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5 trocas que gostaríamos de ver na NBA nesta temporada

Lucca Hoelzle

Confira movimentações possíveis neste início de temporada na melhor liga de basquete do mundo

Ao passo em que nos aproximamos do final do ano, os rumores de possíveis trocas começam a aumentar na NBA. Equipes que querem brigar pelo título buscam reforços, enquanto outras priorizam a chance de garantir uma escolha alta no Draft de 2025. Então, tentam se desfazer de alguns de seus jogadores mais talentosos.

Considerando as principais necessidades das franquias e as maiores oportunidades de mercado na atualidade, o The Playoffs montou uma lista com cinco movimentações possíveis após o primeiro mês de temporada. 

Confira abaixo cinco trocas que gostaríamos de ver na NBA!

Zach LaVine (Chicago Bulls) no Miami Heat

Sim, Zach LaVine tem um contrato difícil de digerir. São quase US$ 138 milhões até o fim da temporada 2027-28. No entanto, é inegável que o ala-armador é um dos mais talentosos da liga. Possivelmente, é o principal jogador notadamente disponível para troca no momento.

Então, por que não enviá-lo ao Miami Heat? A franquia da Flórida ostenta com orgulho a “cultura” criada por Pat Riley e há tempos comandada por Eric Spoelstra, onde praticamente todos os jogadores conseguem performar no ápice físico e técnico de suas carreiras. Pode ser a oportunidade de um casamento perfeito.

Em LaVine, Miami receberia um jogador de 22,7 pontos e 44% de aproveitamento nos arremessos de três na atual temporada, mesmo em um bagunçado Bulls. Dono do 13° pior ataque da liga, o Heat poderia se beneficiar e muito das qualidades ofensivas de LaVine para destravar seu ataque, especialmente em situações de meia-quadra.

Chicago, por sua vez, busca se desfazer do ala-armador, visando uma boa posição no Draft de 2024 e um alívio financeiro. Por conta disso, poderia pensar em absorver o contrato expirante de Duncan Robinson e também o vínculo de Terry Rozier, que termina ao fim de 2025-26. 

A transação, possivelmente, não precisaria envolver nem mesmo escolhas de primeira rodada. E Miami, que tem tido dificuldade para conseguir novas estrelas na free agency ou mesmo trocar por elas, garantiria um pontuador de primeira prateleira, sem abrir mão de seu futuro.

Jordan Clarkson (Utah Jazz) no Los Angeles Lakers

O triunfal retorno de Jordan Clarkson. Pode ser um bom nome para um filme, mas também uma troca que faz sentido para os dois lados. Clarkson, mais um pontuador prolífico na lista, voltaria para a equipe que o draftou em 2014 para comandar a segunda unidade do elenco. 

Experiente, o ala-armador já se provou um excelente sexto homem, e pode ajudar a reforçar o banco dos Lakers, atualmente o segundo que menos contribui com pontos em toda a NBA. 

Utah, por sua vez, vem acumulando escolhas de primeira rodada (inclusive uma do próprio Los Angeles Lakers), e também se interessa mais por uma posição alta no Draft do que por vitórias no momento atual. Se desfazer do contrato de dois anos de Clarkson e absorver um menor, como de Gabe Vincent, por exemplo – garantindo alguma escolha de segunda rodada no processo, pode ser benéfico diante do planejamento da franquia.

Nikola Vucevic (Chicago Bulls) no Memphis Grizzlies

A matemática aqui é simples: Memphis, aparentemente, quer se livrar de Marcus Smart para reforçar o time, e tem carências na posição de pivô. Já os Bulls querem se livrar de Nikola Vucevic, e podem transformar Smart em uma moeda de troca mais plausível em um futuro próximo (caso ele permaneça saudável).

O montenegrino tem deficiências evidentes na defesa, mas, os Grizzlies também são uma das franquias de maior sucesso em potencializar jogadores ‘desacreditados’, em especial no lado defensivo. No ataque, o encaixe parece quase instantâneo, já que adicionaria um excelente parceiro de pick’n roll ao letal Ja Morant. Além disso, Vucevic é capaz de espaçar a quadra quando necessário, ainda que não seja sua especialidade.

Cameron Johnson (Brooklyn Nets) no Orlando Magic

Os Nets são mais um time disposto a negociar seus principais jogadores. Assim, Cam Johnson aparece como um dos nomes que deve ser mais cobiçado. Pensando em encaixe, o Magic poderia ser um dos melhores destinos possíveis.

Dono da terceira melhor defesa da NBA no momento, Orlando tem um elenco recheado de jovens talentos, mas sofre com a falta de eficiência no perímetro. Johnson é especialista no quesito, capaz de criar seu próprio arremesso. Tem média de 42,6% (!) nas bolas de três nesta temporada, com cerca de oito tentativas por jogo. 

Dessa forma, com certeza ajudaria a melhorar o aproveitamento geral da equipe de 30,9% (pior da liga) nos arremessos de três pontos.

Cameron Johnson (Brooklyn Nets) no Houston Rockets

Não, esse não foi um erro de digitação. Johnson aparece mais uma vez na lista, muito por conta dos motivos citados anteriormente. Assim como o Magic, os Rockets têm uma defesa incrível (segunda melhor da NBA), mas também sofrem no perímetro.

O ataque de Houston está na média, porém, o aproveitamento dos arremessos de três é o terceiro pior (32,5), ficando apenas em décimo no número de tentativas por jogo. A vantagem dos Rockets em relação a Orlando são os contratos expirantes, como os de Steven Adams e Jeff Green, que podem facilitar possíveis negociações.

Aqui, ambas as franquias (Houston e Orlando) poderiam acelerar seus processos de evolução em busca de resultados mais rápidos.

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Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.

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