Draymond Green, ala-pivô do Golden State Warriors, afirmou que não é fã do novo acordo trabalhista da NBA. Nesta terça-feira (7), o jogador usou seu perfil na rede social Threads para criticar o impacto das novas regras de taxas e punições para equipes que excedem o teto salarial, especialmente no contexto da free agency da liga.
“Estou sentado no meu quarto tendo uma conversa com minha esposa. Impressionado com o fato de que a free agency da NBA acabou”, disse o atleta. ”Para ser sincero, ela nunca realmente começou. O nível de expectativa que antecedeu o dia 1º de julho era tão empolgante quanto os fogos do dia 4.”
“Só se pode apontar para o ‘novo acordo trabalhista’ e o second apron como os responsáveis por acabar completamente com a free agency como conhecíamos. Tristemente, estou aqui assistindo a tantos jogadores supervalorizarem o mercado e não entenderem contra o que estão lidando com as novas regras.”
O fantasma do ‘second apron’
A NBA adota o modelo de “soft cap“, que permite aos times excederem o teto salarial mediante pagamento de multas. No entanto, a introdução dos first e second apron trouxe limites adicionais com punições econômicas e esportivas mais rígidas, levando as franquias a agirem com maior cautela financeira.
Com isso, poucos times realizaram movimentos ousados nas últimas janelas. A maioria das grandes transações aconteceu via sign-and-trade, como no caso de Kevin Durant, que foi negociado com o Houston Rockets em um acordo histórico que envolveu sete franquias.
Sobretudo, o descontentamento não é exclusivo de Green. Durante participação em um programa da NBA TV, o insider Chris Haynes citou uma “figura de alto escalão” da liga que classificou a atual janela como “fraca” — o que levanta preocupações, já que a free agency costuma atrair alta visibilidade e interesse durante um período sem jogos.
Por outro lado, o novo regulamento reduziu a facilidade com que as franquias montavam supertimes em busca de títulos. Nos próprios Warriors, o presidente Joe Lacob admitiu que a manutenção de estrelas como Green, Stephen Curry e Klay Thompson no auge da dinastia (2015–2022) seria inviável sob o novo CBA. A equipe pretende evitar ao máximo as taxações no futuro.
Green quer mais voz política
O descontentamento de Draymond Green com as novas regras pode levá-lo a buscar maior representatividade política entre os atletas da liga.
“Eu deveria ser o presidente do Sindicato de Jogadores… eu poderia ajudar muito”, publicou o ala-pivô.
O atual acordo trabalhista da NBA tem validade até a temporada 2029-30, mas existe uma cláusula que permite rescisão mútua a partir de junho de 2029. Por fim, até lá, as franquias precisarão redobrar o cuidado com seus orçamentos para evitar as duras penalidades do second apron.
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