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Confira três equipes que deixaram a desejar na data-limite para trocas na principal liga de basquete do mundo
Quem se reforçou, reforçou. O NBA trade deadline aconteceu às 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira (5), colocando um ponto final na última oportunidade de as equipes da principal liga de basquete do mundo fecharem negociações e trocas após a primeira metade da temporada 2025-26.
Nem todas as franquias iniciaram o último dia da data-limite com os mesmos objetivos. Enquanto parte da liga buscava reforços estratégicos para melhorar suas chances de chegar aos playoffs entre os grandes candidatos ao título, outras franquias realizaram movimentos com foco em escolhas de Draft e talentos que poderão contribuir apenas no futuro.
Independentemente do propósito, é fato que alguns front offices se destacaram em suas missões e outros… nem tanto. Tendo isso em vista, o The Playoffs separou três equipes que deixaram a desejar em suas movimentações no NBA trade deadline. Vamos à lista.
+ NBA trade deadline 2026: confira todas as trocas fechadas
Assim como no ano passado, o Golden State Warriors chegou ao NBA trade deadline com a clara missão de fortalecer o elenco ao redor de Stephen Curry, que está com 37 anos e entrando na reta final de sua carreira, mas voltou a falhar.
A franquia deseja brigar pelo título mais uma vez com o camisa 30 na liderança e, por isso, pagou caro para trazer Jimmy Butler há um ano. O começo foi animador, com uma melhora significativa da equipe na reta final de 2024-25, mas a atual temporada tem sido decepcionante. Além de passar por altos e baixos na briga por posições no play-in, o time viu Butler sofrer uma lesão no joelho que o impedirá de atuar pelo restante da campanha.
E lá foi o Golden State buscar uma nova estrela para cobrir as fragilidades do elenco. O principal alvo, é claro, foi o ala-pivô Giannis Antetokounmpo, já que o Milwaukee Bucks estava ouvindo propostas pelo grego nove vezes All-Star. A franquia californiana chegou a liderar a corrida pelo jogador, mas, nos últimos dias, as ofertas não atingiram o nível esperado, e Milwaukee manteve o astro.
Sem conseguir o camisa 34, os Warriors partiram para o plano B – suprir a necessidade por um pivô. O nome escolhido foi Kristaps Porzingis, que chegou em troca junto ao Atlanta Hawks por Jonathan Kuminga — ala que havia pedido troca anteriormente — e Buddy Hield.

É inegável que Porzingis possui as qualidades de proteção de aro e espaçamento de quadra desejadas por Golden State. No entanto, o letão sofre com persistentes problemas físicos que o vêm impedindo de atuar de forma consistente desde sua passagem pelo Boston Celtics. Para piorar, ele lida com uma condição médica séria no sistema nervoso que afeta seu condicionamento.
O pivô disputou apenas 17 partidas com os Hawks em 2025-26, e não há indicativos que aumentem a confiança de que ele estará saudável em uma longa corrida pelos playoffs. Sem outros nomes de impacto adquiridos, o Golden State fechou o NBA trade deadline sem aumentar as chances de título de Stephen Curry na reta final de sua carreira.
A temporada 2025-26 do Los Angeles Clippers segue como uma verdadeira montanha-russa. Depois de perder 21 dos primeiros 27 jogos disputados, a equipe deu sinais de recuperação com o retorno de Kawhi Leonard em alto nível. Foram 17 vitórias nos 23 compromissos seguintes, elevando o time para uma campanha de 23-27.
Quando tudo parecia entrar nos eixos, LA voltou à estaca zero com a notícia de que James Harden estava de saída. O duas vezes MVP da NBA entrou em acordo com a diretoria para ser negociado e, conforme sua preferência, foi trocado para o Cleveland Cavaliers por Darius Garland e uma escolha de segunda rodada em 2026.
O movimento representa uma queda substancial na qualidade do elenco da franquia. Além de perder um armador com médias de 25,4 pontos e 8,1 assistências em 2025-26, a equipe recebeu como retorno um jogador que vive uma carreira marcada por oscilações e pouco capital de Draft.
Garland já foi All-Star em duas oportunidades, mas teve dificuldades para se manter saudável nos últimos anos. Nesta temporada, disputou apenas 26 de 52 jogos possíveis por conta de problemas físicos. Quando esteve em quadra, seu desempenho também caiu para médias de 18 pontos, com 45,1% de aproveitamento nos arremessos, além de 6,9 assistências. Vale notar que o armador está no terceiro ano de um contrato de cinco temporadas, com previsão de receber US$ 42,1 milhões em 2026-27 — um valor que pode pesar na folha salarial caso não haja evolução.
Além de Harden, o Los Angeles também perdeu outro titular importante: Ivica Zubac. Em contrapartida, a equipe obteve um retorno interessante em troca com o Indiana Pacers, recebendo Bennedict Mathurin, Isaiah Jackson, duas escolhas de primeira rodada e uma de segunda.
Com o elenco desmantelado e poucas pretensões de brigar pelo título, o foco da franquia agora se volta para o futuro de Kawhi Leonard, que pode se tornar moeda de troca na próxima offseason. O astro completará 35 anos em junho e ainda tem um ano de contrato, com US$ 50,3 milhões a receber.
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O Washington Wizards dividiu opiniões neste NBA trade deadline. A franquia apostou alto ao adquirir os astros Trae Young e Anthony Davis em acordos com Atlanta Hawks e Dallas Mavericks, respectivamente. Apesar da qualidade reconhecida dos dois jogadores, as contratações levantam dúvidas sobre a continuidade do processo de reconstrução em Washington.
Trae Young foi adquirido por um custo relativamente baixo — CJ McCollum e Corey Kispert — e com contrato expirante, o que adiciona flexibilidade para ambas as partes, especialmente se o projeto não render como esperado. Já Anthony Davis rendeu aos Mavericks Khris Middleton, AJ Johnson, Malaki Branham e Marvin Bagley III, além de duas escolhas de primeira rodada pouco valiosas (OKC em 2026 e Warriors em 2030, com proteção para o top 20) e três picks de segunda rodada.
Do ponto de vista da aposta, o movimento é compreensível para uma equipe que deseja competir já na próxima temporada. No entanto, unir Trae Young e Anthony Davis tende a gerar alto custo salarial e retorno esportivo questionável no longo prazo, sobretudo considerando o histórico recente da dupla.

O armador deixou os Hawks após a franquia entender que poderia seguir em frente sem ele — Atlanta apresentou melhor desempenho sem o jogador disponível. Além das lesões, seus números em 2025-26 foram decepcionantes: médias de 19,3 pontos, com apenas 30,5% de aproveitamento no perímetro (pior marca da carreira), e 8,9 assistências, a segunda pior média de sua trajetória.
Anthony Davis, por sua vez, entregou quando esteve em quadra, com médias de 20,2 pontos e 10,8 rebotes durante sua passagem por Dallas. O grande problema foi a disponibilidade. O pivô, de 32 anos, foi limitado a apenas 29 partidas com a camisa dos Mavs desde que chegou em troca com o Los Angeles Lakers. Vale lembrar que problemas físicos não são novidade, já que ele disputou mais de 70 jogos em apenas uma das últimas seis temporadas.
Na próxima temporada, a dupla custará cerca de US$ 110 milhões na folha salarial dos Wizards, valor que poderia ser direcionado ao desenvolvimento do núcleo jovem ou à busca por uma estrela capaz de elevar o patamar da franquia. Em vez disso, Washington aposta em dois nomes de alto custo, em queda recente de rendimento e com grande impacto financeiro para os próximos anos.
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nfl Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.
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