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NBA Power Ranking 2025-26: Os melhores times até dezembro

Gustavo Assef

Já podemos dizer que a temporada da NBA passou por seu "primeiro mês" e que temos material de jogos o suficiente para analisar os times

Outubro e novembro são meses que passam voando na NBA. Isso porque a temporada 2025-2026 já começa na última semana de outubro e este período serve muitas vezes para as equipes tirarem a ferrugem das engrenagens. Além disso, é aquele momento em que antes de mergulhar você coloca o pé para saber como está a água e se vale a pena realmente ir com tudo ou recalcular a rota. Dessa forma, é um período cheio de novidades, preocupações e empolgações.

De qualquer forma, já podemos dizer que a temporada da NBA passou por seu “primeiro mês” e que temos material de jogos o suficiente para analisar os times neste começo. O que já aconteceu jamais será apagado e pesará até o final da temporada regular. Porém, trata-se mais de um esboço do que algo escrito em pedra e imutável, é muito comum reviravoltas dentro de uma mesma temporada. No ano passado, por exemplo, o Indiana Pacers tinha campanha negativa até dezembro e depois acabou na NBA Finals.

Portanto, este Power Ranking é muito mais um diagnóstico do que já aconteceu até aqui do que um prognóstico do que está por vir. Dito isso, vamos listar os 30 times aqui aqui da NBA, começando do pior para o melhor.

NBA Power Ranking – Outubro e Novembro

30. New Orleans Pelicans (último power ranking NBA: #26)

Campanha (posição na conferência): 3-20 (15º)

A temporada dos Pelicans até aqui é a mais deprimente em toda a NBA. Isso porque, depois de trocar sua própria escolha no próximo Draft, a franquia chegou pressionada para ser ao menos competitiva nesta temporada. No entanto, os resultados são horríveis até aqui – três vitórias e 20 derrotas. Com isso, os Pelicans que precisavam e sonhavam em competir por Play-In podem terminar com uma das melhores escolhas no Draft e entregá-la para o Atlanta Hawks.

Além disso, Zion Williamson já teve dois problemas físicos e neste momento está fora de quadra novamente por um período de tempo considerável, fora que o técnico Willie Green foi demitido e a franquia está com o interino James Borrego. Os únicos pontos positivos são os rookies Jeremiah Fears e, principalmente, Derik Queen. Os dois vêm em ótima temporada e podem ser a esperança para a franquia no futuro, mas até lá precisarão passar por muita coisa.

29. Washington Wizards (último power ranking NBA: #28)

Campanha (posição na conferência): 3-18 (15º)

Depois de terem a segunda pior campanha na temporada passada, os Wizards trouxeram veteranos e outro talento de loteria, que prometiam subir o nível da equipe. Assim, naturalmente a expectativa era de que Washington fosse melhor do que na temporada passada e ao menos desse um passo em direção a se tornar uma equipe competente.

No entanto, o time parece descoeso e uma catadão de jogadores com algum talento em quadra. Mais do que isso, os veteranos pouco produzem ou fazem isso de forma inconsistente. O ponto positivo é o desenvolvimento de Alex Sarr e de Kyshawn George, dois jovens jogadores que claramente evoluíram em relação ao último ano. Porém, é difícil imaginar um mundo em que este time será competitivo.

28. Brooklyn Nets (último power ranking NBA: #30)

Campanha (posição na conferência): 5-17 (13º)

Os Nets são quem achávamos que seriam. A equipe claramente não tem muito talento em quadra e não conseguiu selecionar um jogador consistente à nível NBA no último Draft. De todos, Danny Wolf inspirou um pouco de confiança em seus últimos jogos, mas também está longe de ser a resposta para todos os problemas de Brooklyn.

Entretanto, vale destacar que Michael Porter Jr. está fazendo uma ótima temporada dentro de seu estilo de jogo, o que com toda certeza sobre seu valor em uma possível troca ainda nesta temporada ou na próxima offseason. De resto, Brooklyn permanecerá nesta zona do Power Ranking até o final da temporada, esperando por sua escolha no próximo Draft.

