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A melancólica queda dos Kings e trocas que gostaríamos de ver por Sabonis, LaVine e cia

Lucca Hoelzle

Dois anos depois de quebrar a maior seca de playoffs vigente nos esportes americanos, Sacramento se vê novamente em situação difícil

Após a disputa do primeiro quarto da temporada regular da NBA em 2025-26, o Sacramento Kings despontou como o primeiro time a entrar em uma crise. Não me entenda mal, várias outras equipes estão enfrentando momentos desesperadores e performando abaixo da expectativa geral (não é mesmo, Los Angeles Clippers, New Orleans Pelicans e Dallas Mavericks?). Porém, a franquia californiana já parece adiantada na execução de um possível ‘plano B’. E, de acordo com as informações recentes, pode estar perto de realizar uma verdadeira implosão em seu elenco.

Basta assistir a um jogo dos Kings para perceber que algo está errado. O quinteto inicial é formado por jogadores talentosos, mas de características similares ou excludentes, quase nunca complementares. As rotações defensivas não funcionam, o que resulta na sétima pior defesa de toda a liga, e também em discursos acalorados do treinador Doug Christie, que não hesita em expor seus próprios jogadores em entrevistas. 

O ex-atleta, por sinal, também tem suas responsabilidades no mau momento do time. Nem mesmo o lado ofensivo, que costumava ser o ponto forte de Sacramento ao longo dos últimos anos, vem funcionando da melhor maneira. Assim, aparece como o terceiro pior em rating ofensivo (pontos marcados a cada 100 posses de bola). Quase nada tem dado certo na capital da Califórnia, e as mudanças parecem apenas questão de tempo.

Do fim da seca ao fundo do poço: o novo declínio dos Kings

A pouco mais de dois anos, Sacramento era um dos times do momento na badalada Conferência Oeste. Terceiro colocado na tabela ao fim da temporada regular, se preparava para disputar sua primeira série de playoff desde o dia 5 de maio de 2006, quando um elenco liderado por Mike Bibby, Ron Artest e Kevin Martin caiu em seis jogos diante do San Antonio Spurs de Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, ainda na rodada inicial.

Se naquela ocasião os Kings apareciam como azarões frente ao então atual campeão Spurs, 17 anos depois a história era outra. O adversário era, mais uma vez, o atual campeão. Dessa vez, no entanto, o temido Golden State Warriors, de Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green, e que havia acabado de reacender a sua dinastia com a primeira conquista desde 2018.

Desta vez, o mando de quadra era favorável, e a febre do ‘light the beam’ transformava o Golden 1 Center em um dos ambientes mais hostis para os visitantes em toda a liga. Em uma série das mais disputadas e divertidas daquela pós-temporada, os Kings venceram o jogo 6 longe de seus domínios e garantiram a chance de decidir a classificação em casa.

Curry, então, deu uma resposta à altura do desafio: com um jogo 7 de 50 pontos, frustrou a fanática torcida adversária e despachou o simpático time da luz roxa. Há quem diga que, se De’Aaron Fox estivesse saudável – atuou com um dedo da mão quebrado desde o jogo 4 -, a história seria outra. E, de fato é possível imaginar desfechos diferentes com o grande craque da equipe em suas melhores condições.

Apesar da eliminação, os Kings iniciaram a preparação para a nova temporada recheados de boas expectativas. O momento era tão bom que a troca de Tyrese Haliburton por Domantas Sabonis, realizada com o Indiana Pacers, ainda era comemorada e considerada uma vitória para os dois lados. Mike Brown era o atual vencedor do prêmio de técnico do ano e trazia toda a experiência dos tempos de assistente dos próprios Warriors para os vestiários de seu novo time.

E então, sem muitos precedentes, tudo começou a ruir. A terceira posição do Oeste em 2023 se transformou na nona no ano seguinte, ainda que a franquia tenha conquistado apenas duas vitórias a menos. E, novamente, se desenhou um confronto contra Golden State, desta vez muito mais dramático, pelo sempre tortuoso Torneio de Play-In. 

