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Murray sobre gripe no jogo 6: ‘Não passou pela minha cabeça não jogar’

Lucca Hoelzle

Armador superou sintomas e dificuldades na respiração para ser parte fundamental de triunfo dos Nuggets na quinta-feira

Nesta quinta-feira (15), Jamal Murray adicionou mais uma grande atuação ao seu já extenso currículo de playoffs da NBA. O grande desempenho do armador foi decisivo para a vitória do Denver Nuggets, que igualou a série de semifinal da Conferência Oeste contra o Oklahoma City Thunder em 3 a 3, forçando o jogo 7. O detalhe é que o jogador sofreu, ao longo de todo o dia, com os sintomas de uma gripe. Mas, isso não se tornou motivo para que ele nem mesmo considerasse ser ausência.

“Não. Eu acordei me sentindo mal, fui para a clínica e realizei testes para diversas doenças, todos deram negativo. Então, estou feliz por isso. Mas, não passou pela minha cabeça não jogar. Estou feliz que garantimos a vitória e conseguimos nos mantermos vivos na série”, disse, em entrevista coletiva, após a partida.

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Mesmo lidando com o problema, o camisa 27 esteve em quadra por 42 minutos, maior marca do time. Assim, anotou 25 pontos, pegou oito rebotes e distribuiu sete assistências. Além disso, liderou os Nuggets em plus/minus, com um saldo positivo de 28. Ajudou ainda a equipe a construir a vantagem do primeiro quarto, com 11 pontos no período, acertando quatro dos cinco arremessos tentados. A missão, porém, como ele mesmo confessou, não foi nada fácil.

“Tudo estava meio que me incomodando. Quando o jogo começa, o time precisa de você, a adrenalina toma conta, você acerta um arremesso ou outro, ou sei lá. Você apenas aprende a lidar com isso e joga assim mesmo”, continuou.

David Adelman, treinador interino de Denver, acompanhou de perto o esforço de Jamal Murray para fazer parte do duelo decisivo. De acordo com o comandante, o armador realizou um tratamento com fluidos intravenosos e medicamentos ao longo de todo o dia, e teve problemas respiratórios durante a disputa do jogo.

Quem também reconheceu o desempenho de Murray foi o companheiro Julian Strawther. Saindo do banco, Strawther anotou sua maior pontuação em um jogo de pós-temporada na carreira, com 15. Quatro dos cinco arremessos convertidos pelo camisa 3 tiveram assistência do canadense, em especial na reta final do terceiro quarto, quando os donos da casa voltaram a disparar na liderança.

“Jamal é apenas diferente. Ele funciona em uma frequência diferente. E sabemos que ele é um dos caras mais durões da liga”, finalizou Strawther.

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Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.

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