27. Sacramento Kings (último power ranking NBA: #22)

Campanha (posição na conferência): 5-17 (14º)

Antes mesmo do início da temporada, era até fácil apontar o Sacramento Kings como um “esquadrão suicida”. Isso porque o elenco nunca fez sentido no papel e em quadra, além de ter adicionado outros dois jogadores que precisam da bola para serem efetivos no ataque: Russell Westbrook e Dennis Schroder. Dessa forma, a franquia tem a segunda pior campanha no Oeste e já houveram diversos rumores de que estaria aberta a trocar todas as suas “estrelas”.

Os Kings possuem a quarta pior defesa e o quarto pior ataque. Ou seja, nem o ataque, que deveria ser a potencia deste time, está funcionando o suficiente para justificar esta aventura. Com isso, o elenco já parece ter desistido da temporada e aguardando quais serão os próximos passos.

26. Indiana Pacers (último power ranking NBA: #20)

Campanha (posição na conferência): 5-18 (14º)

É cruel. A temporada dos Pacers, desde o jogo 7 da última NBA Finals, é completamente influenciada por conta das inúmeras lesões. Dos jogadores principais do elenco, praticamente só Pascal Siakam não teve uma lesão mais complicada que o tirou de jogos consecutivos. Assim, mesmo que Rick Carlisle tenha um sistema muito bem implantado, fica difícil manter o nível em uma NBA cada vez mais competitiva.

Tanto que no início da campanha os Pacers eram muito competitivos e venderam jogos difíceis para adversários como o Oklahoma City Thunder. Porém, depois de 22 jogos possuem a segunda pior campanha do Leste e ainda não venceram um jogo fora de casa: são dez derrotas seguidas. Eles estão acima das demais equipes pois são o melhor time entre os que citamos até aqui e que tiveram mais azar. Se todos estiverem saudáveis, com certeza subiriam na lista.

25. Los Angeles Clippers (último power ranking NBA: #3)

Campanha (posição na conferência): 6-17 (13º)

Os Clippers são, de longe, a maior decepção deste início de temporada. Isso porque eram cotados como um dos melhores e mais completos elenco de toda a NBA, mesmo que envelhecido. Na última temporada o elenco era mais fraco e não contou com Kawhi Leonard por boa parte da temporada, mas mesmo assim conseguiu chegar nas 50 vitórias e forçar um jogo 7 contra o Denver Nuggets. Dessa forma, um elenco mais completo deveria colocar os Clippers na briga por mando de quadra nos playoffs.

Porém, a realidade é um dos contextos mais deprimentes possíveis. A equipe parece lenta em quadra, pouco atenta aos detalhes e, principalmente, preguiçosa e desinteressada. A defesa, que na temporada passada era uma das cinco melhores da NBA, é a sétima pior da liga, enquanto o ataque também caiu muito e agora é o 12º pior. Para piorar, os Clippers cortaram Chris Paul do elenco na temporada de despedida do maior ídolo de sua história.

Com diversas peças rendendo muito abaixo do esperado, o elenco precisa de um chacoalhão, de uma injeção de confiança e energia. Resta saber como, quando, onde e se isso irá acontecer. Caso contrário, a franquia deve ser bastante ativa na trade deadline, pois precisa de respostas uma vez que não tem a própria pick no próximo Draft (vai para OKC).

24. Charlotte Hornets (último power ranking NBA: #27)

Campanha (posição na conferência): 7-16 (12º)

A temporada dos Hornets é, mais uma vez, de muitas derrotas. A franquia também sofre com lesões, especialmente com LaMelo Ball e Brandon Miller, que já perderam jogos neste início. O ataque é descente e divertido de ver jogar, apesar de todos os erros nos finais da partida e da seleção de arremessos questionável. Porém, a defesa é uma bomba e o comprometimento neste lado na quadra é quase zero. Além disso, já surgiram rumores de que LaMelo estaria insatisfeito com a franquia e que deseja sair.