Apesar do fantasma do jogo 7, Sacramento se vingou e eliminou os carrascos sem muitos sustos, a partir de um desempenho brilhante do jovem Keegan Murray. E então, veio a crueldade do Play-In: uma vitória pode não ser o suficiente para a classificação. E, entrando como nono colocado, os californianos precisariam vencer também o New Orleans Pelicans. A ausência de Zion Williamson garantia o favoritismo aos Kings. Pouco adiantou: derrota em uma atuação frustrante e mais uma eliminação dolorida, agora sem asteriscos envolvendo a saúde de suas estrelas.

A tempestade, que começou a se formar em 2023-24, se transformou em avalanche na temporada seguinte. Depois de iniciar a campanha com 18 derrotas e somente 13 vitórias, a direção optou pela demissão de Brown, poucos meses depois de oferecer ao comandante uma extensão contratual milionária válida por três anos. A decisão não agradou a Fox e os rumores de que o armador não assinaria uma renovação se transformaram em um pedido de troca do astro, grande líder da franquia desde que foi selecionado na quinta posição do Draft de 2017.

Seu desejo foi atendido e, em um piscar de olhos, o pilar da equipe no presente e no futuro vestia o uniforme do San Antonio Spurs. Para piorar, Sacramento até conseguiu três escolhas de primeira rodada pelo camisa 4, mas perdeu a oportunidade de beliscar um dos jovens talentos da equipe texana – em especial Stephon Castle, vencedor do prêmio de novato do ano.

Jan 3, 2024; Sacramento, California, USA; Sacramento Kings head coach Mike Brown talks with guard De'Aaron Fox (5) during the third quarter against the Orlando Magic at Golden 1 Center. Mandatory Credit: Sergio Estrada-USA TODAY Sports
Grandes responsáveis pelo retorno dos Kings aos playoffs, Mike Brown e De’Aaron Fox deixaram a franquia menos de dois anos depois – (Foto: Sergio Estrada-USA TODAY Sports)

Fox abriu a porteira; Sabonis, LaVine e DeRozan devem ser os próximos

Durante a offseason, o proprietário dos Kings, Vivek Ranadivé, conhecido por suas decisões contestáveis, resolveu recalcular a rota. Monte McNair foi demitido do cargo de general manager, e Scotty Perry, dono de uma longa carreira de 25 anos nos escritórios da NBA, assumiu. 

Na inter-temporada, a postura foi cautelosa, sem grandes movimentações. Porém, o péssimo início em 2025-26 alterou o curso do planejamento. E, de acordo com as informações recentes, a franquia está preparada para apertar o botão de reset e virar a página.

A princípio, apenas dois nomes estão a salvo: Keegan Murray e Nique Clifford. Com exceção da dupla de jovens, todos os outros jogadores do elenco estão disponíveis para negociações. E, nesse sentido, as maiores dúvidas estão relacionadas ao futuro de Domantas Sabonis, DeMar DeRozan e até mesmo Zach LaVine, um dos ativos recebidos na troca de Fox.

Nenhum dos três citados se encontra na melhor fase de suas carreiras – pelo contrário, todos estão registrando alguns dos piores números recentes. Mas, ainda contam com um histórico positivo de ótimo desempenho e devem atrair interesse de diferentes franquias, em especial Sabonis e LaVine. 

Pensando nisso, o The Playoffs separou ideias de trocas envolvendo o trio (e alguns outros jogadores como bônus), com propostas detalhadas e uma explicação por trás de cada uma das sugestões.  

Confira!

Domantas Sabonis

Começamos pelo principal ativo. Ao longo das últimas três temporadas, Sabonis acumulou duas seleções para os times All-NBA e uma para o All-Star Game (sendo constantemente citado como um dos ‘esnobados’ no jogo das estrelas). O pivô tem limitações defensivas que o acompanham ao longo de toda a carreira e, aos 29 anos, não dão indícios de mudança.

Apesar disso, ele compensa, em partes, sendo um dos melhores reboteiros da NBA (liderou a liga no quesito nos últimos três anos) e também um jogador criativo no ataque. Pontuador eficiente no garrafão, o lituano tem uma visão de jogo pouco característica para jogadores do seu tamanho, e trabalha muito bem em jogadas de pick’n roll, handoff e post up, especificamente.

