Mark Cuban, ex-dono dos Mavericks, defendeu 'modus operandi' do GM Nico Harrison e usou o campeão Thunder como exemplo de sucesso
Foto: Jerome Miron-Imagn Images
A última temporada da NBA foi marcada por reviravoltas e críticas intensas, e o Dallas Mavericks estiveram no centro das atenções. Bem como, a franquia causou espanto ao negociar sua maior estrela, Luka Doncic, com o Los Angeles Lakers, decisão que gerou forte reação negativa dos torcedores.
Dessa forma, muitos colocaram a culpa no general manager Nico Harrison e na nova gestão, alegando que o futuro da equipe foi comprometido.
Esperança se reacende com primeira escolha do Draft
Apesar disso, da grande insatisfação da torcida, a sorte parece ter virado. Então, os Mavericks conquistaram a primeira escolha no Draft da NBA 2025 e selecionaram Cooper Flagg, um dos prospectos mais promissores dos últimos anos. A chegada do jovem reacendeu o entusiasmo em Dallas e abriu uma nova janela de oportunidades para a franquia.
Quem também acredita nessa reconstrução é Mark Cuban, antigo dono majoritário e agora acionista minoritário dos Mavs. Em entrevista à SiriusXM NBA Radio, Cuban saiu em defesa de Harrison e explicou que decisões impopulares nem sempre são erradas.
“Deixei o Steve Nash sair, e a cidade me odiou por muito tempo. Ele foi MVP duas vezes e eu não recebi nada em troca”, comentou Cuban, dando um exemplo de ‘erro’ em sua gestão no passado.
“I let Steve Nash go, and the whole town hated my ass for a long time” 🤣🤣@mcuban joins @termineradio, @jumpshot8, & Ryan McDonough – hear why he still has confidence in Nico Harrison
Mark Cuban destacou que o papel de um GM vai muito além das movimentações em quadra. Portanto, com as novas regras do acordo coletivo (CBA) e o impacto do chamado segundo apronte salarial, montar um elenco competitivo exige mais estratégia do que nunca. “O Nico tem feito isso. Estendeu contratos de quase todo mundo, exceto PJ Washington, e isso nos dá cada vez mais margem de manobra no futuro”, afirmou.
Ele ainda citou o exemplo do Oklahoma City Thunder, que renovou com vários jogadores antecipadamente. A lógica por trás da estratégia, segundo Cuban, está no crescimento anual do teto salarial. “Eles sabem que o cap vai subir 10% por ano, então é inteligente fechar esses contratos agora”.
Por fim, a aposta é clara: estabilidade financeira, juventude promissora e uma direção firme no comando. Agora, com Cooper Flagg no elenco e apoio interno consolidado, os Mavericks buscam virar a página e retomar o caminho das vitórias.
Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.