O lado bom desta temporada é Kon Knueppel. O ala-armador demonstra muita personalidade em quadra e é um dos melhores calouros desta temporada, tendo médias de 18,1 pontos, 5,6 rebotes, 3,0 assistências e 40,7% de aproveitamento nas bolas de três pontos.

23. Chicago Bulls (último power ranking NBA: #25)

Campanha (posição na conferência): 9-13 (11º)

Com um começo avassalador e fora do esperado, os Bulls foram uma das melhores equipes da NBA no mês de outubro. No entanto, depois de cinco vitórias e nenhuma derrota em outubro, são quatro vitórias e 12 derrotas, com um dos piores ataques na liga e uma defesa bem longe do que foi no começo da temporada. Inclusive este era o ponto que ajudava este time dos Bulls a ser tão imbatível.

Nas primeiras cinco partidas, os Bulls tinham uma das melhores defesas da NBA e conseguiam, assim, sair em transição ofensiva – o ponto forte deste elenco. No entanto, a defesa carece de peças para manter a intensidade no longo prazo e foi, aos poucos, caindo de produção e puxando o ataque junto.

22. Milwaukee Bucks (último power ranking NBA: #12)

Campanha (posição na conferência): 10-14 (10º)

Com Giannis Antetokounmpo, os Bucks são uma equipe sólida: são oito vitórias e oito derrotas com o grego em quadra (desconsiderando o jogo contra o Detroit Pistons em que jogou apenas o primeiro quarto). Porém, quando o ala-pivô sai de quadra não resta nada para este time. Quando ele está em quadra, Milwaukee tem um net rating (pontos produzidos menos pontos sofridos a cada 100 posses de bola) de +8,7, que seria o quarto melhor de toda a NBA.

Porém, quando está fora de quadra o net rating é de -9,6, que seria o quarto pior da liga. Ou seja, os Bucks são Antetokounmpo e nada mais. A contratação de Myles Turner está muito aquém do esperado e seu impacto é muito tímido, não justificando todo o investimento. Fora isso, a equipe não tem nada preparado em termos ofensivos para produzir sem a gravidade de Antetokounmpo. O ponto positivo é Ryan Rollins, que está brilhando nesta temporada com médias de 17,9 pontos, 4,0 rebotes e 5,9 assistências.

21. Utah Jazz (último power ranking NBA: #29)

Campanha (posição na conferência): 8-14 (11º)

Para um time que deveria estar brigando pelas piores campanhas da liga, o Jazz faz uma temporada muito digna. Até aqui, são oito vitórias e 13 derrotas, ocupando a 11ª posição – uma apenas depois do Play-In. A defesa é horrível, mas o ataque muitas vezes compensa com a ótima temporada que faz Keyonte George e Lauri Markkanen. Outro ponto positivo é que Will Hardy é um dos bons técnicos da liga e, se tivesse um bom elenco, faria este time jogar ainda melhor.

Do lado negativo tem a lesão séria de Walker Kessler, que está fora do restante da temporada, e Ace Bailey que ainda não conseguiu encontrar consistência na temporada. O problema do Jazz é que a equipe vai bem contra os times mais fracos e muito mal contra times competentes. São apenas três vitórias em 13 confrontos com equipes que possuem aproveitamento acima dos 50% de vitórias na temporada. Com isso, o fato de Utah estar no Oeste dificultará a briga de equipe pelo Play-In.

20. Dallas Mavericks (último power ranking NBA: #13)

Campanha (posição na conferência): 8-15 (12º)

Se este ranking fosse realizado há uma semana, Dallas estaria muito mais baixo nesta lista. A franquia viveu uma fase terrível, com um ataque que não produzia nada, com Cooper Flagg abaixo, com Anthony Davis fora de forma e D’Angelo Russell sendo D’Angelo Russell. Assim, a paciência com Nico Harrison acabou de vez e o general manager foi demitido.

No entanto, a mudança em quadra veio apenas quando AD voltou de lesão e Ryan Nembhard voltou para a equipe, os dois como titulares. Desde então, são três vitórias em quatro partidas, com o ataque sendo o oitavo que melhor produz. Dessa forma, recentemente parece que a equipe achou um caminho para liberar Cooper Flagg e tirar pressão de suas costas, melhorando o desempenho do calouro e de outras peças também.

