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Pacers nas Finais da NBA: de Paul George a Haliburton, como esse time foi montado

Gustavo Assef

Assim como o rival Thunder, o Indiana Pacers começou a montagem de seu elenco após trocar Paul George e passar por temporadas ruins

Nesta quinta-feira (5), Indiana Pacers e Oklahoma City Thunder se enfrentam pelo jogo 1 das Finais da NBA. Inclusive, apesar das diversas diferenças, existe um ponto de partida em comum para esses dois times atuais: Paul George. No Draft de 2010, os Pacers selecionaram George com a décima escolha, uma posição na frente de OKC, que ficou com Cole Aldrich.

Além disso, foi a partir de trocas envolvendo George que os atuais elencos começaram a se formar. Para saber mais sobre o Thunder de 2025, clique aqui. Porém, agora é hora de entendermos como o surpreendente Pacers de 2025 chegou até aqui.

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O fim da “Paul George Era”

Rapidamente o ala teve sucesso individual e coletivo em Indianapolis. Assim, chegou em duas finais de conferência (2013 e 2014), quando perdeu para o supertime do Miami Heat. Depois, os Pacers de Paul George estagnaram e, apesar de competirem, nunca chegaram tão longe novamente. Aí, em 2017, George disse para a franquia que não assinaria um novo contrato em 2018. Dessa forma, foi trocado para o próprio Thunder por Victor Oladipo e Domantas Sabonis.

Na época, a troca parecia muito favorável para OKC, que se manteve relevante por mais dois anos antes de também trocar George.

Oladipo e Sabonis: um Pacers diferente e ainda muito competitivo

Com os dois jogadores, que pouco apareciam no Thunder de Russell Westbrook, Indiana voltou a ter uma esperança. Inclusive, a franquia teve campanhas melhores nas três próximas temporadas, mas em todas acabou perdendo no primeiro round dos playoffs (parecido com o Thunder na mesma época).

Entretanto, o gás do time acabou despois das três eliminações. Com a saída do técnico Nate McMillan, em 2020-21 a campanha foi de apenas 34 vitórias e 38 derrotas. Assim, os Pacers novamente trocaram de técnico e pegaram uma figura conhecida de muito tempo em Indiana: Rick Carlisle, que deixou o Dallas Mavericks após eliminações precoces nos playoffs e desentendimentos de vestiário.

Carlisle e Haliburton: anos difíceis até tudo se encaixar

A temporada de 2021-22 foi a pior dos Pacers desde temporada 1984-85. Com Carlisle e um time cheio de lesões, os Pacers tinham uma péssima campanha e, em fevereiro, trocaram Sabonis para o Sacramento Kings, recebendo Tyrese Haliburton, Buddy Hield e Tristan Thompson. Naquele ponto, Haliburton estava em sua segunda temporada na liga e já mostrava sinais do que poderia se tornar. No entando, os Kings já tinham De’Aaron Fox e buscavam um jogador de garrafão para competirem de vez.

Pelos Pacers, o impacto do armador foi pequeno em sua primeira “meia temporada” e a franquia venceu apenas 25 partidas.

Assim, no Draft pegou Bennedict Mathurin, na sexta escolha geral, e Andrew Nembhard, na primeira escolha do segundo round. Além disso, trocou Malcom Brogdon para o Boston Celtics em troca de Aaron Nesmith. Os Pacers de 2022-23 venceram 35 partidas, dez a mais do que no ano anterior. Porém, ficaram de fora dos playoffs pela terceira vez seguida e ainda faltava talento e maturidade, que vinha basicamente de T.J. McConnell, na equipe desde 2019, e de Myles Turner, em Indiana desde Paul George.

O ano da virada

Para 2023-24, os Pacers trouxeram peças interessantes para compor o elenco: Bruce Brown (que havia acabado de vencer um título pelo Denver Nuggets), Obi Toppin (troca) e Ben Sheppard (via Draft). Dessa forma, a equipe voltou a realmente ser competitiva e ter uma boa campanha, mas ainda faltava uma peça de peso ao lado de Haliburton, que seguia evoluindo a cada temporada.

No meio da temporada, a franquia foi atrás de outro campeão em Pascal Siakam. Para isso, envolveu Bruce Brown e três escolhas de Draft. Porém, o esforço valeu a pena já que Indiana venceu 47 partidas e chegou até as Finais do Leste, quando perderam para o campeão Boston Celtics.

Basicamente com o mesmo elenco e comissão técnica, os Pacers voltaram para 2024-25 apostando na continuidade do trabalho, na evolução de seus jovens jogadores e na maturidade de cada um deles. Entretanto, após quase um terço de temporada a coisa era feia: dez vitórias e 15 derrotas. A equipe teve lesões complicadas na posição de pivô e trouxe Thomas Bryant, além de Haliburton ter um começo bem abaixo.

Por outro lado, quando virou para 2025 os Pacers voltaram a jogar basquete e passaram a ser uma das melhores campanhas da NBA. Assim, tiraram Giannis Antetokounmpo no primeiro round, o Cleveland Cavaliers de 64 vitórias no segundo e o New York Knicks na final de conferência. Agora, o adversário é o Thunder de tantas similaridades ao longo do caminho.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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