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Rockets perdem Steven Adams por tempo indefinido

Gustavo Assef

Pivô é crucial para a identidade física no ataque do Houston Rockets, além de melhor a defesa da equipe

Poucos jogadores são mais importantes para uma equipe da NBA por conta de uma habilidade específica como Steven Adams é para o Houston Rockets. O pivô tem uma trajetória já longa na NBA, de 12 temporadas, mas parece longe de estar decaindo de produção. Isso porque Adams ainda entrega muito dentro do que promete com seus minutos reduzidos: o pivô dos Rockets é o melhor da NBA em rebotes ofensivos.

No entanto, os Rockets não poderão contar com esse fator por tempo indeterminado. Isso porque Adams sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo e agora permanecerá fora das quadras enquanto se recupera. A lesão aconteceu na partida contra o New Orleans Pelicans, no domingo (18), quando Adams marcava Zion Williamson no último quarto do duelo.

“Entorse grave no tornozelo”, disse o técnico Ime Udoka, nesta terça-feira (19). “Acho que é algo em torno de grau 3, mas ainda estamos reunindo informações e opiniões. De qualquer forma, não acho que ele vá voltar tão cedo”.

Nesta temporada, Adams tem médias de 5,8 pontos e 8,6 rebotes ao longo de quase 23 minutos por partida, sendo que já foram 11 das 32 partidas como titular. Além disso, o pivô dos Rockets novamente lidera a NBA em rebotes ofensivos, com 4,5 por partida e é crucial para o funcionamento do ataque de Houston. Até aqui, quando está em quadra a equipe pega 42% dos rebotes ofensivos em arremessos errados, a melhor marca de toda a liga. Assim, ajuda o ataque dos Rockets a ganhar novas posses no ataque a liderar a NBA em pontos de segunda chance.

Além disso, a defesa surpreendentemente é muito melhor com Adams em quadra. Com o pivô Houston sofre 108,6 pontos a cada 100 posses de bola, o que seria a segunda melhor marca da liga. Por outro lado, sem Adams o rating vai para 117,1 e a marca preocupa. Vale destacar que os Rockets apostam muito mais na defesa em zona com Adams em quadra, enquanto apenas com Alperen Segun a equipe opta pela marcação individual.

Agora sem ele, Clint Capela deve ganhar minutos na rotação.

Rockets não conseguem encher o Toyota Center?

Na noite desta terça-feira (13), o Houston Rockets recebeu o Chicago Bulls no Toyota Center. Assim, Kevin Durant realizou seu 14º jogo em casa como membro de sua nova equipe, mas desta vez com alguns pontos que chamaram atenção do público que acompanhou a partida. Isso porque algumas contas no X postaram vídeos que mostram vários assentos vazios no ginásio já com o jogo prestes a começar. Porém, após a partida Kevin Durant foi até sua rede social e respondeu aos vídeos, justificando que os fãs na verdade foram para o Toyota Center, mas que estavam atrasados como de costume.

“A gente chega tradicionalmente atrasado por aqui, campeão. Volta a conferir ali no meio do segundo quarto que o cenário já é outro. Sempre foi assim em Houston desde que eu cheguei à liga”, afirmou Kevin Durant.

Porém, nesta temporada os Rockets são a equipe que menos atraiu torcedores para seu ginásio, com 252.835 pessoas frequentando o Toyota Center nesta temporada. Inclusive, são mais de 40 mil pessoas a menos do que a segunda equipe que menos teve a presença de público até aqui, o Atlanta Hawks. No entanto, vale lembrar que Houston teve apenas 14 jogos disputados em casa nesta temporada, também a menor marca da liga. Com isso, seria até injusto considerar que Kevin Durant e companhia não estão conseguindo atrair público.

Na média, os Rockets tem 18.060 pessoas presentes por partida. Este número é o 16º melhor da liga e também está longe de ser o ideal para uma das melhores equipes em toda a NBA com duas grandes estrelas em quadra – Kevin Durant e Alperen Sengun. Neste contexto, três fatores podem ajudar a explicar um pouco a “baixa” média dos Rockets. O primeiro é que o Toyota Center comporta até 18.300 pessoas, ou seja, quase sempre está lotado e mesmo se tivesse sempre em sua capacidade máxima os Rockets não subiriam muito na lista.

Depois, o tráfego da região é terrível e muitas pessoas chegam atrasadas para a partida ou acabam desistindo. Por fim, a equipe em quadra está longe de seu melhor momento na temporada.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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