Com isso, o trabalho de Dallas parece ter encontrado o caminho e resta seguir nesta direção para a campanha melhorar aos poucos, até Kyrie Irving retornar e a equipe estar completa.

19. Memphis Grizzlies (último power ranking NBA: #15)

Campanha (posição na conferência): 10-13 (9º)

Os Grizzlies, mais uma vez possuem o mesmo problema: sua principal estrela não consegue ficar em quadra e não consegue ficar longe das polêmicas por mais de um mês. Ja Morant se tornou, aos poucos, um problema e não uma solução para a franquia. Quando em quadra, esta longe de ser o jogador que um dia já foi, bem menos impactante, menos veloz e menos producente. Já fora dela ainda causa e já brigou com o novo head coach, que agora não é mais interino.

As novas contratações também não estão fazendo efeito, em especial Kentavious Caldwell-Pope (que está mal na temporada) e Ty Jerome (que ainda nem estreou), fora que Scotty Pippen Jr. também não estreou e que a equipe estava praticamente sem pivô até o recente retorno de Zach Edey de lesão. Com isso, fica claro que é impossível montar qualquer time consistente com tantos problemas de lesão e jogadores indo e voltando.

18. Portland Trail Blazers (último power ranking NBA: #23)

Campanha (posição na conferência): 9-14 (10º)

O time de Tiago Splitter teve um bom começo de temporada apesar da troca repentina no comando da equipe. Foram cinco vitórias nos primeiros sete jogos, incluindo vitórias contra o Los Angeles Lakers (segundo do Oeste) e Oklahoma City Thunder (primeiro no Oeste e na NBA). No entanto, desde então a equipe tem sofrido.

Primeiro é importante lembrar que as lesões estão sendo um problema, principalmente em Jrue Holiday e Shaedon Sharpe, que vinha muito bem e parece ter perdido o ritmo despois de ficar fora por alguns jogos. Além disso, Scoot Henderson ainda nem estreou na temporada, fazendo com que todas as ausências pesassem contra a defesa, que passou a produzir muito menos desde então.

Na reta final da última temporada, os Blazers descobriram a identidade justamente com a defesa sendo sua principal força. No ataque, era aproveitar os contra-ataques e se aproveitar dos ótimos momentos no ataque de meia quadra de Deni Avdija. No entanto, a defesa não tem o mesmo impacto desde então e do outro lado o ataque não consegue matar bola de três, apesar de ser a quarta equipe que mais tenta esses arremessos na liga.

17. Philadelphia 76ers (último power ranking NBA: #18)

Campanha (posição na conferência): 13-9 (7º)

Assim como os Bulls, os 76ers tiveram um começo impressionante na temporada, com quatro vitórias consecutivas e Tyrese Maxey e V.J. Edgecombe brilhando. No entanto, desde então a equipe caiu de rendimento e possui uma campanha negativa desde então.

Isso porque Joel Embiid voltou a sentir dores no joelho e precisou ficar uma sequência de jogos fora. Mais do que isso, quando em quadra o pivô parece sentir muito e claramente está longe de seu 100%, principalmente na defesa. Inclusive, este é um problema da equipe: possui uma das piores defesas de toda a NBA quando Embiid está em quadra. Outro ponto que acabou fragilizando o time foi a volta de Paul George, isso porque o ala-armador agora é outro que vai e vem no quinteto titular.

Assim, com dois veteranos que entram e saem de quadra o coletivo dos 76ers claramente não tem o mesmo entrosamento em relação ao começo da temporada, fora que Edgecombe está oscilando entre boas performances e jogos apagados.

16. Golden State Warriors (último power ranking NBA: #9)

Campanha (posição na conferência): 11-12 (8º)

Os Warriors são uma equipe complexa. Quando olhamos para o macro a campanha não é das piores, mas também está longe de ser convincente. Até aqui, são uma equipe claramente muito dependente de Stephen Curry, com Jimmy Butler aparecendo como coadjuvante e depois um gap grande para os outros jogadores, que oscilam muito.

