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NBA Power Ranking 2025-26: Os melhores times até janeiro

Gustavo Assef

Confira o ranking atualizado das 30 equipes da NBA; com direto a crescente dos Celtics e a queda dos Lakers e Rockets

Depois de mais um mês de temporada regular, chega mais um Power Ranking da NBA. A lista envolve todas as 30 equipes da liga em ordem do pior até o melhor, com alguns parágrafos para justificar cada uma das escolhas e trazer contexto para cada uma das equipes. No entanto, a missão de ranquear a NBA não é das mais simples e neste momento da temporada as lesões começam a pesar e as oscilações se tornam mais comuns.

Dessa forma, vamos levar em consideração tudo que já aconteceu na temporada regular até aqui. Portanto, este Power Ranking é muito mais um diagnóstico do que já aconteceu até aqui do que um prognóstico do que está por vir. Dito isso, vamos listar os 30 times aqui aqui da NBA, começando do pior para o melhor.

NBA Power Ranking – dezembro/janeiro

30. Indiana Pacers (último power ranking NBA: #26)

Campanha (posição na conferência): 7-31 (15º)

No primeiro mês de temporada regular era fácil apontar os problemas dos Pacers, o elenco simplesmente não conseguia ficar saudável. Assim, diversos jogadores cruciais do time titular e dos banco de reservas perderam um período considerável, com exceção a Pascal Siakam. No entanto, desde a metade de dezembro os Pacers conseguiram parar com a chuva de lesões e a equipe simplesmente não consegue vencer. Inclusive, recentemente teve 13 derrotas consecutivas, a pior sequência da história de Indiana.

Dessa forma, agora tem a pior campanha não só da Conferência Leste mas de toda a NBA e vem firme para o top 3 na loteria do Draft de 2026.

29. New Orleans Pelicans (último power ranking NBA: #30)

Campanha (posição na conferência): 8-31 (15º)

Com uma vitória a mais do que os Pacers, os Pelicans ficam com a 29ª posição e se olhar bem poderiam ficar na última, uma vez que ao contrário da equipe de Indiana ainda precisam ser competitivos e vencer partidas, uma vez que não possuem a própria escolha de Draft. E fica pior (sempre fica em New Orleans), os próprios Pelicans trocaram com os Pacers e devolveram a escolha de Indiana durante a NBA Finals da última temporada. Sim, os Pelicans poderiam ter as duas melhores escolhas do próximo Draft neste momento, mas não têm nenhuma.

Em quadra, a franquia já trocou de técnico e nada parece funcionar, uma vez que o elenco é bastante limitado e ainda sofre com lesões (Zion Williamson já ficou períodos de fora e Dejounte Murray nem estreou na temporada). Com tantas coisas negativas, são três os pontos positivos: Derik Queen, Jeremiah Feers e Trey Murphy III, veterano que faz mais uma boa temporada e que pode ser trocado pelos Pelicans para recuperarem algumas escolhas valiosas de Draft.

28. Sacramento Kings (último power ranking NBA: #27)

Campanha (posição na conferência): 8-29 (14º)

Juntos dos Pelicans, os Kings possuem a temporada mais melancólica em toda a NBA. Isso porque a franquia tinha um dos times mais divertidos e competitivos da liga há poucos anos e, movimento atrás de movimento, montou um elenco sem pé nem cabeça e entregou o comanda da equipe para um técnico que faz um dos piores trabalhos da temporada.

Dentro de quadra Sacramento é um “catadão” e reflete a montagem de elenco: nada é bom e nada faz sentido. Para se ter uma ideia, mesmo com nomes estrelados no elencos os Kings possuem o pior ataque da liga e a terceira pior defesa, em pontos a cada 100 posses de bola. O cenário é tão ruim que diversos jornalistas já indicaram que Sacramento está ouvindo proposta para praticamente todos os jogadores de seu elenco e uma reconstrução deve começar ainda nesta temporada.

