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NBA Draft: Os maiores ‘achados’ da história (parte 2)

Equipe The Playoffs

NBA Draft reserva anualmente grandes surpresas, decepções e nomes inesperados para as franquias e os seus torcedores

A poucas horas da abertura do Draft da NBA 2025, o The Playoffs relembra os melhores negócios já feitos pelas franquias durante o evento. Uma oportunidade para analisar em detalhes os jogadores que, com desempenho e talento, contrariaram todas as previsões e escreveram seus nomes na história da liga.

Tony Parker (28ª escolha em 2001)

Escondido no anonimato do campeonato francês em uma época em que a internet e os vídeos ainda engatinhavam, Tony Parker quase caiu para o segundo turno do NBA Draft de 2001. Salvo pelos Spurs com a 28ª escolha, ”TP” não demorou para conquistar o Texas. Reserva no início da temporada de novato, o campeão europeu sub-20 em 2000 com a seleção francesa entrou no quinteto titular de San Antonio já no seu quinto jogo na NBA — tornando-se o armador titular mais jovem da história da liga até então.

Fiel escudeiro de Tim Duncan, o natural de Bruges se afirmou como um dos melhores armadores da liga, ajudando os Spurs a conquistarem quatro títulos em 11 anos (2003, 2005, 2007 e 2014). O sucesso coletivo veio acompanhado de conquistas individuais, como o prêmio de MVP das Finais em 2007 e seis convocações para o All-Star Game.

Com 17 temporadas pelos Spurs e médias de 15,8 pontos e 5,7 assistências, Tony Parker é uma lenda em San Antonio. Primeiro francês a se destacar na NBA, o Hall da Fama (2023) abriu caminho para os europeus, ao lado de Dirk Nowitzki.

Conquistas: 4x campeão da NBA, 1x MVP das Finais, 6x All-Star, 4x All-NBA, Hall da Fama

Steve Nash (15ª escolha em 1996)

Fisicamente abaixo da média, vindo de um programa universitário pouco prestigiado e canadense, Steve Nash reunia todos os elementos para ser subestimado ao entrar na NBA. Apesar do enorme talento e de uma sólida trajetória em Santa Clara (20,9 pontos e 6,4 assistências na temporada júnior), o sul-africano nascido em Joanesburgo foi selecionado apenas na 15ª posição do Draft de 1996 pelo Phoenix Suns.

Ofuscado por Jason Kidd como novato (apenas 3,3 pontos de média), Nash levou cinco anos para deslanchar. Pelos Mavericks, ao lado do amigo Dirk Nowitzki, foi convocado ao seu primeiro All-Star Game em 2002. Apesar de boas campanhas coletivas, como as 60 vitórias em 2003, não conseguiu o título e voltou ao Suns em 2004 — onde se transformou em superestrela.

Com um estilo acelerado e envolvido em um coletivo talentoso (Amar’e Stoudemire, Shawn Marion, Boris Diaw…), Nash liderou a liga em assistências entre 2005 e 2007 e levou os Suns ao topo (melhor campanha em 2005). Sem conquistar o título, venceu dois MVPs seguidos (2005 e 2006). Aposentou-se em 2014, após lesões no fim da carreira, deixando um legado de genialidade e estilo único.

Conquistas: 2x MVP, 8x All-Star, 7x All-NBA, Hall da Fama

Giannis Antetokounmpo (15ª escolha em 2013)

Chegando a Milwaukee com apenas 18 anos vindo de Atenas em 2013, Giannis Antetokounmpo não era visto como futura estrela. Com físico intrigante, era considerado muito cru para liderar uma franquia. Por isso, 14 nomes foram chamados antes do dele. Mesmo jovem, teve início promissor — terminou em sétimo na votação de Novato do Ano. Com progresso constante, venceu o prêmio de jogador que mais evoluiu em 2017 e foi ao seu primeiro All-Star Game. A partir daí, decolou.

Eleito MVP da temporada em 2019 e 2020, o grego se juntou a Jordan e Olajuwon como únicos a vencer o título da NBA, MVP da temporada e Melhor Defensor do Ano. Em 2021, conquistou o título da NBA — o primeiro dos Bucks em quase 50 anos (desde 1971).

