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NBA: 7 histórias para ficar de olho em 2025

Lucca Hoelzle

Com a chegada de um novo ano, separamos grandes narrativas que movimentarão o mundo do basquete

Mal iniciamos o ano de 2025 e a NBA já nos proporcionou uma boa quantidade de grandes jogos. Entre os exemplos mais vívidos estão as batalhas entre Nikola Jokic e Victor Wembanyama e o imparável Oklahoma City Thunder desafiando as maiores potências do Leste.

E, lado a lado com os duelos em quadra, caminham as melhores histórias da liga. Então, seguindo a tradição das listas de um novo ano, colocamos como meta acompanhar sete histórias que devem movimentar o mundo do basquete ao longo dos próximos meses.

Confira abaixo quais são elas.

Quem será capaz de destronar o Boston Celtics?

Depois da campanha imponente que garantiu o 18° título da história da franquia ao longo dos playoffs de 2024, o Boston Celtics apareceu como o grande favorito a se sagrar campeão novamente na atual temporada. Na pesquisa realizada pela NBA com os general managers de todas as equipes, os celtas lideraram a votação no quesito com ampla margem para o segundo colocado.

O time de Joe Mazzulla segue sendo dominante e cumprindo as expectativas. Até o momento, estão na segunda colocação da Conferência Leste, com 26 vitórias e dez derrotas. No entanto, alguns oponentes emergem como possíveis candidatos ao trono da liga.

Nesse sentido, Thunder, Cleveland Cavaliers e até mesmo o New York Knicks, que se recuperou de um início turbulento, aparecem como possíveis desafiantes de peso. Nos confrontos diretos contra as equipes citadas, Boston somou dois triunfos e dois reveses.

Nesta altura do campeonato, os Celtics ainda aparentam ter as melhores chances de título, até por carregar a vantagem de um time já experimentado na pós-temporada. Mas, já ficou claro que Jayson Tatum e Jaylen Brown terão que se superar para acabar com as esperanças dos principais concorrentes.

O Cleveland Cavaliers é de verdade?

O desempenho dos Cavaliers em 2024-25 já mostrou que o início avassalador de temporada (15 vitórias nos 15 primeiros jogos) não foi uma mera coincidência. A chegada de Kenny Atkinson fez muito bem às pretensões da franquia de Ohio.

Agora, a pergunta que fica é: Cleveland se consolidou como um real candidato ao título? Nos últimos anos, a equipe sofreu com quedas bruscas de desempenho nos playoffs. E, ainda que tenha a melhor campanha da liga, pode esbarrar em adversários complicados já na primeira rodada, como Philadelphia 76ers, Miami Heat ou Atlanta Hawks (contra quem saiu derrotado em duas oportunidades).

O questionamento, obviamente, só será respondido a partir de abril, visto que ainda temos um bom caminho de temporada regular pela frente. Contudo, o fato é que os Cavs vêm mostrando um basquete de altíssimo nível. Uma breve comparação entre estatísticas dessa campanha e da anterior ajuda a evidenciar esse ponto. 

Diferencial de pontos a cada 100 posses (12° para segundo), porcentagem de turnovers (19° para terceiro), eficiência nos arremessos (13° para primeiro), turnovers forçados (18° para sexto), pontos do banco (14° para sexto). Todos os quesitos passaram por saltos consideráveis, o que ajuda a explicar porque Cleveland é dono do melhor ataque da NBA no momento.

O maior beneficiado? Evan Mobley. O ala-pivô vem vivendo a melhor temporada da carreira em pontos por jogo (18,8) e aproveitamento na bola de três (41,8%) , mesmo registrando sua menor média de minutos (30,2). Seu usage, estatística que mede a quantidade de posses de bola de uma equipe que termina em arremesso, falta sofrida ou erro cometido de determinado jogador, também está no pico, com 23,2%. 

Sabemos que uma boa caminhada nos playoffs depende de fatores que extrapolam os limites da quadra. Contudo, Cleveland parece pronto para seu maior teste, e a evolução de Mobley em praticamente todos os aspectos ofensivos mensuráveis pode ser fundamental para o sucesso coletivo.

Quanto o Oklahoma City Thunder de Mark Daigneault aprendeu com seus erros?

Já que citamos o momento sublime vivido pelo Thunder, nada melhor que mergulhar na principal questão que envolve o time. Será o jovem time de Oklahoma capaz de suprir as enormes expectativas criadas a partir do desempenho da temporada regular nos playoffs da NBA? 

O questionamento é semelhante ao levantado anteriormente, sobre os Cavaliers. Entretanto, algumas diferenças no processo são evidentes. Enquanto Cleveland se reinventou como time, o Thunder segue, jogo após jogo, reforçando sua identidade e impressionando o mundo do basquete.

A campanha de 30 vitórias e cinco derrotas já era até esperada, mas, a versatilidade defensiva da equipe e a forma como vem sufocando os melhores ataques da NBA ainda saltam aos olhos. Desnecessário dizer que o Thunder tem o melhor rating defensivo da temporada, com quase quatro pontos sofridos a cada 100 posses de bola a menos que o segundo colocado (Orlando Magic).

OKC atacou seus principais problemas durante a offseason. A chegada de Isaiah Hartenstein, por exemplo, corrigiu em partes a deficiência nos rebotes. Agora, o time tem apenas um defeito recorrente que só poderá ser corrigido na pós-temporada.