27. Washington Wizards (último power ranking NBA: #29)

Campanha (posição na conferência): 10-26 (14º)

A nova equipe de Trae Young faz mais uma temporada ruim e deve ficar bem longe, mesmo com a nova estrela, de uma campanha decente. É bem verdade que os Wizards têm certo talento em Alex Sarr e Tre Johnson, e que a equipe se tornou mais competitiva nas últimas semanas, vencendo partidas contra equipes consideradas mais fortes – como Toronto Raptors, Milwaukee Bucks e Orlando Magic.

No entanto, Washington, assim como os Pelicans, possui um elenco bastante incompleto e que precisa de muita injeção de talento para ser mais competitivo. O que preocupa é que os Wizards estão em reconstrução há anos e nada de bom apareceu ainda em termos coletivos. Além disso, a franquia precisa ficar entre as oito piores campanhas deste ano para manter sua escolha de Draft, caso contrário vai para o New York Knicks. Com isso, mesmo com Trae Young o basquete apresentado não deve mudar muito para esta temporada.

26. Brooklyn Nets (último power ranking NBA: #28)

Campanha (posição na conferência): 11-23 (13º)

Assim como os Wizards, os Nets se tornaram uma equipe bem mais competitiva nas últimas semanas. Além da ótima temporada de Michael Porter Jr., no mês de dezembro os Nets tiveram a melhor defesa da NBA em pontos a cada 100 posses adversárias e conseguiram boas vitórias neste período. Outro ponto positivo também é a evolução de Egor Demin, escolha número oito do último Draft e que têm ganhado mais espaço na equipe e arremessado consideravelmente melhor nos últimos jogos.

No entanto, tirando Porter Jr. e Demin os Nets claramente precisam de muita coisa ainda para se tornarem uma boa equipe e não surpreenderia a direção optar por trocar Porter Jr. por escolhas de Draft, piorando ainda mais a campanha.

25. Charlotte Hornets (último power ranking NBA: #24)

Campanha (posição na conferência): 13-25 (12º)

Outro time do Leste na parte de baixo do power ranking. Os Hornets também têm o que comemorar na medida em que tiveram o segundo melhor ataque em toda a NBA dentro das últimas dez partidas. Outros dois pontos relevantes e positivos foi que LaMelo Ball voltou a jogar bem e Brandon Miller conseguiu um tempo sem lesões e pegou fogo recentemente.

Por outro lado, a defesa segue sem conseguir parar ninguém e os Hornets também seguem perdendo jogos no clutch. Em jogos decididos por três pontos ou menos (uma posse ofensiva), Charlotte tem o retrospecto de nenhuma vitórias e seis derrotas até aqui, incluindo as duas últimas, contra Raptors e Pacers. Com isso, fica claro que a equipe tem sim talento e que pode colocar um ótimo produto em quadra, mas precisa evoluir defensivamente e amadurecer em momentos decisivos.

24. Memphis Grizzlies (último power ranking NBA: #19)

Campanha (posição na conferência): 16-21 (9º)

Em termos de campanha Memphis ainda está na frente de algumas equipes que ainda não apareceram na lista. No entanto, a lista precisa levar diversos fatores em conta e analisar o contexto de cada equipe. Assim, a verdade é que os Grizzlies perderam sete dos últimos dez jogos e simplesmente parecem uma equipe sem vida, sem tesão (que me desculpem o palavreado).

Memphis tem inúmeras lesões, de um jeito que parece piada e todos os jogadores praticamente são afetados. Tanto que não têm pivô disponível basicamente, fora as ausência de Ja Morant e Jaren Jackson Jr. Outro ponto é que em quadra nada funciona bem de verdade. O calouro Cedric Coward é um ponto positivo e Jaylen Wells cresceu de produção em alguns jogos de dezembro. Mas a verdade é que agora os Grizzlies devem trocar Ja Morant e abraçar de vez o que ficou inevitável após este começo de temporada: a equipe não tem mais gás e precisa de novos ares.

23. Utah Jazz (último power ranking NBA: #21)

Campanha (posição na conferência): 13-24 (13º)

O Jazz é uma equipe das mais encardidas da liga, no bom sentido. Isso porque é uma equipe bem treinada e que tem dois jogadores jogando em nível de All-Star: Lauri Markkanen e Keyonte George. Com isso, o ataque de Utah é daqueles que pode pegar fogo em qualquer partida e bater de frente com todo mundo, como já fez algumas vezes contra os melhores times de sua conferência.

