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Esta é a segunda lesão muscular do jogador nos últimos dois meses e agora será mais uma ausência para o Denver Nuggets
Quem olha para a tabela da NBA e vê o Denver Nuggets na terceira posição do Oeste e com 31 vitórias e 15 derrotas, pode pensar que trata-se de uma temporada tranquila para a franquia. No entanto, a realidade é que os Nuggets é uma das equipes que mais sofre com lesões nesta temporada e constantemente precisa superar ausências de jogadores muito importantes para o bom funcionamento coletivo.
Agora, Denver precisará de mais alguns jogos sem Aaron Gordon, que sentiu novamente a posterior da coxa. O ala-pivô se lesionou na vitória contra o Milwaukee Bucks na sexta-feira (23), quando puxava um contra-ataque e colocou a mão na posterior da coxa direita. Assim, deixou a partida e já está fora do duelo contra o Memphis Grizzlies neste domingo (25), mas ainda segue sem um prognóstico de retornou. A boa notícia é que segundo o técnico David Adelman desta vez a lesão não é tão grave como foi a que sofreu há cerca de dois meses.
Aaron Gordon looked like he tweaked his right hamstring in the final minute of the 1st half 🙏 pic.twitter.com/5wPsTFO61r
— DNVR Nuggets (@DNVR_Nuggets) January 24, 2026
“Sinto muito por ele”, disse Adelman, na coletiva após a partida. “Ele está otimista de que não seja tão grave quanto a última, mas só vamos saber de fato quando fizermos os exames.”
Em novembro, Gordon sofreu a mesma lesão e demorou mais de um mês para retornar às quadras. Desde então, vinha em restrição de minutos e chegou a sair do banco nas primeiras partidas após retornar. No entanto, no dia 17 o jogador dos Nuggets voltou a passar da marca dos 30 minutos e nos dias 22 (quinta-feira) e 23 (sexta-feira) participou de seu primeiro back-to-back desde o problema em novembro. Porém, sentiu a coxa e deixou a partida após 16 minutos de quadra, 13 pontos, seis rebotes, três assistências e dois roubos de bola.
Na temporada toda, participou de 23 partidas e tem médias de 17,7 pontos (a maior de sua carreira), 6,2 rebotes e 40% de aproveitamento nas bolas de três Por outro lado, já ficou de fora por outras 23 partidas e é mais um dos jogadores dos Nuggets que sofrem com lesões. Além dele, Christian Braun já perdeu 31 jogos, Cam Johnson 17, Nikola Jokic 13 e Jonas Valanciunas 11.
O Denver Nuggets é uma das potências da NBA dentro dos últimos dez anos. A equipe, por exemplo, tem a quarta melhor campanha em toda a NBA desde a temporada de 2015-16 e venceu um título em 2022, além de chegar sete vezes nos playoffs. É claro que a presença de Nikola Jokic e Jamal Murray fez e faz toda a diferença, mas as duas estrelas e os demais jogadores nesse período todo tiveram uma ajuda especial e brasileira.
Felipe Eichenberger é formado em Ciência da Saúde e Esportes e trabalha nos Nuggets desde 2011. O brasileiro entrou na franquia como assistente na parte de preparação física, mas já em 2017 assumiu o cargo de Preparador Físico Chefe, sendo responsável pela dieta dos jogadores, da força da equipe, do condicionamento e do monitoramento diário e controle de carga. Assim, participou do trabalho de evolução do físico de Nikola Jokic e de diversos jogadores que passaram pelos Nuggets.
Depois da partida dos Nuggets contra o Indiana Pacers, Eichenberger conversou com o The Playoffs e falou sobre sua trajetória até a NBA.
“Vim da onde eu vim e chegar onde eu estou foi uma coisa muito gloriosa. Foi uma coisa de muito trabalho, foi sorte, foi estar no lugar certo na hora certa”, comentou. “Muito trabalho duro, muitas noites sem dormir e muitos estudos. Então, estar onde eu estou é uma benção”.
Além disso, Eichenberger comentou que sempre teve o sonho de chegar na NBA, mas que, inicialmente, queria ser jogador. Porém, uma vez que não conseguiu o sonho como jogador seguiu no objetivo, mas agora como preparador físico. Com isso, disse que uma dica que daria para os brasileiros que também querem chegar na NBA é “trabalhar muito, aprender inglês e não só focar no treinamento de força… Mas [focar também em] tudo que envolve psicologia dos jogadores, psicologia do esporte”, que segundo ele são caminhos também para você alcançar a maior liga de basquete do mundo.
nba Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.
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