Como de praxe na últimas temporadas, o técnico Steve Kerr aposta em uma alta rotatividade do elenco, com muitos quintetos titulares diferentes e com minutagens diferentes para os reservas. Porém, ao que parece todas essas mudanças impedem que os Warriors encontrem uma identidade onde cada jogador sabe exatamente suas funções, entrando na partida sabendo exatamente o que precisa fazer. Assim, fica claro que a equipe está muito abaixo do que poderia entregar e que, também, o entrosamento no vestiário está longe do ideal.

Draymond Green já veio a público falar sobre “agendas pessoais” no vestiário e Kerr deixou no ar certa farpa com Jonathan Kuminga.

15. Phoenix Suns (último power ranking NBA: #24)

Campanha (posição na conferência): 13-10 (7º)

Os Suns surpreendem positivamente. O elenco e a equipe dentro de quadra são completamente diferentes em comparação com os últimos dois anos. É com muita pegada e atitude que um elenco bem menos talentoso compensa em outras áreas, como na defesa e no jogo coletivo no ataque. O novo técnico Jordan Ott consegue, até aqui, mobilizar seus jogadores para jogarem de maneira coletiva e sem que o jogo seja muito concentrado nas mãos de um ou dois jogadores.

Inclusive, Devin Booker não faz a melhor temporada de sua carreira e Jalen Green está fora novamente após participar de duas partidas e piorar a lesão muscular na coxa. Ou seja, sem seus dois principais criadores os Suns possuem um ataque descente e uma defesa que é top 10 e que carrega a equipe em muitos momentos – os Suns são a quarta equipe em pontos a partir de turnovers.

Individualmente, Dillon Brooks e Collin Gillespie estão na melhor temporada de suas carreiras ofensivamente e são o alívio para a equipe.

14. Atlanta Hawks (último power ranking NBA: #11)

Campanha (posição na conferência): 14-11 (9º)

Mesmo sem Trae Young por 18 jogos seguidos e com Kristaps Porzingis já perdendo quase metade das partidas, a temporada do Atlanta Hawks é positiva e isso é a melhor notícia. Com ótimo desempenho de Nickeil Alexander-Walker, reforço da última offseason que assumiu a posição de Young, e com a melhor temporada da carreira do pivô Onyeka Okongwu, os Hawks possuem um coletivo muito forte.

Capitaneados por Jalen Johnson, o melhor jogador da equipe na temporada até aqui, os Hawks são competentes dos dois lados da quadra e possuem uma defesa top 10 que ajuda roubando bolas e colocando os Hawks como a segunda equipe que mais pontua através de turnovers. No entanto, nas últimas partidas o desempenho ofensivo caiu consideravelmente e preocupa.

13. Cleveland Cavaliers (último power ranking NBA: #6)

Campanha (posição na conferência): 14-10 (8º)

Depois de uma temporada regular com 66 vitórias e queda precoce nos playoffs, os Cavs voltaram para 2025-26 com uma pegada diferente. A equipe não possui a mesma intensidade e também sofre muito com as lesões. Darius Garland participou de apenas oito partidas até aqui e quando está em quadra está longe de ser o grande jogador que foi nas últimas temporadas. Além disso, Jarrett Allen está fora nas últimas partidas e Max Strus ainda nem estreou.

Assim, mesmo que Donovan Mitchell esteja fazendo a melhor temporada de sua carreira estatisticamente, o coletivo dos Cavs está sofrendo no ataque (11º) e na defesa (12ª). Inclusive, no ano passado o ponto forte foram as bolas de três e nesta temporada Cleveland é a equipe que mais tenta esses arremessos. Porém, ainda não calibrou a mão e possui o nono pior aproveitamento.

