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Ala dos Blazers disse estar frustrado com antipatia pública gerada pelo conflito que seu paÃs de origem vive no Oriente Médio
O ala Deni Avdija, do Portland Trail Blazers, quebrou o silêncio sobre a hostilidade que vem recebendo nas redes sociais por conta de sua origem israelense, país que atualmente vive um conflito com a Palestina no Oriente Médio. Em entrevista a Jason Quick, do The Athletic, publicada nesta quarta-feira (21), o jogador da NBA, que atravessa o melhor momento de sua carreira, se mostrou desapontado com a antipatia gerada por razões políticas.
“Sou um atleta. Eu realmente não me envolvo com política, porque não é o meu trabalho”, disse Avdija. “Obviamente, eu defendo o meu país, porque eu venho de lá. É frustrante ver todo esse ódio. Eu faço um bom jogo ou recebo votos para o All-Star, e todos os comentários são de pessoas me associando à política.”
“Tipo, por que eu não posso simplesmente ser um bom jogador de basquete? Por que importa se eu sou de Israel, ou de qualquer outro lugar do mundo, ou qual é a minha raça? Apenas me respeite como jogador de basquete. Você não precisa amar aquilo em que eu acredito ou a minha aparência, mas reconheça se eu sou um bom jogador. Todo esse ódio… sem motivo algum. Como se eu estivesse decidindo as coisas do mundo”, completou.
Não é novidade que a NBA é frequentemente utilizada como plataforma para manifestações políticas. Protestos contra o racismo, a violência policial e em defesa do direito ao voto são apenas alguns exemplos de ações realizadas por jogadores nos últimos anos.
O conflito entre Israel e Palestina voltou às manchetes internacionais com o início de novos ataques armados em 2023, mas as tensões na região do Oriente Médio remontam ao século XX. Sobretudo, a troca de acusações envolvendo crimes de guerra e violações de Direitos Humanos polarizou discussões nas redes sociais.
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Deni Avdija reconheceu que possui um grande espaço para tratar do tema e contribuir com seu ponto de vista. No entanto, em meio às polêmicas que rodeiam o assunto, o jogador acredita que a existência desse espaço não significa que ele deva tornar públicas suas opiniões sobre questões geopolíticas.
“Vou ser sincero: o que as pessoas esperam que eu faça?”, questionou Deni Avdija. “Este é o meu país, onde nasci, onde cresci. Eu amo o meu país, há muitas coisas ótimas nele. Mas, obviamente, nem todo mundo é informado e sabe o que está acontecendo, e isso é o que me irrita.”
“Eu sou de lá, respeito o meu país e estou ao lado dele. Sou um israelense orgulhoso, porque foi lá que eu cresci. Eu não estaria onde estou hoje se não fosse por Israel e pelo apoio que as pessoas e os fãs me deram. Mas todo esse contexto extra em torno disso? É simplesmente desnecessário”, concluiu.
Dentro de quadra, Deni Avdija segue focado em liderar o Portland Trail Blazers na briga por uma vaga no play-in da Conferência Oeste. O ala vive o melhor ano de sua carreira, com médias de 26,2 pontos, 7,1 rebotes e 6,9 assistências por jogo, números que o colocam como um dos principais favoritos ao prêmio de Jogador que Mais Evoluiu em 2026.
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Em sua segunda temporada com os Blazers após ser negociado pelo Washington Wizards, o atleta também pode fazer sua estreia no All-Star Game da NBA. O israelense recebeu mais de 2,2 milhões de votos na votação popular, superando nomes de destaque como LeBron James, Victor Wembanyama e Anthony Edwards.
Apenas Luka Doncic, Nikola Jokic, Stephen Curry e Shai Gilgeous-Alexander receberam mais votos para o Jogo das Estrelas do que o ala de 25 anos.
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nfl Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.
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