Depois de dois dias extremamente movimentados no mercado do basquete, times seguem buscando opções para reforçarem seus elencos
Passadas as primeiras 48 horas da free agency da NBA, diversos jogadores já definiram seu futuro e deixaram o mercado. Agora, restam 118, entre veteranos, jovens com potencial e peças de fundo de rotação. Alguns dos principais nomes já assinaram novos vínculos, como Kyrie Irving, James Harden e Julius Randle, ou exerceram a player option a que tinham direito, como LeBron James.
No entanto, uma série de atletas, com direito a vencedor do prêmio MVP e detentores de seleções para All-Star Game no currículo, seguem em busca de um novo contrato.
Pensando nisso, o The Playoffs preparou uma lista com os dez principais free agents ainda disponíveis no mercado da NBA. Confira!
Depois do desempenho ruim nos playoffs da temporada 2023-24, Josh Giddey deixou o Oklahoma City Thunder e viu seus antigos companheiros erguerem o troféu Larry O’Brien no fim do mês de junho. Contudo, podemos afirmar que a saída acabou sendo positiva para a carreira do australiano. No Chicago Bulls, Giddey reencontrou seu melhor basquete e teve as melhores médias da carreira em assistências (7,2), rebotes (8,1), roubos de bola (1,2) e aproveitamento do perímetro (37,8%). Além disso, somou ainda 14,6 pontos por partida.
Apesar do bom desempenho, o armador de 22 anos ainda não assinou um novo vínculo com a franquia de Illinois. A expectativa é de que um acordo de longa duração seja anunciado em breve. Nenhuma outra equipe tem o espaço necessário no teto salarial para superar uma eventual oferta dos Bulls. E, vale lembrar que, por se tratar de um agente livre restrito, Chicago pode igualar quaisquer propostas e manter o jogador em seu elenco.
Outro jovem que segue com situação indefinida é Jonathan Kuminga, do Golden State Warriors. Como era de se esperar, os californianos realizaram uma oferta qualificatória de US$ 7,9 milhões para o ala, tornando-o um free agent restrito. Mas, a expectativa geral diante das notícias recentes é de que ele não continue na equipe comandada por Steve Kerr.
O congolês de 22 anos teve 15,3 pontos e 4,6 rebotes de média durante a temporada regular. Já nos playoffs, conseguiu algumas boas atuações diante do Minnesota Timberwolves, na segunda rodada, que ajudaram a compensar o péssimo desempenho na primeira, diante do Houston Rockets. Kuminga é um ala explosivo, com boa capacidade de definir jogadas próximo à cesta, e ainda muito jovem.
Uma possível sign-and-trade pode ajudar os Warriors a reforçarem o núcleo em volta de Stephen Curry, Jimmy Butler e Draymond Green, e dar ao ala a oportunidade de se desenvolver em outro contexto.
Não se deixe levar pela idade avançada de Al Horford. Com 39 anos recém-completados, o dominicano não é nenhum LeBron James, mas segue sendo uma peça de garrafão para lá de confiável. Seu desempenho recente no Boston Celtics, por sinal, o credencia como talvez o melhor atleta da posição de pivô ainda disponível no mercado.
As médias de nove pontos, 6,2 rebotes e 2,1 assistências conquistadas na última temporada são relativamente tímidas. Porém, não passam nem perto de ilustrar a contribuição do veterano em quadra. Excelente defensor, Horford segue se virando muito bem na proteção de aro e até mesmo no perímetro, contra jogadores mais ágeis e habilidosos. Até por isso, vem sendo especulado em equipes que querem brigar pelo título, como o Los Angeles Lakers.
"At one point I wasn't coaching, I was just watching him…"
— NBA (@NBA) March 9, 2025
Coach Mazzulla on Al Horford's lockdown defense tonight 😤 pic.twitter.com/Xz3vTDeMyW
Depois de anos tortuosos na Califórnia, defendendo as cores dos rivais Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers, Russell Westbrook parecia ter encontrado uma nova casa no Colorado. Durante toda a temporada, o armador foi o grande nome do banco de reservas do Denver Nuggets, sendo parte importante do sucesso do time e formando uma boa parceria com Nikola Jokic.
Já na reta final, no entanto, a situação começou a piorar. Primeiro, apareceu como um dos pivôs das demissões do treinador Michael Malone e do general manager Calvin Booth, que não concordava com a minutagem proporcionada ao veterano. Em seguida, o excelente desempenho na primeira rodada dos playoffs, justamente diante dos Clippers, ajudou a apagar as desconfianças.
Essas mesmas desconfianças, entretanto, se multiplicaram na rodada seguinte, diante de outro ex-time de Westbrook, o Oklahoma City Thunder. O jogador voltou a sofrer com o aproveitamento nas bolas de três pontos, acertando míseros 21,9% ao longo dos sete jogos. Assim, acabou recusando a player option a que tinha direito ao fim da campanha e encerrou sua passagem.
Apesar da reta final amarga, o MVP da liga em 2017 ainda pode ser um nome útil para times que buscam um armador vindo do banco. Além disso, seus últimos contratos vem sendo cada vez mais modestos financeiramente. De acordo com Marc Stein, três franquias demonstraram alto interesse no armador: New York Knicks, Minnesota Timberwolves e New Orleans Pelicans.