12. Boston Celtics (último power ranking NBA: #19)

Campanha (posição na conferência): 14-9 (5º)

Mesmo sem Jayson Tatum e com um elenco muito inferior ao dos últimos anos, os Celtics continuam impressionando. Joe Mazzulla faz o trabalho de sua vida até aqui e lidera sua equipe para o terceiro ataque que mais produz em toda a NBA, com destaque para Jaylen Brown. O ala-armador faz a melhor temporada de sua carreira na NBA até aqui e tem médias de 29 pontos, 6,0 rebotes e 4,8 assistências, sendo eficiente nos arremessos.

Fora isso, outros jogadores com menos destaque estão aparecendo e sendo fundamental para o coletivo. Jordan Walsh e Josh Minnot são peças importantes que trazem fisicalidade para um elenco carente disso, além de estarem matando bolas de três. Com os dois e com a evolução de Pritchard e White nos últimos jogos, o time ganhou diversas outras peças para contribuir. Se a defesa melhorar e sair da mediocridade, os Celtics podem brigar para entrar no top 10.

11. Minnesota Timberwolves (último power ranking NBA: #7)

Campanha (posição na conferência): 14-8 (6º)

O último time fora do top 10 é o Minnesota Timberwolves. Os Wolves mais uma vez começam devagar uma temporada regular da NBA, o que também aconteceu no último ano. Inclusive, o técnico Chris Finch comentou recentemente que os problemas defensivos dos primeiros jogos se devem ao fato de que o elenco esta um pouco “entediado”, já que chegou nas últimas duas finais de conferência.

A campanha até aqui é boa de maneira geral, mas um ponto incomoda. Contra times que possuem campanha positiva, os Wolves têm apenas três vitórias em nove confrontos. Ou seja, a campanha é ótima contra times fracos, mas fraca contra times bons. Em uma temporada regular a conta fecha, mas nos playoffs os Wolves podem pagar o preço. Além disso, a equipe é muito dependente de Anthony Edwards e Julius Randle para criar no ataque, já que não possuem um armador de ofício.

Se algum deles machucar e perder muito tempo de quadra, a campanha de Minnesota sofre sérios riscos.

10. Orlando Magic (último power ranking NBA: #8)

Campanha (posição na conferência): 14-9 (4º)

Depois de um começo de temporada muito desanimador e repetindo os mesmos problemas ofensivos, as coisas se acertaram em Orlando. Desmond Bane, principal reforço da offseason, finalmente se adaptou à nova equipe e começou a jogar bem, armando o ataque e matando bola. Mais do que isso, outras peças importantes cresceram de produção, como Anthony Black e Jalen Suggs. Com isso, o ataque passou a ser muito mais funcional e, nas últimas dez partidas, é o sétimo melhor em toda a liga.

Por outro lado, a defesa no começo da temporada também era inexistente, longe do que foi nas últimas duas campanhas. Agora, voltou a ter intensidade e a ser muito mais coesa. Isso tudo considerando que Paolo Banchero ficou dez partidas de fora. Ou seja, em um mundo ideal a equipe recebe seu melhor jogador de volta e continua crescendo e melhorando dos dois lados. São sete vitórias nos últimos dez jogos e a equipe é uma das mais quentes na NBA.

9. Miami Heat (último power ranking NBA: #17)

Campanha (posição na conferência): 14-9 (6º)

Ao contrário do que praticamente todos esperavam antes da temporada, o Miami Heat tem um dos ataques mais dinâmicos, divertidos e diferentes da NBA. A equipe praticamente aboliu o pick and roll e joga de maneira muito coletiva, com todo mundo iniciando o ataque, tomando decisões e sendo agressivo. A melhora foi considerável e mesmo com Tyler Herro de fora por muito tempo, Miami conseguiu uma das melhores campanhas no Leste.

Norman Powell faz uma ótima temporada, assim como Davion Mitchell e Jaime Jaquez Jr., que estava mal na última temporada e agora é um dos favoritos aos prêmios de MIP e de melhor reserva da NBA. Porém, o ponto forte do elenco e do técnico é e sempre foi a defesa, que é a quinta melhor nesta temporada da NBA. Assim, com uma forte defesa e um ritmo frenético no ataque, o Heat voltou a vencer jogos e a ser uma das melhores equipes da liga.

