SaÃda de Nico Harrison dos Mavericks levantou interrogações sobre o futuro do ala-pivô; confira possibilidades
Depois de súplicas intermináveis dos torcedores, o Dallas Mavericks finalmente anunciou a demissão de Nico Harrison na terça-feira (11). Diante da saída do ex-general manager, o futuro de Anthony Davis na franquia também passou a ser colocado em cheque. Principal ativo recebido na troca que levou Luka Doncic ao Los Angeles Lakers, o ala-pivô tinha uma relação pessoal próxima com o executivo desde os tempos em que a dupla trabalhou junta na Nike.
Mesmo diante dos crescentes rumores sobre possíveis trocas envolvendo o veterano, uma eventual despedida dos Mavericks ainda parece bem distante da realidade. Primeiro pelo fato de que Davis se encontra novamente lesionado. Após sofrer um estiramento na panturrilha, o jogador ficou fora dos últimos sete compromissos da franquia na temporada 2025-26 da NBA.
Segundo informações recentes da ESPN americana, ele tentou convencer os representantes do front office de que já estaria pronto para um possível retorno ao longo dos últimos três jogos. Apesar disso, Patrick Dumont, proprietário dos Mavs, vetou a volta do astro diante do risco de uma possível lesão mais grave. Agora, o mandatário é o responsável final por dar o ‘sinal verde’ para o regresso do atleta.
Sem participar das partidas recentes e lidando com problemas físicos insistentes, Davis viu seu valor de mercado diminuir ao redor da liga. Porém, mesmo que uma eventual saída pareça pouco provável, pelo menos durante as próximas semanas, a possibilidade está longe de ser descartada.
Segundo as especulações recentes, diversas franquias já acompanham de perto a situação do ala-pivô na equipe texana, que tem nele o principal ativo para tentar recuperar algumas das escolhas de Draft negociadas ao longo das últimas temporadas (depois de 2026, Dallas só volta a controlar o próprio futuro no Draft em 2031).
A questão financeira também pode ser decisiva nesse sentido. Atualmente, os texanos estão muito próximos da marca do segundo apron, último limite do teto salarial estabelecido pela liga, que gera multas financeiras cada vez mais agressivas e até mesmo punições financeiras aos times que o ultrapassam. A projeção da próxima temporada indica os Mavericks acima do segundo apron por cerca de US$ 11 milhões.
No momento, AD é dono do maior salário do elenco, e tem contrato até, pelo menos, o fim da campanha 2026-27. Portanto, em uma hipotética negociação, Dallas pode também buscar contratos expirantes, visando garantir um alívio financeiro importante para um time que, diante do péssimo início na temporada atual, parece cada vez mais longe de ser capaz de competir entre as principais forças do Oeste e pode se ver, em breve, inclinada a reconstruir o plantel em torno do desenvolvimento da jovem promessa Cooper Flagg.
Dessa forma, o The Playoffs elencou cinco destinos de troca possíveis para Anthony Davis. Confira abaixo!
Por conta da folha salarial elevada dos Mavericks e das punições já enfrentadas pela ultrapassagem dos limites salariais estabelecidos antes do segundo apron, uma eventual troca de Davis seria muito mais viável – em termos de logística – caso fosse realizada com uma franquia que tem espaço na folha para receber o alto contrato do craque (não só para esse mas também para o próximo ano).
E, dentre os times que se encaixam neste cenário, o Chicago Bulls é, de longe, o que mais faz sentido. Natural de Illinois, o jogador poderia realizar o sonho de voltar para casa e defender a equipe de sua terra natal. Os Bulls têm os contratos expirantes necessários e controlam suas escolhas de Draft ao longo dos próximos anos.
Enquanto alguns podem argumentar que a chegada de Davis não transforma Chicago em um candidato ao título, ela inegavelmente eleva o patamar do elenco em uma Conferência Leste aberta. Além do mais, diante das movimentações recentes, os Bulls não parecem dispostos a entrar em uma reconstrução, e a ascensão de Josh Giddey desde sua chegada – e desde a renovação assinada na offseason – pode ser um ótimo motivo para garantir um parceiro de garrafão de elite para o australiano.
Ideia de troca: Chicago recebe Anthony Davis – Dallas recebe Nikola Vucevic, Coby White, Jalen Smith e duas escolhas de primeira rodada (2026 via Portland e 2028)
Por falar em times que não parecem candidatos ao título, o Toronto Raptors se encontra longe desse patamar mesmo sendo a quarta franquia do Leste que mais gasta com salários na atual temporada. Não é segredo, também, que os canadenses estão em busca de uma estrela que possa se tornar o grande rosto do elenco para os próximos anos.
Durante a offseason, Toronto tentou trocar por Kevin Durant, sem sucesso. Além disso, foi frequentemente mencionada em rumores sobre o futuro de Giannis Antetokounmpo. O grego, porém, segue focado no Milwaukee Bucks, e o bom início de temporada da equipe esfriou as especulações de uma possível saída.
