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Conceitos táticos no basquete: o que são os ‘X’s and O’s’

SAN FRANCISCO, CALIFORNIA - MARCH 31: A detailed view of the basketball clipboard used by the San Antonio Spurs against the Golden State Warriors during an NBA basketball game at Chase Center on March 31, 2023 in San Francisco, California.
(Foto: Thearon W. Henderson/Getty Images)

Alerta de conteúdo novo por aqui no The Playoffs! A ideia dessa série é mostrar o lado tático e trazer uma análise aprofundada do jogo de basquete. E explicar como as equipes da NBA (e do mundo) fazem uso das táticas e o impacto delas nos resultados. 

No basquete, principalmente na NBA, o lado tático do jogo é chamado de “X’s and O’s”. Esse termo surgiu pela forma como os treinadores desenham jogadas na prancheta. Nela, cada um dos jogadores de ataque é representado com um “O”, enquanto cada um dos de defesa é representado por um “X”.

As táticas ofensivas de uma equipe têm como objetivo criar uma vantagem e explorá-la para pontuar. Existem cinco tipos de vantagem: numérica; de tamanho ou velocidade; de posição; e espacial.

Essas vantagens podem ser criadas de algumas maneiras, entre elas as jogadas ensaiadas, chamadas de set plays. Essas jogadas são desenhadas para aproveitar as características dos jogadores e gerar condições de pontuar contra a defesa na meia-quadra.

As set plays são usadas em posses de bola específicas e treinadas e pré-definidas pelo treinador. Um exemplo do uso dessas jogadas é logo após um pedido de tempo. É possível ver os treinadores desenhando na prancheta e mostrando para os jogadores qual será a jogada e como ela deve ser executada.

Essas jogadas são chamadas de “ATOs” (“after timeout” ou “depois do pedido de tempo”) e buscam explorar padrões da defesa observados ao longo da partida e gerar uma oportunidade fácil de pontuar.

Cada jogada é composta por uma série de movimentos ensaiados, chamados de “ações”. Essas ações são encadeadas com o objetivo de gerar confusão e dificultar a vida da defesa.

Existem inúmeros tipos de ações utilizadas pelas equipes. A mais conhecida e mais utilizada na NBA e ao redor do mundo é o pick-and-roll.

O pick-and-roll é uma ação em que um jogador (normalmente o pivô ou o ala-pivô) faz um corta-luz (pick) no defensor do jogador que está com a bola (normalmente o armador) e em seguida corta em direção à cesta (roll). O objetivo é tirar o defensor da bola da jogada e, assim, criar uma vantagem numérica (5×4).

É uma ação simples, mas que pode ser muito eficaz. Ao criar a vantagem numérica, a defesa é forçada a se mexer, com outros defensores tendo que ajudar a eliminar a vantagem. Dessa maneira, o jogador com a bola pode ler o jogo e achar uma situação fácil para pontuar (lance acima).

Há outros aspectos além da tática para explicar o resultado de um jogo de basquete, mas essa é uma das formas mais “fáceis”, já que pode ser exemplificada com diagramas e lances das partidas.

Por hoje é isso! Em breve, traremos mais conceitos básicos do basquete por aqui. Até lá!

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Estudante de Jornalismo, carioca e apaixonado por esporte no geral. Começou a acompanhar esportes americanos em 2016, através da NBA e acabou criando gosto por beisebol recentemente, através do videogame. Torce para o Botafogo no futebol, mas não possui nenhum time de coração nas ligas americanas.

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