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Dupla remanescente da antiga gestão da franquia acusam atual dono do Suns de negar acesso a registros financeiros
O dono do Phoenix Suns, Mat Ishbia, está sendo processado por dois sócios minoritários remanescentes da gestão do antigo proprietário da franquia, Robert Sarver. De acordo com Baxter Holmes, da ESPN norte-americana, nesta quarta-feira (27), a dupla alega que a administração se recusa a conceder acesso a registros internos da equipe da NBA e do Phoenix Mercury, da WNBA.
A ação foi protocolada no estado de Delaware em 21 de agosto e tornou-se pública nesta quarta-feira (27). Os autores são Andy Kohlberg, fundador e CEO da Kisco Senior Living, e Scott Seldin, presidente da Kent Circle Partners.
Segundo os advogados representantes da dupla responsável pela ação, Michael Carlinsky e Michael Barlow, o objetivo do processo é obter informações sobre gastos realizados por Ishbia.
“Eles estão preocupados com a abordagem da gestão em relação aos sócios minoritários e querem mais detalhes sobre determinados gastos e aquisições de capital em que a atual administração se envolveu”, afirmaram os advogados.
Os Suns, por sua vez, se recusaram a comentar o sexto processo aberto conta a franquia desde novembro de 2024. Os outros cinco foram movidos por funcionários e ex-funcionários que alegavam discriminação, assédio, retaliação e demissões injustas.
Sarver vendeu sua participação nos Suns e no Mercury para Ishbia em 2023, logo após o início de uma investigação da NBA sobre sua conduta e cultura no ambiente de trabalho. Na época, Ishbia adquiriu 57% de controle por US$ 2,28 bilhões, enquanto Sarver se desfez de 37% de suas ações por US$ 1,48 bilhão. Dos 16 parceiros originais do antigo dono, apenas Kohlberg e Seldin não aceitaram a proposta de venda.
Na denúncia, os advogados da dupla afirmam que, em setembro de 2024, Kohlberg iniciou negociações para uma possível venda, enquanto Seldin optou por manter sua participação. As conversas se estenderam até 2025, com prazo final de resposta até 1 de junho.
No dia seguinte, porém, Ishbia teria realizado uma chamada de capital com objetivo de “pressionar e diluir” o valor das ações dos sócios minoritários. Os advogados também alegam que o proprietário “pode ter firmado acordos paralelos e não divulgados” com outros empresários ligados ao Suns, inclusive envolvendo o próprio chamado de capital.
Kohlberg e Seldin ainda afirmam que acabaram impedidos de acessar informações sobre os gastos da franquia, além de relatarem problemas no processo de financiamento do centro de treinamento do Mercury, avaliado em US$ 100 milhões.
Na última terça-feira (26), os advogados de Ishbia e do Suns enviaram uma carta aos representantes de Kohlberg e Seldin, afirmando que os sócios minoritários exigiram a compra de suas participações por US$ 825 milhões, o que elevaria o valor da franquia para aproximadamente US$ 6 bilhões — um aumento de 60% em relação à avaliação de 2023, quando Ishbia adquiriu o controle.
Em defesa, a franquia ressaltou que não há obrigação contratual de realizar a compra e acusou os sócios de utilizarem “táticas abusivas” e “ameaças de litígio infundadas” para forçar uma negociação. O posicionamento enviado também destacou que Ishbia pretende continuar investindo pesadamente no Suns e no Mercury, sem preocupações com as taxas impostas para os times que ultrapassam o teto salarial da NBA e WNBA.
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nfl Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.
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