Conquistas: 1x campeão da NBA, 2x MVP, 1x MVP das Finais, 1x DPOY, 14x All-NBA, 9x All-Star

Kobe Bryant (13ª escolha em 1996)

Se os jogadores de ensino médio estavam em alta nos anos 2000 (LeBron James, Dwight Howard, Kwame Brown, etc.), a tendência era bem diferente alguns anos antes. Melhor jogador do ensino médio dos Estados Unidos com ampla vantagem em 1996, Kobe Bryant não teve o prazer de ser chamado entre os primeiros naquela que se tornaria uma das edições mais lendárias do Draft da NBA (com nomes como Allen Iverson, Ray Allen, Steve Nash…). Selecionado pelos Hornets na 13ª posição e trocado com os Lakers pelo pivô sérvio Vlade Divac, o camisa 8 teve que provar seu valor em Los Angeles antes de se tornar um ícone eterno da franquia.

Em 20 anos vestindo o uniforme roxo e dourado, o natural da Filadélfia marcou a história dos Lakers. All-Star já em 1998, MVP da temporada em 2008, MVP das Finais em 2009 e 2010, e campeão da NBA cinco vezes, Kobe rapidamente se elevou ao status de superestrela em L.A. Após a saída de Shaquille O’Neal para o Miami Heat no verão de 2004, ele se firmou como o grande nome da franquia — com todo o sucesso que conhecemos.

Falecido tragicamente em 2020, Kobe Bryant continua sendo, para muitos, o maior jogador de uma franquia que teve nomes como Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Nada mal para uma 13ª escolha!

Conquistas: 5x campeão da NBA, 1x MVP, 2x MVP das Finais, 18x All-Star, 27x All-NBA, Hall da Fama

Manu Ginobili (57ª escolha em 1999)

Verdadeira estrela no Velho Continente vestindo as cores da Virtus Bologna, Manu Ginobili não era valorizado pelos olheiros da liga no verão de 1999. Com pouco conhecimento sobre o basquete europeu e cheios de preconceitos, os observadores não esperavam muito do armador argentino. Subestimado, El Manu escorregou até a 57ª posição do NBA Draft, proporcionando aos Spurs um dos maiores acertos da história.

Pronto para jogar na NBA desde sua chegada à liga em 2002, Ginobili assumiu com perfeição o papel de sexto homem para Gregg Popovich e ajudou San Antonio a conquistar seu segundo título (com média de 9,4 pontos nos playoffs) logo em sua temporada de estreia. O armador continuou sua ascensão e se tornou titular a partir da terceira temporada, marcada por um segundo título da NBA e, especialmente, pela primeira de suas duas convocações para o All-Star Game.

Jogador instintivo, criador de elite, companheiro ideal e vencedor nato (campeão olímpico com a Argentina em 2004), Manu Ginobili deixou sua marca na liga com um estilo único e um espírito competitivo inigualável. Foi esse espírito que o levou a encerrar as Finais da NBA de 2014 com médias de 14,4 pontos e 4,4 assistências, ajudando os Spurs, aos 36 anos, a conquistar o quinto — e até hoje último — título da história da franquia.

Conquistas: 4x campeão da NBA, 2x All-Star, 2x All-NBA, Hall da Fama

Nikola Jokic (41ª escolha em 2014)

Campeão e MVP das Finais em 2023, tricampeão de MVP da temporada regular e sete vezes All-Star — esse é o impressionante currículo, até o momento, do 41º escolhido do NBA Draft de 2014 pelo Denver Nuggets. Mais do que uma superestrela, Nikola Jokic se transformou, em 11 temporadas na liga, em uma verdadeira lenda, sendo capaz de manter médias de triplo-duplo durante a temporada e se tornar o primeiro jogador da era moderna da NBA a terminar entre os três melhores em pontos (terceiro), rebotes (terceiro) e assistências (segundo) em uma mesma edição.

Uma trajetória que ninguém poderia prever para um jogador escolhido no meio do segundo turno, cujo nome foi anunciado durante um intervalo comercial da ESPN. Na época, os relatórios de olheiros o descreviam principalmente como um atleta sem qualidades físicas e incapaz de defender, apesar de seu evidente QI de jogo.

Foram justamente esses preconceitos que o “Joker” derrubou um a um na NBA. A ponto de, ainda em seu auge, já ser considerado um dos maiores pivôs da história da liga, ao lado de nomes como Hakeem Olajuwon, Kareem Abdul-Jabbar e Shaquille O’Neal.

Conquistas: 1x campeão da NBA, 3x MVP, 1x MVP das Finais, 7x All-Star, 7x All-NBA

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