Troca 1: Chicago Bulls

Primeiramente, qualquer ideia de troca envolvendo o Chicago Bulls parte do princípio de que a franquia não tem interesse em uma reconstrução, ideia defendida por muitos mas que não parece estar nos planos da franquia. Depois de um bom início de temporada, os Bulls já aparecem apenas na nona posição da Conferência Leste.

Apesar disso, ganharam, com o novo contrato de Josh Giddey, aquele que parece ser um dos melhores custos-benefícios da liga. O armador vem tendo um excelente desempenho, e a chegada de Sabonis poderia abrir um novo leque de opções para o jovem australiano.

A começar pelo pick’n roll: Chicago está no top 10 de tentativas por jogo, mas é apenas o 18° em eficiência. Muito porque Giddey tem em Nikola Vucevic seu principal parceiro. O montenegrino também vive uma temporada competente, mas é um jogador de características diferentes, que fica mais confortável em espaçar a quadra e não em rolar para o garrafão. 

Por falar em garrafão, os Bulls são o terceiro time que mais pontua na área pintada, com média de 54 pontos por jogo. Surpreendentemente (ou não), Vucevic é apenas o nono jogador DO ELENCO com mais arremessos convertidos próximo à cesta por partida. 

Sabonis, por sua vez, mesmo vivendo uma temporada abaixo do que pode, é o quinto melhor de toda a NBA no quesito até o momento. A comparação no post up também favorece o lituano. Enquanto ele gera 0,94 pontos por posse de bola no poste baixo, de costas para a cesta, Vucevic gera 0,75. 

A diferença parece pouca, mas, fica ainda maior quando observamos a frequência. Vucevic realiza jogadas do tipo em 14,8% de suas posses ofensivas, enquanto Sabonis o faz em apenas 10,1. Sua eficiência deve ser mais que suficiente para ajudar os Bulls, que são o pior time da liga em pontos produzidos por jogadas no poste baixo. 

Por fim, defensivamente, Sabonis não oferece nada muito diferente do que faz Vucevic. Mas, é mais jovem, e pode render bons frutos em uma dupla de qualidade ao lado de Giddey, visto que os Bulls, há algum tempo, parecem dispostos a se desfazerem do montenegrino. Do outro lado, os Kings ganham ativos de Draft para o futuro e contratos expirantes.

Ideia de troca:

  • Chicago recebe Domantas Sabonis e uma escolha de segunda rodada de 2029
  • Sacramento recebe Nikola Vucevic, Zach Collins e duas escolhas de primeira rodada (2026 via Blazers – protegida top 14 – e 2029)
Sabonis e Vucevic
Troca de Vucevic por Sabonis poderia revitalizar garrafão dos Bulls – (Foto: Kamil Krzaczynski-USA TODAY Sports)

Troca 2: Golden State Warriors

Se Chicago pode ser ainda mais forte no garrafão com a chegada de Sabonis, o Golden State Warriors pode se transformar pelo menos em um time decente no quesito com o lituano no elenco. Atualmente, os californianos são a segunda pior equipe em média de pontos na área pintada, e o décimo pior em post ups. 

Defensivamente, Golden State vem conseguindo se segurar durante a temporada. Hoje, os comandados de Steve Kerr têm o décimo melhor rating defensivo (pontos cedidos a cada 100 posses de bola). No entanto, o ataque é que vem sofrendo, principalmente por conta da dependência de Stephen Curry. Os Warriors contam com a nona pior unidade ofensiva e, nos minutos de descanso do camisa 30, se transformam na segunda pior. 

A simples presença de Sabonis ajudaria a melhorar esse índice. Além disso, a habilidade do lituano em fazer bloqueios e em passar a bola poderiam ser fundamentais para o sistema ofensivo dos Dubs, orientado a partir da gravidade e da movimentação de Stephen Curry e dos vários cortes em direção à cesta e screens fora da bola.