O problema da equipe é que a defesa é a pior da liga e o nível de competitividade de alguns jogadores no elenco ainda é nulo. Mais do que isso, o Jazz é outra equipe que precisa ficar com uma das oito piores campanhas da NBA depois da loteria, para não perder sua escolha para o Oklahoma City Thunder. Ou seja, mesmo com um bom ataque e um bom técnico, Utah vai nos detalhes cavando maneiras de perder, como colocar Walter Clayton Jr. para decidir um jogo fora de casa contra OKC.

22. Dallas Mavericks (último power ranking NBA: #20)

Campanha (posição na conferência): 14-24 (11º)

Com a inevitável saída de Memphis do Play-In os Mavs podem sonhar com a vaga no torneio pelo segundo ano consecutivo e este é o cenário positivo aqui. Imaginando que o problema na mão de Anthony Davis não seja tão grave assim, Dallas ainda tem uma defesa acima da média e um ataque que pode evoluir muito, principalmente quando e se Kyrie Irving retornar.

Até lá, vai de Cooper Flagg, Anthony Davis e qualquer um dos jogadores de perímetro que aparecerem (vezes Ryan Nembhard, vezes Brandon Williams, vezes Klay Thompson). Por outro lado, é bastante claro que este ataque é muito limitado desde o início da temporada e o fato de Davis querer jogar de ala-pivô deixa o espaçamento estranho e dificulta ainda mais as coisas. Com isso, se Irving estiver longe de um retorno e Davis for trocado ou tiver nova lesão grave, é bem possível que os Mavs optem por perder de propósito para ter uma chance maior na loteria do Draft.

21. Milwaukee Bucks (último power ranking NBA: #22)

Campanha (posição na conferência): 16-21 (11º)

Os Bucks melhoraram neste power ranking, mas muito mais por demérito das outras equipes do que mérito próprio. A campanha desde então foi de seis vitórias e sete derrotas, com Giannis Antetokounmpo ficando de fora de sete destas 13 partidas. No entanto, mesmo com o grego em quadra os Bucks continuam tropeçando e derrotas para os Wizards podem cobrar caro no final da temporada na briga pelo Play-In.

Aliás, a frase anterior diz muito sobre a temporada de Milwaukee. Na teoria os Bucks montaram um time competitivo para Antetokounmpo e na prática estão fora do Play-In com praticamente metade da temporada já para trás. A boa notícia é que com o grego em quadra a campanha é de 13-10, então se Antetokoumpo conseguir se manter saudável a tendência é que os Bucks melhorem e consigam brigar por pós-temporada.

20. Los Angeles Clippers (último power ranking NBA: #25)

Campanha (posição na conferência): 13-23 (12º)

Apesar de estarem atrás de Grizzlies e Mavs na classificação do Oeste, os Clippers estão na trajetória certa e barrando uma lesão em uma de suas estrelas deve entrar no Play-In até o All-Star Break. Depois de um começo catastrófico dentro de quadra e conturbado fora dela, a equipe parece finalmente ter conseguido encontrar paz e está voltando ao seu melhor basquete.

Nas últimas dez partidas, os Clippers possuem o quinto melhor ataque da NBA e a 12ª melhor defesa, sendo que estava entre os dez piores nas duas categorias no começo da temporada. Além disso, James Harden segue tendo uma boa temporada e agora conta com a ajuda de Kawhi Leonard e seus 28 pontos por partida, a maior marca de sua carreira. Com isso, a tendência é que a equipe siga crescendo e brigando pelo Play-In.

19. Chicago Bulls (último power ranking NBA: #23)

Campanha (posição na conferência): 17-20 (10º)

Os Bulls são uma grande incógnita. A franquia começou com 5-0 de campanha pela primeira vez desde a era Michael Jordan, para depois emplacar derrota atrás de derrota em novembro e sair até mesmo do Play-In. No entanto, agora voltaram a jogar melhor nas últimas 15 partidas, quando tiveram campanha de 8 vitórias e 7 derrotas (incluindo a última sequência de três derrotas consecutivas).