Por falar em armadores, chegamos à maior surpresa da posição na última temporada. Em um roteiro inesperado, Quentin Grimes viveu uma ascensão meteórica dentro da mesma campanha em 2024-25. O início no Dallas Mavericks era bom, aparecendo como um role player importante com médias de 10,2 pontos, 3,8 rebotes e 40% de aproveitamento no perímetro.
A reta final no Philadelphia 76ers, contudo, foi digna de uma superestrela. Trocado na durante o deadline e já atuando em um time pouco competitivo dos Sixers, diante das ausências de Joel Embiid, Paul George e, posteriormente, Tyrese Maxey, Grimes proporcionou uma sequência de shows aos torcedores.
Suas médias subiram para 21,2 pontos, 5,2 rebotes e 4,5 assistências, com direito a jogos de 46, 44, 35 e 30 pontos. Com apenas 24 anos, Grimes caminha para ser um dos ótimos armadores da liga, e os 76ers devem fazer de tudo para segurá-lo. De acordo com os rumores, inclusive, o primeiro esforço nesse sentido foi de abrir mão do ala-pivô Guerschon Yabusele, que assinou com os Knicks.
Ainda no campo dos armadores, saímos de um jovem e voltamos para um veterano de respeito. Chris Paul completou 40 anos no último mês de maio, mas parece não sentir os efeitos da idade. Na temporada 2024-25 da NBA, disputou todos os 82 jogos do San Antonio Spurs na temporada regular, feito alcançando por apenas 11 jogadores. Acima dos 30 anos, apenas o companheiro de time Harrison Barnes e o ala-armador Buddy Hield, dos Warriors, igualaram a proeza.
Dentro das quatro linhas, Paul já não tem o mesmo impacto. Sua média de 8,8 pontos por partida foi a menor da carreira. No entanto, ainda conseguiu contribuir com 7,4 assistências, 3,4 rebotes e 1,3 roubo de bola, acertando 37,7% de seus arremessos de três em cerca de 28 minutos por confronto. Recentemente, Marc Stein afirmou que ele estaria determinado a se juntar aos Lakers. Porém, o objetivo principal parece ser um retorno a Los Angeles. Quem sabe, então, em uma reunião com os Clippers?!
O talento de Cam Thomas é inquestionável. Muitas vezes, por outro lado, suas decisões em quadra e a propensão a segurar demais a bola e envolver pouco os companheiros são altamente questionáveis. Até por isso, é difícil colocar em números um novo contrato que faça jus ao que o jovem ala-armador entrega.
Na última temporada, disputou apenas 25 partidas, por conta de sucessivas lesões musculares. Apesar disso, quando esteve disponível, demonstrou um bom sinal ao registrar a melhor média de assistências da carreira (3,8) em um surpreendentemente competitivo Brooklyn Nets. Conseguiu também a maior marca de pontos da carreira, com 24 por partida.
Thomas é um agente livre restrito, e os Nets são a equipe com maior espaço na folha salarial. A junção desses dois fatores aponta fortemente para uma permanência do jogador. Mas, até que ela seja concretizada, a franquia pode se dar ao luxo de esperar para ver se algum outro time se atrai tanto pelos talentos do jovem a ponto de realizar uma oferta salarial atrativa.
Um dos jogadores mais voluntariosos da NBA ao longo dos últimos anos, Gary Payton II tem o perfil que se encaixa em qualquer elenco. Ótimo defensor de perímetro, acertou 40,7% de seus arremessos da zona morta na última temporada de Golden State. Além disso, deve estar disponível através de um contrato amigável. A única questão do armador costuma ser a física, visto que perdeu 58 jogos nas últimas duas campanhas combinadas.
Por falar em problemas físicos, chegamos ao último dos armadores veteranos da lista. Malcolm Brogdon é um excelente passador, cria bons arremessos de três pontos para si e para os companheiros e é um verdadeiro general dentro de quadra. O grande problema? Ele só é capaz de fazer tudo isso quando está fisicamente apto.
E, nas duas últimas temporadas, por Portland Trail Blazers e Washington Wizards, esteve longe de seus melhores dias no aspecto. Assim, disputou apenas 63 dos 164 compromissos possíveis. Apesar disso, é um armador cerebral com vasta experiência na NBA, perfil valorizado por praticamente todos os times da liga.
Moritz Wagner vivia uma notável ascensão em sua carreira na NBA antes de romper o ligamento cruzado anterior do joelho no dia 21 de dezembro. Jogando ao lado do irmão Franz no Orlando Magic, o alemão vinha com médias de 12,9 pontos, 4,9 rebotes e 36% no perímetro, todas as melhores de sua trajetória.
Recuperações de lesões ligamentares nunca são fáceis, mas, Moritz tem apenas 27 anos, e já mostrou ser um trabalhador dedicado dentro das quadras. Para ter mais flexibilidade financeira, o Magic recusou a team option em seu contrato anterior. No entanto, um retorno à franquia da Flórida não está descartado, dada a sua importância no elenco nos últimos anos.