O fato de Sabonis não ser um arremessador eficiente no perímetro pode dificultar, por vezes, o encaixe, especialmente com Draymond Green. No entanto, nada melhor que incluir o lituano no time que mais acerta arremessos triplos por partida, com média de 16,1. A dupla ainda pode dividir a quadra em momentos pontuais, se revezar na posição de pivô ou dividir minutos ao lado de Al Horford, a depender das necessidades de cada momento dos jogos.

Diante do grande interesse dos Kings em Jonathan Kuminga ao longo da offseason, Golden State poderia até mesmo tentar uma negociação que não envolvesse seus ativos de Draft.

Ideia de troca:

*Como Kuminga assinou uma extensão recente, ele só está disponível para trocas a partir do dia 15 de janeiro

Oct 9, 2024; Sacramento, California, USA; Sacramento Kings forward Keegan Murray (13) defends against Golden State Warriors forward Jonathan Kuminga (00) during the first quarter at Golden 1 Center.
Kings tentaram troca por Kuminga ao longo da offseason (Foto: Ed Szczepanski – Imagn Images)

Troca 3: Memphis Grizzlies

Assim como os times mencionados acima, o Memphis Grizzlies também está entre os dez piores em todos os quesitos que Sabonis pode ter grande impacto positivo (pontos no garrafão, pontos em post up e etc). Além disso, a equipe precisa de profundidade na posição, visto que Brandon Clarke e Zach Edey vem sofrendo com lesões (ainda que o segundo tenha voltado em boa fase nos últimos jogos).

Mais que isso, porém, Sabonis pode ser o melhor parceiro de pick’n roll de toda a carreira de Ja Morant. Durante a última temporada, Memphis tentou inovar a partir de um ataque com poucas jogadas de bloqueio e muitos ataques em mano a mano, como vem fazendo agora o Miami Heat. Ao contrário do que acontece na franquia da Flórida, porém, a estratégia não funcionou, e serviu apenas para frustrar sua principal estrela.

Morant viveu os melhores momentos de sua carreira atacando em situações de pick’n roll, especialmente com Steven Adams e Jonas Valanciunas. Em 2022-23, quando terminaram na segunda posição do Oeste, os Grizzlies estavam em nono lugar entre os times que mais utilizavam jogadas de pick’n roll definidas pelos armadores. Também estavam na metade de cima da liga em handoffs, outra especialidade de Sabonis.

Atualmente, o armador vive um clima de ‘guerra fria’ com a franquia, insatisfeito com sua função no time. E, como a direção não parece disposta a trocá-lo, garantir um grande parceiro de pick’n roll poderia ser um bom início para estreitar novamente os laços com sua principal estrela.

Ideia de troca:

  • Memphis recebe Domantas Sabonis
  • Sacramento recebe Kentavious Caldwell-Pope, Brandon Clarke, John Konchar, uma escolha de primeira rodada de 2031 (protegida top 3) e duas escolhas de segunda rodada (2029 via Portland e 2031)
Domantas Sabonis e Jaren Jackson Jr
Garrafão com Sabonis e Jackson Jr. se tornaria um dos mais talentosos da liga – (Foto: Sergio Estrada-Imagn Images)

Zach LaVine

Ainda que vivendo uma boa temporada pelos Bulls em 2024-25, LaVine acabou envolvido na troca de De’Aaron Fox mais como um contrapeso salarial do que como qualquer outra coisa. De repente, se viu em um quinteto titular que já contava com outro jogador de características semelhantes e que também precisa da bola nas mãos para ser produtivo em DeMar DeRozan.

Como era de se esperar, a experiência pessoal do ala-armador em Sacramento também não vem sendo das melhores. Sua média de 20,1 pontos na atual campanha é a pior desde a última pelo Minnesota Timberwolves (2016-17), considerando apenas temporadas onde ele disputou mais de 30 jogos.

No entanto, ele também vem registrando o menor usage (porcentagem de posses que terminam com um arremesso ou uma falta sofrida pelo jogador) desde a mesma temporada em questão, quando ainda jogava pelos Wolves. 