Neste período os Bulls voltaram a ter um ataque competente e desta vez menos frenético em transição, trabalhando melhor a bola e com mais de 30 assistências por partida. Considerando o que entregaram na temporada toda, merecem a posição acima dos demais que tiveram começos terríveis. Porém, se Josh Giddey demorar para voltar a tendência é que caiam na lista.

18. Atlanta Hawks (último power ranking NBA: #14)

Campanha (posição na conferência): 18-21 (9º)

No ranking anterior os Hawks estavam acima depois de um bom começo sem Trae Young e com uma leve queda no final, mantendo ainda uma defesa consistente e um ataque sólido. No entanto, desde que o armador havia retornado para às quadras o time se desfez completamente. Foram 12 jogos antes de trocar Young, com apenas três vitórias nesta sequência (todas sem Young). O lado positivo é que o ataque funcionou e foi bem em diversos pontos, liderando a NBA em assistência e ficando no top cinco de pontos por partida.

Entretanto, basquete é defesa também e deste lado da quadra os Hawks foram terríveis. Nos últimos 12 jogos tiveram a décima pior defesa em rating e a unidade que mais sofreu pontos em transição e no garrafão. Com isso, agora sem Trae Young em definitivo a esperança é que o time tenha mais claro o que precisa fazer até o fim da temporada e siga evoluindo defensivamente. Vale lembrar que os Hawks chegaram a ter uma defesa top 5 sem o armador em quadra.

17. Portland Trail Blazers (último power ranking NBA: #18)

Campanha (posição na conferência): 18-20 (9º)

Agora é a vez do nono colocado do Oeste. Depois de um bom e surpreendente começo de temporada os Blazers haviam caído de produção, principalmente na defesa. Em novembro, por exemplo, tiveram a sétima pior defesa da NBA e ficaram muito longe do que era a identidade do elenco até a temporada passada. Além disso, alguns lesões atrapalharam muito o ataque, que ficou extremamente dependente de Deni Avdija.

No entanto, o israelense está entregando e agora conta também com um ataque que comete menos turnovers e arremessa um pouco melhor do perímetro, dois pontos que jogavam a unidade como uma das piores da NBA até então. Por outro lado, a defesa melhorou e está perto do top 10, muita mais intensa e apostando em trocas de marcação. Com isso, são seis vitórias nos últimos sete jogos e a confiança parece ter retornado.

16. Golden State Warriors (último power ranking NBA: #16)

Campanha (posição na conferência): 20-18 (8º)

Assim como no último ranking, os Warriors continuam na 16ª posição da lista e na oitava posição do Oeste. A campanha recente de sete vitórias nos últimos dez jogos pode empolgar quem apenas abre a tabela, mas de verdade não muda muita coisa. Isso porque os Warriors seguem sem padrão nenhum em suas rotações ao longo das partidas e nada parece fazer muito sentido. A impressão que dá é que o técnico Steve Kerr entra nas partidas sem muitos planos e precisa descobrir aos poucos qual é a melhor rotação para aquela noite.

Mesmo sem muito brilho ofensivamente além de Stephen Curry, a boa notícia é que recentemente o número de turnovers caiu e o de assistências subiu e nesta temporada quando os Warriors terminam uma partida com menos turnovers que os adversários a campanha é de 12-3; já quando têm mais turnovers a campanha é de 8-15.

15. Miami Heat (último power ranking NBA: #9)

Campanha (posição na conferência): 20-17 (7º)

O Miami Heat teve um ótimo início ofensivo na temporada atual e chegou a ocupar a terceira posição em sua Conferência. Além disso, existia uma expectativa grande do retorno de Tyler Herro e como ele poderia melhorar ainda mais esta unidade. No entanto, a realidade é que o Heat se tornou uma das equipes mais inconsistentes da NBA.

O ataque abaixo da média já não é mais tão compensado por uma defesa elite, pois esta também caiu de produção. Podemos apontar para alguns problemas de lesões pontuais, mas uma das possíveis explicações é que tá faltando perna para esse elenco. Vale lembrar que Miami imprimiu um ritmo de jogo frenético nas primeiras semanas e era de longe o time mais rápido da liga. Agora, pode ser que esteja pagando o preço por isso e se reajustando ao longo do caminho. Assim, deve continuar oscilando e poucos motivos trazem confiança de que vão novamente retornar ao topo do Leste.

