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Knicks: Crise se escancara após nona derrota em 11 jogos

Matheus Puk

Após derrota vexatória em casa, discurso duro de Josh Hart escancara problemas defensivos e aumenta a pressão por respostas nos Knicks

O New York Knicks vive um momento delicado da temporada 2025-26 da NBA, e na segunda-feira (19), a derrota por 114 a 97 para um Dallas Mavericks desfalcado deixou isso ainda mais evidente. Diante da torcida no Madison Square Garden, a equipe foi dominada do início ao fim, chegando a ficar 30 pontos atrás no placar. O resultado provocou vaias e, principalmente, um discurso raro de franqueza dentro do vestiário.

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Josh Hart, que voltou de lesão, não poupou palavras ao analisar o desempenho coletivo. Para o ala, é hora de reflexão profunda, individual e em grupo, sobre identidade e comprometimento. Segundo ele, o nível apresentado tem sido “embaraçoso”, especialmente no aspecto defensivo, que vem sendo um problema constante ao longo do ano.

Defesa exposta e falta de urgência

Mesmo com os retornos de Jalen Brunson e do próprio Hart ao quinteto titular, os Knicks mostraram pouca resistência. Dallas arremessou 49% de quadra e converteu 15 de 32 bolas de três, explorando com facilidade os erros de rotação e a lentidão na transição defensiva de Nova York.

“Não estamos conseguindo executar bem no ataque. Na defesa, temos sido péssimos. Temos jogado muito mal defensivamente durante toda a temporada”, disse de forma direta Hart depois do jogo.

O ponto mais alarmante foi o jogo em velocidade. Os Mavericks anotaram 32 pontos em contra-ataques, contra apenas seis dos donos da casa. A discrepância refletiu não só falhas táticas, mas também uma postura passiva, algo que incomodou visivelmente a comissão técnica e o elenco.

Jovens dos Mavericks brilham, Knicks apagam

Sem várias de suas principais peças – como Anthony Davis, Daniel Gafford, P.J. Washington e D’Angelo Russell -, Dallas encontrou protagonismo inesperado. Max Christie, em sua quarta temporada na liga, teve atuação de destaque, com 26 pontos e aproveitamento impressionante do perímetro, acertando oito de dez tentativas de três.

O contraste com os Knicks foi gritante. Ataque previsível, pouca movimentação sem a bola e uma defesa incapaz de conter ações simples colocaram a equipe em situação desconfortável. Não por acaso, Nova York perdeu nove dos últimos 11 jogos e só não tem a pior eficiência defensiva do período porque o Utah Jazz atravessa fase ainda mais crítica.

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Cooper Flagg teve outra ótima partida no seu ano de calouro e ajudou os Mavericks a derrotarem os Knicks em pleno MSG – Foto: Wendell Cruz-Imagn Images

Knicks precisam ‘olhar no espelho’ e buscar identidade

O recado de Hart foi claro: o tempo de paciência acabou. Com cerca de 40 jogos disputados, o ala afirmou que a equipe precisa atuar com senso de desespero, entendendo que a margem para erros está cada vez menor.

“Acho que todos nós precisamos fazer uma reflexão profunda, olhar para nós mesmos. Descobrir o que vamos fazer individualmente, o que vamos fazer como equipe, qual é a nossa identidade. No momento, estamos jogando um basquete vergonhoso”, disse Hart aos repórteres após o jogo, segundo a SNY.

Nas grandes ligas, independentemente do esporte, a identidade costuma ser o divisor entre times competitivos e elencos frustrados. Está mais do que claro que constância e responsabilidade coletiva sustentam campanhas vencedoras ao longo de uma temporada, evitando fases de altos e baixos.

Para os Knicks, que já provaram seu nível alto nesta temporada com a conquista da NBA Cup e agora atravessa fase tenebrosa, a lição é semelhante: talento existe, mas sem compromisso defensivo, coletividade e execução, resultados deixam de vir.

A pressão agora aumenta. Mais do que ajustes pontuais, os comandados de Mike Brown precisam reencontrar urgência, identidade coesão e propósito antes que a temporada escape de vez.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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