Assim como Sabonis, LaVine também tem suas questões, em especial defensivas. Porém, ainda é um pontuador competente, com um bom aproveitamento. E o contrato que costumava assustar possíveis pretendentes já está em seu penúltimo ano de validade, com um salário de US$ 47,4 milhões em 2025-26. 

No entanto, o jogador conta com uma player option na próxima offseason. Caso consiga encontrar uma nova casa, a ideia de recusá-la e assinar um contrato de maior duração, mas de menor impacto para o time que apostar em seus talentos é perfeitamente possível.

Troca 1: Milwaukee Bucks

Diante da informação de que o Milwaukee Bucks está de olho na situação de LaVine em Sacramento, publicada recentemente pelo jornalista Michael Scotto, não foi difícil definir a franquia do Wisconsin como um dos destinos possíveis. E, dentro de quadra, a mudança pode fazer sentido para os dois lados. 

Milwaukee começou bem a temporada, mas vem sendo um desastre ofensivo na ausência de Giannis Antetokounmpo. Dono do segundo pior ataque da liga nos últimos quatro jogos, período que coincide com a lesão na virilha do grego. A matemática é simples: garantir mais um pontuador primário pode garantir um alivio a Giannis que, quando saudável, vinha tendo algumas das melhores apresentações de sua gloriosa carreira.

A defesa dos Bucks, por outro lado, está longe de ser incrível, mas é um primor quando comparada a dos Kings. Os californianos, por sua vez, ganham uma ajuda necessária para o frontcourt em Bobby Portis e alguns ativos de Draft.

Ideia de troca:

  • Milwaukee recebe Zach LaVine
  • Sacramento recebe Kyle Kuzma, Bobby Portis, Gary Harris e uma escolha de primeira rodada (2032 / protegida top 14)

Troca 2: Los Angeles Clippers

Mantendo a conversa em times que estão desesperados, LaVine pode ajudar o Los Angeles Clippers a, pelo menos, competir mais. A maior parte dos problemas da equipe até aqui vem do lado defensivo. Porém, o ataque também não está lá mil maravilhas, e a pressão sob James Harden é preocupante quando levamos em consideração que o ex-MVP já está na casa dos 36 anos.

Muito por conta de Harden, os angelinos são o time que mais utiliza jogadas de isolation. LaVine também é um especialista em isolation, e pode brilhar especialmente nos momentos de descanso de Harden. Não parece ideal trazer um contrato de US$ 47 milhões cujo encaixe com o ‘barba’ possa ser tão questionável quanto vinha sendo o de Bradley Beal. Contudo, não existem dúvidas de que o o ala-armador tem muito mais lenha para queimar que Beal.

LaVine está longe de ser o sonho dos torcedores dos Clippers. Mas, a franquia não pode nem mesmo se dar ao luxo de perder, visto que não controla suas escolhas no Draft, e precisa desesperadamente de ajuda em ambos os lados da quadra. Mesmo que os problemas defensivos pareçam piores, eles são também mais fáceis de serem resolvidos a partir das entradas de Derrick Jones Jr., Kris Dunn e companhia. Os ofensivos, não.

Do outro lado, Sacramento não consegue tantos ativos de Draft, mas alivia o clima que já não é dos melhores com LaVine no elenco e recebe um belo respiro financeiro no contrato expirante de John Collins.

Ideia de troca:

Zach LaVine e James Harden
Chegada de LaVine poderia reduzir pressão ofensiva sobre Harden nos Clippers – (Foto: Darren Yamashita-Imagn Images)

Troca 3: Philadelphia 76ers

Trocar um jogador com um alto salário e em momento de baixa não é das tarefas mais fáceis. Muitas vezes, portanto, a resposta pode ser trocá-lo por outro jogador de alto salário e mau momento. E essa é justamente a proposta de uma negociação com o Philadelphia 76ers

Os Sixers realizaram um movimento arriscado ao assinar um contrato máximo com Paul George na free agency do ano passado. E essa aposta caminha, cada vez mais, para um desfecho negativo na Pensilvânia. Depois de um período se recuperando de uma cirurgia no joelho, George estreou na temporada e vem colecionando atuações competentes, se movimentando com mais facilidade que o esperado.