14. Cleveland Cavaliers (último power ranking NBA: #13)

Campanha (posição na conferência): 21-18 (8º)

A temporada dos Cavs é possivelmente a mais decepcionante de toda a Conferência Leste. A equipe sofreu com diversas lesões nos dois primeiros meses de temporada e não conseguia encontrar um padrão de jogo, pelo menos não no mesmo nível do ano passado. Além disso, Darius Garland e Evan Mobley são grandes decepções e estatisticamente pioraram em muitos fatores ofensivos. Por outro lado, a defesa é no máximo mediana e por vezes parece desinteressada ou lenta nas rotações.

Dessa forma, mesmo com grandes atuações de Donovan Mitchell os Cavaliers ainda não conseguiram se encontrar na temporada. A boa notícia é que o ataque desde a metade de dezembro tem sido bem mais próximo do que foi na temporada passada, com boa movimentação de bola cortes sem a bola, melhor aproveitamento nos arremessos de três e com Garland claramente melhorando fisicamente. A questão agora é se encontrar também na defesa e conseguir uma boa sequência de vitórias.

13. Orlando Magic (último power ranking NBA: #10)

Campanha (posição na conferência): 21-17 (6º)

Com campanha parecida com a do Heat e a dos Cavs, Orlando também sofre com oscilações, que são explicadas basicamente pelas lesões. Franz Wagner, que vinha sendo o jogador mais importante para o funcionamento do ataque do Magic, não entra em quadra há mais de um mês. Já Jalen Suggs, a alma da defesa e um bom conector ofensivo, já perdeu quase metade das partidas da franquia na temporada e segue fora por tempo indeterminado.

Sobre quem está em quadra, Desmond Bane ainda não perdeu nenhum jogo, mas segue oscilando entre ótimas partidas e partidas em que some. Enquanto isso, Paolo Banchero segue com grandes problemas nos arremessos e por vezes parece uma incongruência em um ataque que precisa se movimentar mais rápido e dividir a bola. Isso porque Banchero ainda precisa jogar muito com a bola na mão no ataque e acaba forçando muitas posses no mano a mano. Quem salva a equipe é a defesa, que melhorou consideravelmente em comparação com as primeiras semanas de temporada, e as boas performances vez ou outra de Bane e Banchero, auxiliados com o ótimo momento que vive Anthony Black.

12. Philadelphia 76ers (último power ranking NBA: #17)

Campanha (posição na conferência): 20-15 (5º)

Os últimos jogos de Joel Embiid formaram a melhor sequência do pivô em quadra desde sua temporada de MVP, em 2022-23. Depois de sentir mais uma vez o joelho e perder nove partidas, Embiid voltou jogando o fino e tem médias de 25,6 pontos e 7,7 rebotes desde então, médias que são ainda melhores nas últimas cinco partidas que conseguiu fazer sem precisar de jogos de descanso.

Além disso, Tyrese Maxey segue muito bem e V.J. Edgecombe voltou a jogar com confiança depois de alguns jogos abaixo do que já havia entregado. Ou seja, o momento é positivo para Philadelphia que está no momento mais saudável da temporada e que tem um ataque top 10 nos últimos 15 jogos, capaz de fazer absolutamente de tudo com a combinação de diferentes estilos em seu quinteto titular.

A única coisa que preocupa é que os 76ers ainda têm campanha negativa contra equipes acima dos 50% na campanha.

11. Phoenix Suns (último power ranking NBA: #15)

Campanha (posição na conferência): 22-15 (7º)

Os Suns talvez sejam o melhor exemplo na NBA de como um bom treinador e um elenco disposto a ser treinado podem mudar a trajetória de uma temporada ou até de uma franquia. Nas últimas temporadas Phoenix tinha estrelas e veteranos, com técnico consagrados e que chegavam com o difícil objetivo de fazer Devin Booker, Kevin Durant e Bradley Beal conseguirem jogar juntos. Agora, os Suns é um dos times mais coletivos da liga e um dos mais disciplinados dos dois lados da bola.