8. Toronto Raptors (último power ranking NBA: #21)

Campanha (posição na conferência): 15-9 (3º)

Assim como Miami, os Raptors possuem um dos ataques mais coletivos de toda a NBA, na segunda posição em relação a assistências. A equipe surpreende até aqui e tem uma ótima campanha, aproveitando o calendário fácil até aqui. Brandon Ingram faz uma boa temporada de estreia em Toronto e é um desafogo para o ataque de meia quadra.

Além disso, o jogo mais coletivo e a boa temporada de Immanuel Quickley e Jamal Shead possibilita que Scottie Barnes volte para suas funções originais e performe bem novamente. Porém, o maior destaque da equipe é a defesa ajudando o ataque a sair nos contra-ataques. Até aqui, os Raptors lideram a NBA em pontos de transição, onde são elite. Ou seja, com muita velocidade no contra-ataque e com uma ataque de meia quadra mais inteligente com armadores capazes, Ingram para resolver e Barnes sendo físico, Toronto está se estabelecendo como uma das melhores equipes da liga.

7. New York Knicks (último power ranking NBA: #5)

Campanha (posição na conferência): 15-7 (2º)

Com um novo técnico, os Knicks ainda estão se adaptando no ataque e mesmo assim possuem o quarto melhor em toda NBA. Jalen Brunson continua fantástico, mas Mikal Bridges é mais eficiente e o banco de reservas consideravelmente melhor. Dessa forma os Knicks possuem um ataque bem mais coletivo e muito menos dependente de Brunson e Karl-Anthony Towns.

No entanto, a defesa é a definição de mediana e não inspira confiança com nenhuma formação – permitem muitos arremessos no garrafão e é uma das que mais oferece arremessos livres de três pontos. Com isso, quando enfrentam uma defesa melhor do outro lado tendem a sofrer. Os Knicks possuem recorde negativo contra equipes com campanha positiva e vão muito mal fora de casa: três vitórias em nove partidas.

6. San Antonio Spurs (último power ranking NBA: #16)

Campanha (posição na conferência): 16-6 (5º)

Outra grata surpresa na temporada da NBA é o San Antonio Spurs, que neste momento briga por mando de quadra na forte Conferência Oeste. Com Victor Wembanyama jogando como MVP nas duas primeiras semanas, os Spurs deram um salto no começo de temporada e tinham uma defesa impressionante com o gigante francês em quadra. Porém, aos poucos Stephon Castle, Dylan Harper e Devin Vassell foram aparecendo aos poucos e se tornaram fundamental para o ataque da equipe.

Assim, quando De’Aaron Fox voltou a campanha já era boa, mas ficou ainda melhor. Mesmo com Castle e Harper fora, o ataque não caiu de produção e impressiona pelo nível de conexão entre os jogadores. Nos Spurs todos tem iniciativa no ataque e parecem confiantes. Tanto que Wembanyama está lesionado e já não atua há nove partidas, mas mesmo assim San Antonio possui sete vitórias no período e segue muito bem posicionado.

5. Los Angeles Lakers (último power ranking NBA: #10)

Campanha (posição na conferência): 16-6 (3º)

Os Lakers são a grande incógnita da NBA. A equipe tem a terceira melhor campanha do Oeste mesmo com um ataque e uma defesa medianos estatisticamente, e com LeBron James longe de ser o jogador que um dia já foi. No entanto, a dupla de Luka Doncic e Austin Reaves é uma das melhores em toda a NBA, principalmente quando o assunto é pontuar.

Além disso, os Lakers tem a ótima qualidade de fechar jogo. Isto é, a equipe consegue se manter viva nas partidas complicadas e no final arranjam um jeito de vencer. Outro ponto forte é que os Lakers são a terceira equipe que mais cobra lances livres em toda a liga, a forma mais eficiente de pontuar e que, consequentemente, evita que o ataque adversário corra aproveitando a lentidão de sua defesa ou cansando Luka Doncic.