Essa pode ser a hora perfeita para uma transação. Em LaVine, Philadelphia recebe uma arma ofensiva sólida, que não tem histórico de lesões preocupante e que pode ajudar a desafogar a pressão em cima de Tyrese Maxey. Além disso, no hipotético cenário de um Joel Embiid saudável, o ala-armador também proporciona um encaixe interessante em relação ao camaronês, e pode se aproveitar da gravidade do companheiro para ser ainda mais letal.

Os Kings, por sua vez, recebem uma escolha de primeira rodada pelo infortúnio de assumir o contrato de Paul George, que se encerra apenas em 2027-28. Mas, garantem também a chegada de um veterano com grande experiência e um currículo de respeito, e que pode ser ainda uma presença de vestiário importante em uma provável reconstrução.

Ideia de troca:

  • Philadelphia recebe Zach LaVine
  • Sacramento recebe Paul George e uma escolha de primeira rodada (2031 / protegida top 4)

DeMar DeRozan

DeRozan é, de longe, o nome mais difícil da lista para se encontrar um novo destino. Aos 36 anos, o ala vem tendo sua menor produção ofensiva desde a temporada 2012-13, a quarta de sua carreira profissional. Para se ter uma ideia, na época, o camisa 10 não havia conquistado nem mesmo a primeira de suas seis seleções para o All-Star Game. 

O salário de US$ 24,7 milhões também está longe de ser dos mais convidativos, ainda que, na próxima temporada (a última do vínculo atual), o valor garantido seja de apenas US$ 10 milhões. 

Para além das questões citadas, o estilo de DeRozan não favorece sua inclusão nos times da NBA atual. O ala é um verdadeiro mestre da meia-distância, mas um arremessador ruim no perímetro (30,1% na carreira). Apesar disso, mesmo veterano, entrega sólidos 32,9 minutos e 18,3 pontos por noite.

Por todos os motivos citados, uma eventual troca pelo jogador só faz sentido para uma única equipe no momento.

Troca 1: Washington Wizards

Não, a chegada de DeRozan não torna o Washington Wizards competitivo na Conferência Leste. Mas, pode ajudar a equipe a oferecer um pouco mais de dignidade aos seus torcedores. Não existiam dúvidas de que os Wizards entrariam na temporada 2025-26, mais uma vez, com a intenção de perder jogos e garantir uma escolha alta no Draft do próximo ano.

Essa estratégia, porém, vem sendo cada vez menos efetiva diante das regras da loteria adotadas pela liga (e aprovadas pelos próprios donos das franquias). Na última campanha, por exemplo, Washington teve a segunda pior campanha e acabou apenas com a sexta escolha geral.  

DeRozan obviamente não muda esse cenário em grande escala, mas pode ajudar para que a franquia da capital estadunidense seja menos humilhada. Os Wizars não vencem mais que 20 dos 82 jogos de temporada regular desde 2023, e não têm uma campanha positiva desde 2018. 

A presença do veterano em quadra pode surtir efeito especialmente ofensivo, e Washington atualmente tem o quarto pior ataque da NBA. Fora dela, auxilia e muito na construção de uma cultura mais vencedora, garantindo também um bom mentor para os vários jovens jogadores no vestiário.

Do outro lado, os Kings dificilmente vão conseguir bons ativos futuros por DeRozan. Na nossa proposta, recebem pelo menos o contrato expirante de Khris Middleton.

Ideia de troca:

  • Washington recebe DeMar DeRozan e Dario Saric
  • Sacramento recebe Khris Middleton
Bilal Coulibayl e DeMar DeRozan
DeRozan pode agregar experiência ao jovem time dos Wizards – (Ed Szczepanski-Imagn Images)

Bônus

Por fim, para finalizar o artigo com chave de ouro, trazemos mais duas ideias de trocas por jogadores que não parecem contar com tanto prestígio do treinador Doug Christie e podem ser melhor aproveitados em outros lugares.

  • Ideia de troca 1:
  • Indiana Pacers recebe Keon Ellis
  • Sacramento Kings recebe Ben Sheppard e uma escolha de segunda rodada
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Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.

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