As estatísticas não são lá tão impressionantes: o ataque é o 14º melhor e a defesa a 9ª melhor. Porém, Phoenix sempre compete nas partidas e sabe se adequar ao que o jogo pede. Devin Booker ainda é o principal jogador, mas soube abdicar de certo protagonismo para Dillon Brooks e Collin Gillespie aparecerem. Já na defesa, os jogadores são muito ativos e conseguem 10,6 roubos por partida, a melhor marca da NBA. Esses turnovers forçados ajudam o ataque com pontos fáceis e são o ponto forte da equipe, que é a segunda que pontua depois de forçar erros dos adversários.

10. Toronto Raptors (último power ranking NBA: #8)

Campanha (posição na conferência): 23-15 (4º)

Os Raptors recentemente passaram por uma micro-crise, principalmente sofrendo no ataque sem R.J. Barrett para infiltrar e colapsar as defesas adversárias. Porém, a equipe retomou o caminho das vitórias e venceu cinco dos últimos seis confrontos.

Na temporada toda, os Raptors têm um dos ataques que mais compartilha a bola e que dá assistências (quarto na liga), além de liderar a NBA em pontos de contra-ataque. No entanto, a equipe é boa mesmo na defesa, onde é a terceira unidade que menos sofre pontos a cada 100 posses de bola e praticamente todo mundo pode trocar a marcação na defesa e ser fisicamente um desafio complicado para qualquer ataque. Assim, com uma ótima e versátil defesa Toronto não precisa ser brilhante no ataque e a movimentação de bola somada com boas performances pontuais de Scottie Barnes, Brandon Ingram e R.J. Barrett muitas vezes fazem o necessário.

9. Houston Rockets (último power ranking NBA: #2)

Campanha (posição na conferência): 22-12 (6º)

Desde o último ranking os Rockets caíram da segunda posição no Oeste para a sexta posição e isso faz sentido. Primeiro a equipe teve uma sequência péssima, com derrotas inexplicáveis contra os Pelicans e contra os Kings. Depois, Alperen Sengun sentiu o tornozelo e perdeu cinco das últimas seis partidas, devendo ficara de fora por mais alguns jogos.

Depois de quatro vitórias seguidas, perderam para Mavericks e Blazers e mesmo com as ótimas atuações recentes de Kevin Durant e Amen Thompson está ficando claro que os Rockets precisam de Sengun de volta para dar um respiro para o ataque. Outro ponto de destaque é que Reed Sheppard, depois de um mês de novembro mágico, caiu de produção em dezembro/janeiro e precisa voltar para seu alto nível ofensivo para destravar o ataque de meia quadra e dar confiança para Houston na segunda metade da temporada regular.

8. Los Angeles Lakers (último power ranking NBA: #5)

Campanha (posição na conferência): 23-12 (5º)

A posição dos Lakers no Oeste ainda é boa, mas a realidade é que a equipe está longe de demonstrar um basquete coletivo que justifique brigar por mando de quadra. Nas últimas dez partidas Austin Reaves conseguiu participar de apenas duas com um desconforto na panturrilha e os Lakers despencaram ofensivamente, ficando com o oitavo pior ataque neste período (mesmo com a evolução de LeBron James).

Porém, o principal dos problemas é a defesa, que também foi a oitava pior da NBA neste período. A questão é que sem Reaves a defesa deveria melhorar e isso claramente não aconteceu. Outro fator de preocupação são as recentes entrevistas do técnico JJ Redick, que chegou a afirmar que alguns jogadores esqueciam as jogadas no meio da partida e simplesmente não se importavam o suficiente. Mesmo assim, os Lakers conseguem levar diversos jogos para o clutch e ainda estão invictos em jogos que terminam com diferença de três ou menos pontos.

7. Boston Celtics (último power ranking NBA: #12)

Campanha (posição na conferência): 23-13 (3º)

Uma das melhores histórias desta temporada na NBA acontece em Boston. Se no Oeste os Suns são a definição de time bem treinado e organizado, os Celtics são este time no Leste. A equipe de Joe Mazzula perdeu diversas peças importantes na última offseason e ainda não contou com Jayson Tatum. Mesmo assim, possui o segundo melhor ataque de toda a NBA e o melhor diferencial de pontos de toda sua conferência.

