A NBA deu mais um passo decisivo em seu plano de expansão global. Em comunicado conjunto divulgado na segunda-feira, a liga norte-americana e a FIBA anunciaram que vão iniciar, já no próximo mês, o processo de diálogo com clubes e proprietários interessados em integrar a futura liga europeia, projeto que vem sendo discutido há anos e que agora ganha contornos mais concretos.
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A proposta prevê a criação de uma competição inédita no Velho Continente, unindo o peso da marca NBA à estrutura e tradição do basquete europeu. Ainda sem data oficial de estreia, a meta de trabalho segue apontando para outubro de 2027 como o possível pontapé inicial.
The NBA and FIBA announced today that they will begin the process of engaging with teams and owners about joining their planned new league in Europe next month.
— ClutchPoints (@ClutchPoints) December 22, 2025
October 2027 is the working target as to when the new league may begin play. pic.twitter.com/5bLET4pc4C
Formato híbrido e caminho por mérito esportivo
Um dos pontos centrais revelados é o modelo de participação. A nova liga deve contar tanto com vagas permanentes quanto com um sistema de classificação por mérito, algo que respeita o espírito do esporte europeu.
“Queremos oferecer a qualquer clube ambicioso um caminho justo até o topo”, destacou Andreas Zagklis, secretário-geral da FIBA. A ideia é que equipes filiadas a ligas europeias possam se classificar por meio da Basketball Champions League ou de torneios ao fim da temporada.
Entre os formatos estudados, está uma liga com 16 times, sendo 12 com presença fixa e quatro variáveis, definidas a cada ano. O desenho final ainda depende de negociações, mas a mensagem é clara – a NBA busca adaptar seu modelo ao contexto europeu, sem romper totalmente com a cultura local.
Estrelas europeias e apelo global da NBA
O momento não poderia ser mais simbólico. Atualmente, cerca de um em cada seis jogadores da NBA é europeu, incluindo nomes que dominam a liga, como Nikola Jokic, Giannis Antetokounmpo, Luka Doncic, Victor Wembanyama e Lauri Markkanen.
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Essa geração reforça o apelo da expansão. Para o comissário Adam Silver, existe uma oportunidade única de transformar o basquete no continente. “Nossas conversas com os parceiros europeus reforçam a convicção de que há um enorme potencial na criação dessa nova liga”, afirmou.
O projeto ganhou força especialmente após os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Desde então, a NBA acelerou reuniões, trouxe consultorias como JPMorgan e Raine Group para avaliar aspectos financeiros e passou a estruturar o plano de forma mais agressiva.

Cidades-alvo e próximos passos do projeto
Embora muitos detalhes ainda estejam em aberto, alguns países e cidades já aparecem como fortes candidatos a receber franquias da futura liga: Londres e Manchester, na Inglaterra; Paris e Lyon, na França; Madri e Barcelona, na Espanha; Roma e Milão, na Itália; Munique e Berlim, na Alemanha; além de Atenas e Istambul.
A presença contínua da NBA na Europa também ajuda a pavimentar o caminho. Em janeiro, Memphis Grizzlies e Orlando Magic disputarão jogos de temporada regular em Berlim e Londres, reforçando a conexão com o público local.
Agora, o desafio será convencer clubes tradicionais, investidores e federações de que o novo projeto pode coexistir — e até fortalecer — o ecossistema atual. O diálogo que começa no próximo mês será determinante para definir não apenas o formato, mas o futuro do basquete europeu sob a influência direta da NBA.
Se concretizada, a iniciativa pode marcar a maior expansão internacional da história da liga, aproximando ainda mais continentes e consolidando a NBA como uma marca verdadeiramente global.
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