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Gui Santos fala sobre nova série, Warriors e carreira em entrevista

Gustavo Assef

Gui Santos concedeu uma entrevista coletiva e falou com o The Playoffs sobre seus sonhos para a carreira e sobre a temporada dos Warriors

Trabalho, faculdade ou cursinho: com sorte aos 23 anos de idade geralmente nos dividimos entre as funções, mesmo que sem muita certeza do que fazemos. Já Gui Santos está indo para a sua terceira temporada na maior liga de basquete profissional do mundo, a NBA. Porém, se engana quem pensa que a vida de Gui Santos e dos outros jogadores é só curtição e luxo.

Pelo contrário, em sua nova série em parceria com a NBA Brasil, o jovem brasileiro conta melhor como é sua rotina. Por lá, fala sobre os altos e baixos e nos mostra um pouco mais de como é a realidade do seu dia a dia, longe de ser apenas o glamour que muitas vezes vemos pela TV. “Acho legal estar protagonizando esta série porque está mostrando um lado que ninguém vê, um lado que eu nunca falei… Tantos das dificuldades (quanto) dos momentos bons e ruins”, falou Gui Santos, em sua entrevista coletiva nesta segunda-feira (15).

“Treino mais do que todo mundo”

O brasileiro, jogador do Golden State Warriors, falou para o The Playoffs sobre este momento inicial de sua temporada, a terceira na NBA.

“Nesta temporada, nas oportunidades que eu tive de entrar e jogar minutos reais eu tive uma boa evolução em relação à temporada passada. Lógico que na temporada passada tiveram momentos em que eu estava jogando mais, essa temporada ainda não chegou esse momento”, afirmou o brasileiro.

Ainda sobre o tema, o brasileiro respondeu para o The Playoffs que neste momento da temporada a comissão técnica, geralmente, faz mais experimentos, mas que o técnico Steve Kerr já disse que confia em seu trabalho como jogador, apesar de terem jogadores na sua frente na rotação. Assim, disse que segue com sua ética de trabalho e que tem uma rotina de trabalho muito intensa. “Eu tenho que chegar lá mais cedo, treino mais do que todo mundo. Em dia de folga eu vou lá, bato bola, vou chutar, faço o que tiver que ser feito para me manter pronto”.

No entanto, também comentou que o preparo mental é o mais importante no processo, uma vez que é um desafio ficar sem jogar por dois meses e sem poder mostrar seu trabalho em quadra. Inclusive, ainda na coletiva o brasileiro comentou sobre a “brincadeira” de Anderson Varejão, que segundo Gui costuma falar que “Chegar na NBA é fácil, difícil é se manter nela.

Até aqui na temporada 2025-26, Gui Santos tem médias de 3,2 pontos e 1,9 rebote ao longo de 9,1 minutos por partida. De maneira geral, sua participação diminuiu em relação ao ano passado, quando ganhou espaço na metade da temporada e teve seu melhor momento na NBA.

Gui Santos sobre a temporada dos Warriors: “A gente tem que render e acabou”

Gui Santos

Pela segunda temporada consecutiva, os Warriors começaram muito bem nas primeiras semanas e depois sofreram uma sequência negativa. Desta vez, a franquia começou com quatro vitórias e apenas uma derrota nos cinco primeiros jogos, mas desde então tem campanha negativa de nove vitórias e 13 derrotas. Além disso, nenhum dos dois lados da bola encantam e Draymond Green já polemizou falando sobre problemas de vaidade dentro do vestiário.

Para o The Playoffs, Gui Santos comentou sobre estes primeiros momentos da temporada regular e como é a dinâmica dentro do vestiário, que tem tantos veteranos e líderes.

“Até os 15 jogos, 20 jogos, o pessoal (do elenco) estava nessa de ‘Vamos, é uma temporada é longa, a gente precisa achar (a solução para os problemas) e tudo mais’. Só que agora já são 27 jogos e o pessoal já está mais ‘Ó, já não tem mais tempo de desculpa, de vai melhorar, de a temporada é longa’, não. Agora a gente já tem que render, parar de perder jogo besta”.

Na temporada passada, Golden State trocou por Jimmy Butler no meio da campanha e conseguiu uma das melhores sequência da liga para encerrar a temporada regular. Assim, a equipe quase conseguiu fugir do play-in, mas para isso precisou desgastar Stephen Curry, Jimmy Butler e companhia. No entanto, o brasileiro lembrou que depois Curry sofreu uma lesão muscular na série de playoffs contra o Minnesota Timberwolves e a equipe foi eliminada perdendo todos os jogos sem o armador.

Dessa forma, comentou que os Warriors precisam responder rapidamente para não passarem novamente pelos mesmos problemas da temporada passada. “A gente tem que ajudar eles (Curry, Butler e Green), cada um melhorar no que pode e tentar dar esse próximo passo e acabou a desculpa de ‘tem muitos jogos’. A gente tem que render e acabou”.

Os três principais sonhos de Gui Santos para sua carreira

Como o próprio jogador falou, a série em parceira com a NBA é também uma abertura para que o público conheça mais sua rotina e, principalmente, sua personalidade. Gui ganhou notoriedade nacional quando fez sucesso no Minas, aqui no NBB, e foi para a seleção brasileira – onde já disputou competições importantes como Olimpíadas e Mundial. Além disso, o brasileiro conseguiu o feito de ser draftado e jogar na NBA, já estando em sua terceira temporada em uma das franquias mais históricas da liga.

No entanto, qual é o grande sonho de Gui Santos dentro do basquete?

“Um é me manter na liga, como eu falo na série, por mais de dez anos. Esse é meu objetivo número um. Tenho dois objetivos que são muito importantes para mim também, que é ser campeão da NBA e o terceiro, mas não menos importante, é ganhar uma medalha com a seleção, uma medalha seja olímpica ou mundial, porque para mim é sempre muito massa estar representando o Brasil, estar representando a seleção brasileira”.

Sobre isso, também comentou que muitas vezes vai para os jogos da NBA com camisa do Brasil para mostrar que é brasileiro, que “para a gente tudo é mais difícil… é muito mais difícil que qualquer americano, que qualquer lugar da Europa”.

O brasileiro está no último ano de seu contrato com os Warriors e luta para se manter na liga. Além disso, não esteve presente na última convocação da seleção brasileira por justamente estar disputando a NBA.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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