schroder recordou o impacto que teve ao ver Nowitzki carregar a bandeira alemã nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Além disso, ele revelou o que, em sua visão, lhe atrapalha de ter o mesmo reconhecimento e carinho que a lenda dos Mavericks.
“Eu tinha 14 anos e pensei: que momento incrível, não existe honra maior. Mas, para mim, nunca será o mesmo que foi para o Dirk. Eu jamais receberei o mesmo carinho neste país, porque sou negro”, afirmou o atual capitão da seleção alemã.
This one is raw 🗣️🏀
Dennis Schröder opened up about why he felt he would never be loved in Germany the way Dirk Nowitzki is.
Here's the story…👇
Only two German basketball players had ever carried the Olympic flag: Nowitzki in 2008 and Schröder in Paris last year.
Capitão da Alemanha mantém fé no título do EuroBasket
Apesar desse sentimento de desigualdade, Schroder deixou claro que sua confiança dentro de quadra permanece absoluta. Pensando no próximo EuroBasket, ele não escondeu sua ambição.
“Vamos conquistar o título. Se eu não acreditasse nisso, não entraria no torneio. Preferiria passar meu tempo em Braunschweig”, disse Schroder.
A fala sintetiza bem a mentalidade do armador. Assim, ainda que questione o quanto seu país lhe adora ou celebra, Schroder não duvida do que pode entregar pela Alemanha e segue determinado a liderar a equipe a mais um feito histórico.
Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.