4. Denver Nuggets (último power ranking NBA: #2)

Campanha (posição na conferência): 16-6 (4º)

Depois de um começo muito bom, os Nuggets caíram de produção nas últimas duas semanas. A equipe sente falta da fisicalidade de Christian Braun e de Aaron Gordon, que estão lesionados. Dessa forma, a defesa vem mal nas últimas partidas e os resultados foram neutros: três vitórias e três derrotas, caindo de posição no Oeste, a conferência mais forte da NBA.

Por outro lado, Nikola Jokic e Jamal Murray impressionam mais uma vez. O pivô sérvio e o armador canadense vivem as melhores temporadas de suas carreiras e são imparáveis no ataque. Com eles, os Nuggets são o melhor ataque de toda a NBA e quando têm o mínimo de ajuda da defesa vencem jogos. A equipe é altamente entrosada e parece conseguir um bom arremesso sempre que precisa, sendo uma das mais confiáveis da NBA nos momentos clutchs.

3. Detroit Pistons (último power ranking NBA: #14)

Campanha (posição na conferência): 18-5 (1º)

Os Pistons são os líderes do Leste e uma das equipes com a identidade mais clara da NBA. Detroit sabe o que quer: dominar o garrafão no ataque e na defesa. Do lado defensivo, traz ajuda com todos os jogadores para evitarem penetrações e pontuações perto do aro. No lado ofensivo, o pivô Jalen Duren tem uma ótima temporada e é quase imparável perto da cesta. Além disso, Cade Cunningham é um dos melhores jogadores de toda a NBA nesta temporada.

O armador é a ignição do ataque e faz de tudo, pontuando e passando a bola. Assim, mesmo que os Pistons não tenha um bom aproveitamento nas bolas do perímetro, a ênfase no garrafão é o mantra da equipe e está dando certo até aqui. Vale destacar que os Pistons são um dos times mais físicos da liga: é o terceiro com mais roubos de bola e o segundo com mais tocos, capacitando a terceira melhor defesa da liga.

2. Houston Rockets (último power ranking NBA: #4)

Campanha (posição na conferência): 15-5 (2º)

Mesmo sem um armador de ofício em boa parte dos jogos da temporada, os Rockets possuem o segundo melhor ataque da competição. Isso porque Alperen Sengun e Kevin Durant são grandes jogadores de ataque, capazes de iniciar o ataque de meia quadra, atrair a marcação e distribuir a bola para os jogadores no perímetro – os Rockets possuem o terceiro melhor aproveitamento nas bolas de três.

No entanto, o que mais chama atenção são os rebotes ofensivos. Houston lidera a NBA com quase 17 por partida, que refletem em 19,4 pontos de segunda chance por partida, a melhor marca da liga. Inclusive, a equipe pega mais de 40% de rebotes em arremessos que erra, quase metade.

Na defesa, melhorou nos últimos jogos e agora tem a segunda melhor da NBA estatisticamente, pressionando os adversários no perímetro e jogando em zona muitas vezes.

1. Oklahoma City Thunder (último power ranking NBA: #1)

Campanha (posição na conferência): 21-1 (1º)

Mesmo sem Jalen Williams no começo da temporada, OKC é absoluto até aqui. A equipe se tornou apenas a quarta da história a começar uma temporada com 21 vitórias e uma derrota. Todas as outras três chegaram na NBA Finals e apenas uma não foi campeã (os Warriors de 2016).

O quinto melhor ataque conta com o MVP Shai Gilgeous-Alexander mais uma vez sendo imparável e agora tem o reforço de J-Dub. Porém, o destaque é a histórica defesa, que é melhor que a do último ano e de longe é a melhor da NBA, sofrendo quase sete pontos a menos do que a segunda colocada. Dessa forma, a dominância defensiva é o começo de tudo para essa equipe, que adora sair em transição e que tem um dos jogadores mais imparáveis para o ataque de meia quadra.

O mais complicado é achar um buraco neste time, que mesmo sem acertar tantas bolas de três pontos e sem Chet Holmgren ou até J-Dub terem temporadas espetaculares, OKC é ainda mais dominante do que foi na temporada passada, quando foi campeão.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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