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Ala chega a Brooklyn com status de veterano e viverá situação inédita na carreira
Ainda nas primeiras horas de free agency, Brooklyn Nets e Denver Nuggets resolveram agitar o mercado da NBA com uma troca. Cameron Johnson acertou com a franquia do Colorado, enquanto Michael Porter Jr. fez suas malas rumo a Nova York. E as expectativas dos Nets com a nova contratação não poderiam ser maiores, pelo menos de acordo com os próprios profissionais da equipe.
“Nós estamos em um momento de transição no elenco, é claro. Vamos dar minutos a muitos jovens. Mas também precisamos de alguns veteranos para balancear. E, com certeza, precisamos marcar pontos. Porter vai ser uma ajuda imensa nesse sentido. Não estou dizendo que ele vai ser o cestinha da temporada, mas acho que ele pode chegar perto disso”, contou um executivo do time a Keith Smith, do Spotrac.
Em seus seis anos de experiência com os Nuggets, Porter viveu, naturalmente, altos e baixos. O auge veio na temporada 2022-23, quando ajudou a franquia a conquistar o primeiro título de sua história com excelentes performances e aproveitamento. Em compensação, as lesões em momentos inoportunos e o desempenho defensivo abaixo da média marcaram os piores momentos.
Um fator, no entanto, sempre prevaleceu. O ala nunca teve medo de arremessar. Nas últimas três temporadas, ele teve médias de mais de 13 tentativas por partida. E, na campanha passada, conquistou sua segunda melhor marca pessoal em pontos por jogo, com 18,2. Além disso, acertou 50,4% de seus arremessos de quadra e 39,5% no perímetro.
Em meio ao processo de reconstrução, os Nets podem ter encontrado no casamento com Porter Jr. a combinação ideal. Isso porque, mesmo com o principal objetivo sendo o de desenvolver seus jovens talentos, a franquia ainda precisa vender ingressos.
E, nada melhor que contar com um pontuador nato, que pode explodir no box score noite após noite e garantir alguns triunfos importantes. Afinal, os torcedores ainda precisam de motivos para encher o Barclays Center e seguem querendo vibrar com vitórias de seu time de coração.
Pela ótica do jogador, a movimentação também faz sentido. Muitas vezes taxado de individualista, Porter terá a chance de ser a grande estrela de um elenco pela primeira vez em sua carreira. E, terá liberdade para jogar como mais gosta, criando o próprio arremesso e com a bola nas mãos por mais tempo.
Por fim, mesmo que seu salário seja um tanto quanto elevado, a situação contratual não é das piores. Na próxima temporada, o ala tem um vínculo expirante de US$ 40,8 milhões, que pode ser atrativo para outros times enquanto ele tenta se provar em Brooklyn.
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nhl Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.
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