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3 estatísticas que preocupam os torcedores do Los Angeles Lakers

Vinícius Ferreira

Equipe californiana tem fraquezas evidentes apesar do bom início de temporada

Passados 20 jogos na temporada regular da NBA, o Los Angeles Lakers pode afirmar com todas as letras que vive um excelente início de campanha. O time não contou com o astro LeBron James durante os 14 primeiros jogos, mas ainda assim conseguiu atingir um recorde de 15 vitórias e cinco derrotas, surpreendendo a muitos ao se estabelecer na segunda colocação de uma Conferência Oeste que contava com Denver Nuggets e Houston Rockets como favoritos na briga pela posição.

Durante a offseason, a equipe se movimentou no mercado da liga para trazer reforços em posições carentes. A adição de Deandre Ayton, Marcus Smart e Jake LaRavia fortaleceu o grupo, mas as expectativas ainda estavam muito distantes da empolgação de um segundo lugar. Foram as grandes performances de Luka Doncic e Austin Reaves no começo da temporada que elevaram os ânimos da franquia para uma possível campanha de sucesso no ‘’Oeste Selvagem.’’

Os Lakers são um bom time, mas ainda estão longe de serem perfeitos. Muitos questionamentos ainda rodeiam o elenco formado para a segunda temporada sob o comando do head coach JJ Redick e, logo de cara, algumas estatísticas deixam claro quais são os pontos fracos que podem cobrar um alto preço ao decorrer da temporada. Vamos analisar três delas:

Turnovers: 16,3 por jogo

O excesso de turnovers é a primeira preocupação a ser discutida e, inclusive, pode ser exemplificado pela última atuação da franquia na temporada. Os Lakers foram atropelados pelo Phoenix Suns nesta segunda-feira (1) em um jogo em que teve incríveis 21 erros. O rival não teve dó ao punir a marca com 32 pontos marcados através das perdas de posse.

O problema no cuidado com a bola está muito longe de ser um fato esporádico. Os Lakers cedem uma taxa de 16,3 turnovers por jogo, a quarta pior marca da liga. Apenas Washington Wizards, Portland Trail Blazers e Utah Jazz possuem uma média pior no quesito, e os três times somam um recorde de 18-42 na temporada.

Considerando a porcentagem de turnovers por posse, Los Angeles possui a pior marca da liga com 16,2. A taxa de assistências por erro não é nada melhor, com apenas 1,58 passe para cesta a cada TO cometido (sexta pior da NBA).

Ter mais consistência no cuidado com a bola é fundamental para qualquer ataque que deseja ser sustentável no longo prazo dentro da NBA. Os Lakers tendem a se fortalecer ainda mais se conseguir corrigir o problema, uma vez que apresenta recorde de 9-0 nesta temporada quando venceu a batalha dos turnovers.

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Luka Doncic cedeu nove turnovers durante duelo contra os Suns em 01/12/2025 – Foto: Gary A. Vasquez-Imagn Images

Cestas de três pontos: 11,7 por jogo

Quando se trata de eficiência ofensiva, o Los Angeles Lakers está entre os melhores times da NBA, sendo o primeiro em aproveitamento em quadra (51,3) e porcentagem real de arremessos convertidos (62,6%). O grande problema, no entanto, vem dos arremessos distantes do aro. Los Angeles é o sexto time que menos arremessa do perímetro (33,1) e, consequentemente, o sexto que menos converte chutes do tipo (11,7) por jogo.

A falta de especialistas nas bolas triplas no elenco é o principal responsável pela marca negativa. Os dois principais pontuadores da equipe, Luka Doncic e Austin Reaves, conseguiram se recuperar no quesito após um início abaixo, mas ainda estão com 34,1% e 36,4% de aproveitamento, respectivamente.

Nenhum outro jogador possui uma média superior a cinco arremessos tentados por jogo. Gabe Vincent não conseguiu manter o bom ritmo que apresentou durante a preparação e converte 37% dos três chutes que arrisca por noite. O veterano Marcus Smart tem apenas 25,4% de eficiência. Jake LaRavia, que nunca foi conhecido por sua bola tripla, converte 33,3% de suas chances.

Com o passar dos anos, a cesta de três pontos ganha cada vez mais importância na NBA e, mesmo com excelentes números em outras estatísticas ofensivas, ela certamente fará muita falta durante o campeonato.

Banco de reservas: 33,2 pontos a cada 100 posses

Os Lakers possuem um quinteto inicial formidável (especialmente pela presença de Luka Doncic jogando em nível de MVP) e até mesmo lidera a liga em pontos marcados pelos titulares (94,9). A qualidade, porém, não se estende à segunda unidade, que sofre para colocar pontos no placar quando necessário.

O banco de reservas dos Lakers contribuiu com uma média de 33,2 pontos a cada 100 posses, a pior marca da NBA. Ela também possui os menos números em arremessos tentados (26,1) e convertidos (12,4).

Jogadores que de fato podem uma maior carga ofensiva estão em falta no banco de reservas dos Lakers. O atual sexto homem, Marcus Smart, possui a defesa como foco de sua contribuição. Já nomes como Gabe Vincent, Jaxson Hayes e Dalton Knecht são pouco confiáveis.

Aqui vale pontuar que ter uma segunda unidade com alta capacidade de pontuação não é um dos principais fatores que levam um time ir longe nos playoffs – ano passado, o New York Knicks ficou na terceira colocação do Leste e chegou até as Finais de Conferência com o pior banco da liga no quesito. Em contrapartida, o desgaste dos titulares – e consequente possibilidade de lesões – se torna um fator negativo a ser considerado no decorrer da campanha.

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Lakers possuem o pior banco de reservas da liga em pontos por jogo – Foto: Kirby Lee-Imagn Images

Que conclusões os Lakers podem tirar deste números?

Em suma, os Lakers apresentaram poder para brigar pelas primeiras posições da Conferência Oeste. Sobretudo, o único fato de o elenco possuir a dupla Luka Doncic e LeBron James já coloca Los Angeles entre os favoritos da NBA, mas ainda não é o suficiente para alavancar a franquia para o topo da lista de times que passam confiança para a reta final da temporada regular e, mesmo que muito mais distante, os playoffs.

A falta de profundidade no elenco – e a consequente dependência com a pontuação do ‘big three’ – poderá se tornar um sério problema com o passar dos jogos e em duelos contra times melhor montados (como OKC, Rockets e Nuggets no Oeste).

Ainda há muito tempo para JJ Redick e o front office buscarem soluções em uma tentativa de conquistar o título em 2025-26. Enquanto isso, os Lakers parecem estar com um retrospecto inicial acima de seu real teto para a temporada.

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Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.

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