ESPN americana divulgou os 10 melhores jogadores da NBA para a próxima campanha, confira aqui análise detalhada e o ranking completo!
A cada temporada, o ranking de melhores jogadores da NBA feito pela ESPN americana gera debates acalorados entre torcedores, especialistas e jogadores. Bem como, para a temporada 2025-26, mais de 150 jornalistas e analistas foram convidados a votar em confrontos diretos de desempenho previsto, resultando em um ranking definitivo dos melhores atletas da liga.
Dessa forma, entre veteranos lendários, jovens em ascensão e superestrelas em pleno auge, a lista deste ano mistura tradição e renovação. LeBron James segue fazendo história, enquanto nomes como Anthony Edwards e Victor Wembanyama consolidam seus lugares entre os gigantes. Vale lembrar que nomes que devem perder toda a temporada, caso de Jayson Tatum, Tyrese Haliburton e outros, não foram considerados para a lista. A seguir, confira o Top 10 da NBA, segundo a ESPN.
Primeiramente, o top 10 começa Jalen Brunson, que consolidou-se como líder dos Knicks graças à sua eficiência, controle de jogo e capacidade de decidir partidas nos momentos cruciais. No ataque, Brunson equilibra criação e pontuação, executando pick-and-rolls com precisão e encontrando situações perfeitas para o arremesso de média distância; na defesa, embora distante dos melhores da liga, ele melhorou o posicionamento e a leitura de linha de passe.
Sua história recente inclui aparições em All-Star e um papel central na chegada até as finais do Leste dos Knicks, o que elevou a expectativa sobre sua capacidade de levar a franquia ainda mais longe. A principal questão para Brunson é a profundidade ao redor dele – quanto melhor a rotação, mais longe ele pode levar o time. Dessa forma, os Knicks dependem diretamente da habilidade de Brunson em elevar o rendimento coletivo sem perder eficiência individual, algo que ele já provou fazer com consistência. Nesta temporada, ele deve ter mais ajuda dos seus companheiros após as boas contratações do time na offseason.

Ainda um dos maiores pontuadores puros da história da NBA, Kevin Durant entra na temporada como referência ofensiva absoluta dos Rockets, sua nova equipe. Mesmo aos 37 anos, ele conserva mecânica de arremesso quase imaculada, alcance letal e leitura refinada do jogo, o que facilita a integração em qualquer sistema ofensivo. Em Houston, Durant assume o papel de foco ofensivo e também de mentor, com potencial para elevar os brilhantes jovens talentos da equipe ao seu redor. Porém, duas preocupações seguem vigentes: durabilidade e intensidade defensiva.
Durant já mostrou que pode manter médias altas e eficiência com menos mobilidade, ajustando-se para atacar via posicionamento e seu QI avançado dentro de quadra. A incógnita é saber se o encaixe coletivo e a química com a rotação do time trarão o retorno desejado nos playoffs e finalmente impulsionarão os Rockets no Oeste. Ainda assim, quando está bem, Durant transforma qualquer elenco em candidato ao título.

Chegando em sua 23ª temporada, um recorde absoluto da NBA, LeBron James ainda apresenta uma combinação rara de produtividade e entendimento do jogo; sua liderança permanece intacta e o volume de jogo que ele produz continua a impactar resultados. Embora sua mobilidade tenha naturalmente regredido em comparação com picos físicos, LeBron compensa com visão de jogo, tomada de decisão e uma presença que melhora a eficiência dos companheiros.
Nas últimas campanhas, ele mostrou capacidade de ajustar minutos e aperfeiçoar o rendimento em situações de alto uso. Outra vantagem é a versatilidade defensiva e capacidade de orientar a rotação em transição. As dúvidas de curto prazo envolvem desgaste acumulado e a necessidade de balancear minutos, visando preservar energia para os playoffs. Ainda assim, LeBron segue sendo um verdadeiro multiplicador de vitórias e um dos pontos centrais da narrativa da NBA.

Stephen Curry continua a ditar as dinâmicas defensivas da liga pelo simples fato de ser o maior arremessador da história. Sua habilidade de criar espaço e punir do perímetro obriga coberturas constantes, abrindo cortes e penetrações para os companheiros. Curry mantém um volume de arremessos de elite e eficiência elevada, além de ser catalisador emocional dos Warriors, mesmo se aproximando dos anos finais de sua carreira.
O desafio para ele e a equipe é manter a saúde ao longo da temporada; quando disponível, Curry transforma o sistema de Steve Kerr em uma máquina ofensiva tremendamente difícil de parar. Além disso, como já está marcado em seu legado, ele ainda consegue ditar ritmos e decidir jogos por si só. A expectativa é que Curry, mesmo abaixo do seu auge, siga com explosões de produção e sustente o ataque enquanto a defesa do Golden State encontra maior estabilidade e o time como um todo busca uma última corrida às Finais da NBA.