É bem verdade que a defesa precisa melhorar e que a equipe ainda cede muitos rebotes ofensivos, mas nos últimos dez jogos conseguiu melhorar nestes pontos e tudo que faz ofensivamente agrada quem acredita nas estatísticas. A equipe de Boston é a que menos comete turnovers, a que mais acerta bolas de três e a sexta que mais pega rebotes ofensivos. Ou seja, geralmente tem mais posses que os adversários e ainda tem muitas bolas de três. Isso sem citar a temporada absurda de Jaylen Brown dos dois lados da quadra, que o coloca como candidato ao prêmio de MVP.

6. New York Knicks (último power ranking NBA: #7)

Campanha (posição na conferência): 24-13 (2º)

Não seria um absurdo colocar os Knicks atrás dos Celtics pelas campanhas quase idênticas e pela crise que sofre a equipe de NY desde a Copa NBA. No entanto, desde o último ranking os Knicks levantaram um troféu com uma grande campanha e mostraram que na hora que importa pode confiar em seu quinteto titular e até em algumas peças do banco de reservas.

Porém, desde então são seis vitórias e cinco derrotas, com uma das piores defesas da NBA. Josh Hart lesionou seu tornozelo e já ficou de fora das últimas sete partidas, o que transformou completamente a equipe (para pior). Além disso, Karl-Anthony Towns segue em uma temporada esquisita, cheia de altos e baixos e se tornando um jogador pouco confiável. Assim, os Knicks não viram a cor da bola em uma partida recente contra o Detroit Pistons (que tinha vários desfalques).

5. Minnesota Timberwolves (último power ranking NBA: #11)

Campanha (posição na conferência): 25-13 (4º)

Um ataque top 10 e uma defesa top 10. Os Wolves talvez sejam a equipe mais subestimada da NBA nesta temporada e sem ninguém perceber são fortes candidatos a ficarem com a segunda posição da conferência. A equipe muito bem treinada por Chris Finch é bem mais criativa e disposta ofensivamente do que era na temporada passada, se movimentando mais sem a bola e fazendo mais ações fora da bola também (como screens para jogadores receberem já em posição de vantagem em relação ao defensor).

Além disso, depois de um péssimo começo defensivo os Wolves voltaram com tudo e possuem uma das defesas mais sufocantes em toda a NBA, com poucos buracos e muito física. Caso os Wolves consigam um armador até a trade deadline para ajudar na construção de jogadas quando o momento fica mais tenso.

4. San Antonio Spurs (último power ranking NBA: #6)

Campanha (posição na conferência): 26-11 (2º)

Uau. No começo da temporada nem o fã mais clubista dos Spurs esperava um salto tão grande de desempenho e de resultado logo nesta temporada. Neste momento os Spurs tem a segunda melhor campanha da Conferência Oeste mesmo com Victor Wembanyama perdendo alguns jogos e saindo do banco em outros, fora outras lesões em jogadores importantes.

A realidade é que Mitch Johnson vem fazendo um ótimo trabalho em primeiro montar a quarta melhor defesa da NBA com um elenco que não é lá aqueles coisas defensivamente. Além disso, no ataque os armadores (De’Aaron Fox, Stephon Castle e Dylan Harper) vão muito bem e impressionam. Os três cuidam bem da bola, conseguem atacar no um contra um, são ótimos infiltrando e conseguem jogar juntos. Para complementar, Harrison Barnes faz mais uma sólida temporada e Devin Vassell é um ótimo finalizador de jogadas no ataque, enquanto Keldon Johnson é o motorzinho vindo do banco com rebotes ofensivos, muita defesa e também com um bom aproveitamento de três pontos.

Tudo isso e nem precisamos falar tanto de Wemby.