Caso Anthony Davis venha a ficar disponível, os Raptors têm a oportunidade de conseguir o tão sonhado astro, sem necessariamente abrir mão de muitos ativos do elenco. Por contarem com poucos contratos expirantes para envolver na transação, porém, teriam de abrir mão de escolhas de primeira rodada para despertar o interesse dos Mavericks. Os texanos, por sua vez, receberiam R.J. Barrett em um contrato razoável, e Jakob Poeltl, que assinou uma extensão um tanto quanto ‘salgada’ durante a intertemporada.
Por se tratar de uma negociação entre equipes que já ultrapassaram os temidos aprons, uma terceira parte pode ser necessária para facilitar a conclusão das tratativas. Felizmente para ambos, no período recente, o Brooklyn Nets já se mostrou mais que disposto a receber contratos em troca de ativos de Draft, mesmo que de segunda rodada.
Ideia de troca: Toronto recebe Anthony Davis – Dallas recebe R.J. Barrett, Jakob Poeltl e três escolhas de primeira rodada (2027, 2029 e 2031)

Agora comandado pelo brasileiro Tiago Splitter, o Portland Trail Blazers deu um sinal claro de que busca uma mudança de cultura quando realizou uma troca com o Boston Celtics por Jrue Holiday e acertou o retorno de Damian Lillard. Até então, os Blazers vêm apostando em uma mescla de jovens jogadores e veteranos reconhecidos pela liderança exercida ao longo da carreira. Quase todos eles, por sinal, contam com características defensivas predominantes.
Anthony Davis se encaixa perfeitamente nessa descrição. A chegada do ala-pivô poderia melhorar instantaneamente o ataque de meia-quadra, que por vezes sofre diante da falta de opções mais consolidadas e capazes de criar pontos em situações desfavoráveis. O ‘monocelha’ também cumpriria um papel importante como mentor de Donovan Clingan, que se tornou titular do time na posição de pivô e tem um futuro defensivo brilhante pela frente, mas ainda muito a evoluir do outro lado da quadra.
Além disso, Portland poderia se livrar do extenso e questionável contrato de Jerami Grant, com o preço, claro, de envolver algumas escolhas de Draft na transação. Mesmo com as extensões assinadas recentemente (com Shaedon Sharpe e Toumani Camara), a franquia ainda tem espaço no teto salarial. E, com Davis também elegível para estender seu vínculo, poderia negociar um acordo mais amigável com o veterano em troca de um contrato de longo prazo.
Ideia de troca: Portland recebe Anthony Davis – Dallas recebe Jerami Grant, Robert Williams, duas escolhas de primeira rodada (2028 via Orlando e 2031) e um pick swap (2029).
O Charlotte Hornets carrega, atualmente, o maior período sem disputar uma partida de playoff entre as 30 franquias da NBA. E para quebrar a incômoda seca de nove temporadas (e contando) longe da pós-temporada, a equipe da Carolina do Norte com certeza se beneficiaria da presença da experiência de um jogador dez vezes All-Star e com um título no currículo, que ainda consegue produzir em alto nível (quando saudável, claro).
Ao longo dos últimos Drafts, os Hornets acumularam escolhas interessantes e contam com um elenco recheado de jovens promessas e jogadores em desenvolvimento. Ainda assim, passar dez anos longe do grande palco dos playoffs é um golpe tortuoso aos torcedores. Davis chegaria para elevar o patamar do time e preencher uma lacuna importante em um plantel que conta com opções pouco consolidadas para o garrafão.
Charlotte tem ainda um vasto inventário de escolhas de primeira rodada, e provavelmente não precisaria abrir mão da maior parte de seus ativos para garantir a chegada do astro. os Mavericks, por outro lado, poderiam receber de volta a sua escolha de 2027, que atualmente pertence aos adversários.
Ideia de troca: Charlotte recebe Anthony Davis – Dallas recebe Miles Bridges, Collin Sexton e duas escolhas de primeira rodada (2027 via Dallas e 2028)

Se a temporada de Dallas começou de maneira decepcionante, o mesmo vale para o Sacramento Kings. No entanto, os dois rivais de Conferência Oeste sofrem de problemas distintos. Enquanto os texanos contam com um dos piores ataques da história recente da liga nos primeiros compromissos, os californianos sofrem com a quarta pior defesa da NBA no momento. Então, por que não resolver (ou pelo menos minimizar) dois problemas de uma só vez?
Os Kings garantiriam a chegada de uma âncora defensiva para o seu time titular, conseguindo um ala-pivô que pode jogar ao lado de Domantas Sabonis e mascaram os problemas do lituano neste lado da quadra, ainda que o espaçamento possa ser comprometido do outro.
Do outro lado, os Mavericks conseguiriam alguns ativos de Draft para o futuro e ainda um pontuador de elite em Zach LaVine. Além disso, podem também contar com um jovem armador (Keon Ellis) para ajudar na rotação do perímetro, comprometida pelas saídas recentes e pela lesão de Kyrie Irving.
Ideia de troca: Sacramento recebe Anthony Davis – Dallas recebe Zach LaVine, Keon Ellis e duas escolhas de primeira rodada (2027 via San Antonio e 2031)