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LeBron James sugere mudança nas regras da NBA

Gustavo Assef

LeBron criticou a regra do mínimo de 65 jogos e ainda explicou a diferença da atual NBA para as décadas de 1980 e 1990

LeBron James fez sua primeira partida na NBA no dia 29 de outubro de 2003. Naquela época o YouTube, onde muitos assistem os melhores momentos da liga hoje em dia, ainda nem existia, assim como o iPhone, o Facebook, o Spotify, o Uber e diversas outras coisas que alteraram completamente como nosso cotidiano funciona hoje em dia. Porém, as mudanças não ficaram apenas para fora das quadras e também aconteceram dentro do jogo da NBA.

Umas foram feitas de forma artificial e impostas pela própria liga, enquanto outras foram o processo natural e inevitável ao longo do tempo, considerando a evolução das tecnologias e do conhecimento sobre o jogo. Entre todas elas, uma em específico chama a atenção de LeBron James, que pede por seu fim. O jogador do Los Angeles Lakers argumentou, no Mind The Game desta terça-feira (27), que a NBA deveria acabar com a regra dos 65 jogos, número mínimo para um jogador competir por prêmios individuais e por fazer parte dos All-NBA Teams.

“Quero que os fãs entendam que jogar 82 partidas nos anos 80 e 90 não é a mesma coisa que jogar 82 jogos nos anos 2020… A forma como jogamos hoje, o ritmo e a velocidade em que atuamos, fazem com que seja um jogo completamente diferente”, comentou LeBron. “Por causa disso, há muito mais lesões de tecidos sensíveis, quando eu entrei na liga, a maior preocupação em termos de lesão era algo como uma entorse alta de tornozelo… hoje, a nova ‘entorse alta de tornozelo’ é a panturrilha”.

Nesta temporada Giannis Antetokounmpo já não estará mais elegível para as premiações uma vez que novamente se lesionou e Nikola Jokic pode perder apenas mais dois jogos até o fim da temporada regular caso ainda queira brigar pelo prêmio de MVP. Além da glória individual, isso também afeta o bolso de jogadores que possuem válvulas de contrato atreladas a presença em um All-NBA Team (Time Ideal da NBA). Com a regra, os jogadores podem ficar de fora de apenas 17 jogos dos 82 totais, número já atingido por LeBron nesta temporada.

A regra foi instituída pela NBA na offseason antes da temporada de 2023-24 e até hoje divide opiniões.

LeBron tem companhia, mas a regra também tem apoio em outras figuras da NBA

No Mind The Game, LeBron James estava acompanhado de Tyrese Haliburton, armador do Indiana Pacers que está fora da temporada por conta de um rompimento no tendão de Aquiles no jogo 7 da última NBA Finals. Em 2024, ou seja, na primeira temporada com a nova regra Haliburton comentou que “é uma regra estúpida”. Na ocasião, o armador conseguiu quatro jogos acima do mínimo permitido e foi eleito para o All-NBA.

Além disso, Giannis Antetokounmpo recentemente, quando ainda tinha chances de cumpri-la, falou sobre a regra e como ela torna difícil a vida de um jogador que constantemente chega na pós-temporada do ano anterior, que consequentemente tem menos tempo de descanso para a nova maratona.

“Se você quer ser um jogador realmente bom, ajudar seu time a ir longe nos playoffs e depois voltar e jogar 65 partidas de novo… é complicado. Fui All-NBA nos últimos nove anos seguidos — sete vezes no primeiro time. É difícil manter a consistência. Simplesmente, colocar essa regra não te dá margem de erro. A margem é muito pequena: você tem uma lesão e já está fora da corrida. Talvez, eu não consiga. Jokic, talvez, não consiga. LeBron não vai conseguir. Wemby, talvez, não consiga”, disse Antetokounmpo.

Inclusive, o ala-pivô revelou que inicialmente gostou da regra uma vez que o beneficiava por ser jovem, mas que com a idade chegando pensa cada vez mais “ah, tira isso, tira isso”. Já na pegada do “tanto faz”, Luka Doncic, companheiro de LeBron James, falou em 2024 que acha a regra ok e que apenas iria se adaptar a ela. O curioso é que na temporada passada Doncic disputou apenas 50 jogos e, com isso, não participou do All-NBA e da corrida para MVP pela primeira vez desde que foi calouro.

Por outro lado, os ex-jogadores e o comissário Adam Silver apoiam a regra e acham justa a cobrança nos atuais atletas.

“Os fãs ficavam chateados depois de gastar dinheiro para ver seus jogadores favoritos e eles não atuarem, então meu amigo Adam Silver teve que tomar uma atitude e implementar a nova regra. Bom para a liga, para as emissoras nacionais e locais, para os patrocinadores, para a NBA e para os TORCEDORES!”, disse Magic Johnson.

“Acho que [a regra dos 65 jogos] tem sido muito positiva… Andre Iguodala é o presidente da Associação de Jogadores. Ele perguntou se isso é algo que deveríamos analisar. Eu disse: ‘Vamos esperar até o fim da temporada.’”, disse o comissário Adam Silver durante a primeira temporada da regra, que permanece vigente.

Por fim, existe ainda o ex-jogador e atual comentarista Charles Barkley. Conhecido por seu jeito irreverente e brincalhão, Barkley também não foge das críticas à NBA e aos atletas atuais da liga. Assim, afirmou é a regra é “justa” e que por ele seria de até 70 jogos.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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