Anthony Edwards realizou um salto importante na última temporada, eliminando inconsistências no seu jogo e dominando de vez volume de arremessos do perímetro após a saída de Karl-Anthony Towns. Sua progressão tornou-se fundamental para os Wolves chegarem novamente às finais do Oeste, caindo perante ao OKC Thunder. Edwards combinou velocidade, força e um arremesso de três mais consistente, transformando-se em um atleta ofensivo versátil que pode atacar em isolamento e também criar para os outros.
Por fim, nesta offseason, ele focou em adicionar elementos de jogo interno e post-up, inspirando-se em lendas do passado para diversificar seu repertório. A questão pendente é a consistência de apoio à sua volta – sem peças complementares, Edwards carrega enorme carga ofensiva. Se os Wolves mostrarem maior força coletiva esse ano, Ant, finalmente, pode alcançar as Finais da NBA, principalmente levando-se em conta que ele deve seguir evoluindo seu jogo individual.

Victor Wembanyama chega mais maduro e, finalmente, saudável, após um período de recuperação longo com sua trombose venosa no ombro. Além disso, na offseason, ele mostrou boa evolução com trabalho técnico intenso. De qualquer forma, o jovem francês agrupa um pacote raro de habilidades físicas e técnicas: alcance, manejo de bola, timing defensivo e coordenação acima da média para um jogador de 2,20m. Sua presença já altera estratégias adversárias – pick-and-rolls, cortes e até mesmo arremessos de longa distância precisam ser reconfigurados devido a sua absurda envergadura e alto nível defensivo.
Wemby tem também desenvolvido novos movimentos no post e no jogo de costas para a cesta, além de afiar o chute do meio para longa distância, adicionando ameaças complementares ao seu repertório. Dois pontos de atenção persistem. Sua adaptação ao duro calendário da NBA na terceira temporada da carreira e continuidade defensiva em um elenco que ainda busca maturidade coletiva. Mas quando combinamos seu atletismo, leitura e técnica, Wembanyama tem potencial para ser a força mais dominante da NBA na próxima década.

Giannis continua a ser uma força física e técnica que impõe desequilíbrio constante. Nos últimos anos, ele refinou o jogo de meia-distância, trocou tentativas de três por maior eficiência no mid-range e reforçou sua presença defensiva como protetor de aro. Essa evolução aumenta sua letalidade no eixo e melhora o aproveitamento ofensivo do Bucks. Giannis combina intensidade, capacidade de finalização e defesa de elite – mistura que o mantém entre os jogadores mais valiosos da NBA.
O ponto que move debates é o conceito de adaptação tática: quanto mais Giannis diversifica, mais ameaçador se torna, mas isso depende de companheiros que capitalizem as vantagens criadas por seu domínio. Ainda assim, ele continua um pilar defensivo e ofensivo cuja influência determina diretamente o teto do Milwaukee Bucks.

Luka Doncic mantém um impacto estatístico e técnico fora do comum. Dessa forma, seu combo de visão de jogo, controle de ritmo e instinto para pontuar em qualquer espaço lhe colocam no topo da liga. Desde a troca para Los Angeles e a perda de quase 15 quilos na offseason, ele mostrou foco renovado e liderança aprimorada, consolidando-se como nova figura central dos Lakers. Doncic equilibra criação e pontuação com um repertório completo que inclui movimentos letais e capacidade de dominar o jogo de meia quadra.
A grande dúvida para ele é a saúde e o ajuste defensivo. Se sua mudança física de fato se refletir em um jogador mais ativo defensivamente e ainda mais explosivo no ataque, ele pode atingir o topo dessa lista na próxima temporada, sem dúvidas. Ainda assim, sua capacidade de carregar uma equipe e decidir jogos em instantes faz dele um dos três jogadores mais decisivos da NBA atualmente.

Shai foi o verdadeiro epicentro de uma temporada histórica: MVP (da campanha e das Finais), campeão e líder de um Thunder que triunfou no caminho até o título. Ele combina eficiência extrema – alto aproveitamento de quadra e volume de arremessos – com crescimento como passador e facilitador. Então, SGA lidera seu time tanto na tabela estatística, como na mentalidade, e sua capacidade de elevar o coletivo caracterizou a campanha vencedora.
Aos 27 anos, ele atinge o auge de habilidade e impacto; a projeção é que mantenha a excelência enquanto o elenco em torno dele amadurece. A chave para repetir o feito será manter níveis de eficiência sob pressão e evitar sobrecarga de uso, pois a liga ajustará coberturas específicas para tentar neutralizá-lo logo após o melhor ano de sua carreira.

Finalmente, chegamos ao melhor a mais completo jogador da NBA. Nikola Jokić permanece como referência máxima de eficiência no basquete moderno, sem dúvidas. Seu jogo junta uma visão de passe única, timing em pick-and-roll, e uma capacidade surpreendente de pontuar de todas as distâncias. Sua média de basicamente um triplo-duplo por jogo na temporada passada é a maior prova de sua capacidade ‘all-around’ e da qualidade extraordinária do sérvio.
Porém, Jokić não apenas produz números. Ele orquestra o ataque dos Nuggets de maneira inigualável, transformando simples ações em vantagem constante. Mesmo diante de mudanças de elenco e direção, seu nível técnico e inteligência tática o mantêm no topo. A principal questão é conseguir traduzir seu domínio individual em um reflexo para o restante do elenco, mirando outro título da NBA. E, quando Jokić está no ápice, os Nuggets dificilmente ficam fora da conversa por títulos.
