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Estudo da NBA revela que não há clara ligação entre poupar jogadores e diminuir risco de lesão

Pedro Moreira

Estudo de dez anos da NBA não tem conclusão definitiva que apoie a relação entre poupar jogadores e evitar lesões graves

Nesta sexta-feira (12), a NBA compartilhou os resultados de um estudo de dez anos da liga, em conjunto com os times, sobre os impactos de aspectos sobre os riscos de lesão dos atletas e, de modo até surpreendente, não chegou a uma conclusão clara sobre a ligação que existiria entre poupar jogadores e diminuir o risco de lesões deles.

Por anos, e até hoje, houve e ainda há muita especulação sobre a possibilidade de jogadores que frequentemente descansam, mesmo em jogos consecutivos, serem menos suscetíveis a lesões mais sérias. O estudo, conduzido por lideranças nacionais em medicina do esporte, considerou alguns fatores, como as tabelas e os números de jogos, e concluíram que o fato de poupar jogadores não é um fator decisivo a fim de prevenir lesões.

Os especialistas que conduziram o estudo pontuaram outros fatores, ao menos, tão preponderantes quanto, para a causa de contusões, como histórico de lesão, cirurgia prévia e idade. Os profissionais também enfatizaram que não descreditam a efetividade do repouso de jogadores, mas colocaram que é importante se achar um equilíbrio entre repouso e recuperação.

Os resultados do estudo chegam na primeira temporada em que a NBA implementou uma nova política sobre o load management (gestão de carga, em tradução livre), prática que as equipes proporcionaram com frequência nas últimas temporadas. Segundo a nova diretriz, jogadores considerados estrelas, por alguns critérios da liga, possuem mais barreiras para serem poupados caso não tenham um designação de lesão clara.

Por fim, o estudo ainda coloca uma estatística interessante sobre a quantidade média de jogos que as estrelas (ainda que não fique claro se é utilizado o mesmo critério da nova política aqui para um jogador estrela) perdiam no passado, em comparação com o presente. Ainda que o estudo não esclareça a natureza desta perda de jogos, nos anos 1990, as estrelas perdiam uma média de 10,6 jogos por temporada, enquanto que nos anos 2020, esse número cresceu para 23,9.

(Foto: Divulgação / NBA)

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Admirador do esporte competitivo e levado a sério, é apaixonado por basquete em todos os níveis. Desse modo, não teve como não acompanhar a NBA desde cedo, liga em que é torcedor discreto dos Trail Blazers, desde a recente época de Brandon Roy. Possui interesse na história do esporte e é um fanático por Michael Jordan.

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