Trata-se da postura dos jogadores e dos ajustes em partidas decisivas. Em 2024, pareceu não ter respostas para o Dallas Mavericks nas semifinais do Oeste. E na final da NBA Cup, diante do Milwaukee Bucks, esbarrou em um ataque sem criatividade e ineficiente quando não transformou os erros adversários em pontos de transição.

A resposta para o problema é evidente: Shai Gilgeous-Alexander. O canadense, que já havia ficado em segundo na última votação para MVP, está jogando ainda melhor. Agora, resta provar que pode liderar o time em momentos difíceis também nos jogos onde a derrota e os apagões no ataque não serão opções. 

Qual será o próximo destino de Jimmy Butler?

Impossível falar de histórias a se acompanhar sem mencionar a maior novela da NBA no momento. Jimmy Butler está suspenso pelo Miami Heat por sete jogos, em meio à situação incômoda que se encontra na Flórida. 

No entanto, parece impossível saber qual será o desfecho dessa história. O Heat está aberto a ouvir propostas pelo ala, mas seu alto salário e o contrato expirante têm assustado os possíveis interessados. Isso porque Butler já declarou que pretende testar a free agency na próxima offseason.

Esse aspecto deixa a narrativa ainda mais interessante. O próximo destino do jogador pode ser descoberto nas próximas horas. Da mesma forma que pode ser revelado apenas na inter-temporada. 

Vale a pena acompanhar os próximos capítulos, já que, a única certeza até o momento é que, a longo prazo, ele não permanece em Miami.

O céu já não parece um limite para Victor Wembanyam; está na hora do San Antonio Spurs dar o próximo passo?

Para a surpresa de zero pessoas, Victor Wembanyama já se tornou uma grande estrela da NBA. O francês, que viveu uma primeira temporada incrível, está ainda melhor na segunda, figurando até mesmo na briga por MVP

As chegadas de Chris Paul e Harrison Barnes durante a free agency evidenciaram o objetivo dos Spurs de montar um time mais qualificado ao redor do pivô, com nomes que complementam suas principais habilidades. Diante da evolução impressionante de Wemby, os texanos devem brigar por vaga no Play-In já nesta campanha. Mas, a verdadeira reviravolta pode vir na próxima offseason. 

Em meio ao Draft e ao tradicionalmente agitado mercado da liga, será que o front office vai partir para uma mudança agressiva, a fim de tornar o time um contender e aproveitar ao máximo a carreira de sua jovem estrela? As especulações recentes de que a equipe estaria interessada em De’Aaron Fox, por exemplo, podem indicar que sim, esse futuro de grandes ambições guiados por um talento geracional está mais próximo que nunca.

O que falta ao Minnesota Timberwolves?

O Minnesota Timberwolves chocou o mundo do basquete ao se desfazer de uma das suas referências técnicas e do jogador mais identificado com a franquia em Karl-Anthony Towns. Um movimento, talvez, nunca visto por times de mercados pequenos (que historicamente lutam para manter suas estrelas) tentando se manter competitivos.

Agora, é fácil ser engenheiro de obra pronta. Porém, é praticamente impossível não ser. Enquanto Towns está vivendo a melhor temporada ofensiva de sua carreira no potente New York Knicks, os Wolves parecem presos em uma crise de identidade cíclica. 

Os principais números não são tão diferentes dos observados na última temporada. Contudo, basta assistir a um jogo do time para perceber que não há sintonia. Não dá para dizer que as chegadas de Donte DiVicenzo e Julius Randle atrapalharam. Até porque Minnesota tem o melhor rating ofensivo da liga com os dois em quadra ao lado de Nickeil Alexander-Walker, Naz Reid e Anthony Edwards.

Talvez a queda de desempenho esteja atrelada aos veteranos Mike Conley e Rudy Gobert, que desempenham papéis fundamentais no plantel e não conseguem repetir nem de longe o nível apresentado em 2024-25. Fato é que Chris Finch e o front office terão que detectar rapidamente a principal lacuna a ser preenchida, já que estamos a menos de um mês do trade deadline.

Quem vai ficar com Cooper Flagg?

Já era de se esperar que a briga pela primeira escolha do Draft de 2025 fosse acirrada, diante da presença da jovem sensação Cooper Flagg. Agora, com o ala desfilando seu talento pela tradicional universidade de Duke e a metade da temporada se aproximando, a disputa parece mais viva que nunca.

Flagg é um talento geracional de 18 anos e 2,06 metros de altura, chancelado por grandes estrelas da NBA. Atualmente tem médias 17,4 pontos, 8,4 rebotes e 3,6 assistências na NCAA. 

Três equipes do Leste aparecem empenhadas na missão de conquistar a chegada do jogador: Washington Wizards, Charlotte Hornets e Toronto Raptors. Outras, como o Brooklyn Nets, estão fazendo de tudo para entrar nesse bolo. Já no Oeste, Utah Jazz e Portland Trail Blazers também parecem fortes concorrentes. 

Contudo, a pior campanha está nas mãos do New Orleans Pelicans, fortemente prejudicado pelas lesões no início da temporada. A possível chegada de Flagg pode impulsionar movimentações importantes envolvendo grandes nomes da equipe, como Zion Williamson e Brandon Ingram. 

Flagg é, com certeza, o jovem atleta mais falado do momento. Assim, será interessante acompanhar os desdobramentos de sua chegada à liga, já que se trata de uma peça que pode alterar o futuro da sortuda franquia que for presenteada com a primeira escolha geral.

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Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.

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