3. Denver Nuggets (último power ranking NBA: #4)

Campanha (posição na conferência): 25-12 (3º)

Até aqui os Nuggets possuem o melhor ou um dos melhores ataques da história da NBA. A equipe tem 124,1 pontos por partida (assustador), o melhor rating ofensivo, o melhor aproveitamento nos arremessos de quadra, o melhor aproveitamento de três pontos, é o top 5 em assistências e o terceiro time que menos comete turnovers. Sim, muito tem a ver com Nikola Jokic e mais um temporada surreal do pivô sérvio, mas esse time de Denver é muito mais do que isso.

Tanto que vem sofrendo com lesões desde o começo de dezembro e segue jogando muito bem. Christian Braun e Aaron Gordon perderam diversas semanas, enquanto Cam Johnson, Nikola Jokic e Jonas Valanciunas seguem fora. Mesmo assim, os Nuggets venceram os Raptors, os 76ers e os Celtics fora de casa e não parecem sentir. Além disso, a defesa é uma das piores recentemente mas o quinteto titular que começou a temporada tem o melhor rating defensivo da NBA e já se provou muito capaz também deste lado da quadra.

2. Detroit Pistons (último power ranking NBA: #3)

Campanha (posição na conferência): 28-9 (1º)

Se no meio de dezembro parecia que os Knicks poderiam engatar e ultrapassar os Pistons, essa possibilidade é bem menor agora. Impressiona que Detroit não foge de suas características e não perde sua identidade. É um time de garrafão, de pegada, que sabe o que precisa fazer em quadra e que tem um dos melhores jogadores da liga em Cade Cunningham.

Os Pistons tem o segundo melhor ataque em pontos no garrafão e a terceira melhor defesa nesta área, a mais importante do basquete. Assim, mesmo com pouco volume nas bolas de três e com uma média de turnovers ainda alta, consegue contornar dominando a tabela dos dois lados. Tanto que possuem a segunda melhor defesa de toda a NBA, muito porque protege muito o garrafão e ainda permite apenas 35,1% de aproveitamento nas bolas de três para os rivais.

Ofensivamente ainda existem questões como as citadas acima. Além disso, seria bom Detroit ter um segundo ball handler confiável e que possa tirar a pressão de Cade. Neste momento, é um conjunto de Caris LeVert, Marcus Sasser, Jaden Ivey e Daniss Jenkins, e os Pistons torcem para pelo menos dois estarem em noites boas.

1. Oklahoma City Thunder (último power ranking NBA: #1)

Campanha (posição na conferência): 31-7 (1º)

OKC ainda tem a melhor campanha na NBA e ainda tem a melhor defesa da liga. Porém, é inegável que a equipe é bem menos dominante do que foi nas primeiras 25 partidas. Desde então, são sete vitórias e seis derrotas (sendo três contra os Spurs). Nesta sequência, perderam de maneira humilhante em casa para os Hornets e precisaram de uma prorrogação para bater o Jazz, também em OKC.

Um dos possíveis motivos da queda de desempenho do Thunder pode ser o fraco começo de temporada para Jalen Williams. O ala-armador não participou das 19 primeiras partidas da temporada e sua equipe teve campanha de 18-1. Desde que retornou, são 12 vitórias e seis derrotas e seu impacto na equipe pode ser questionado já que não vai muito bem. Até aqui, tem médias de 17,2 pontos com 43,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 31,3% nos aproveitamentos gerais. As duas últimas são as piores de sua carreira e a média de pontuação é a pior desde seu ano de calouro.

Outro fator que caiu consideravelmente foi o aproveitamento de OKC nos arremessos de três. Nos primeiros 25 jogos da temporada o Thunder tinha o quinto melhor aproveitamento da NBA com 38,1% e era a oitava equipe que mais convertia arremessos do perímetro. Por outro lado, nas últimas 12 partidas tem apenas o 24º melhor aproveitamento, com 33%, e é a oitava equipe que menos converte bolas de três pontos.

Por fim, outro fator pode ter sido o calendário. Segundo a CBS Sports, OKC enfrentou apenas cinco times com campanha positiva durante os 25 primeiros jogos da temporada e teve seis desses confrontos somente nos últimos 13 jogos. Até aqui, a campanha contra times de campanha positiva é de seis vitórias e cinco derrotas, bem abaixo do esperado. Além disso, até o fim da temporada regular o Thunder tem o calendário mais difícil de toda a NBA.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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