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Celtics tinham estratégia antes da lesão de Tatum e não pensam em reconstrução

Matheus Puk

Celtics vivem fase de 'reestruturação, sem reconstrução' e miram retorno aos playoffs, mantendo seu elenco competitivo em 2025-26

Os Celtics terminaram 2024 em alta, com o título da NBA. Porém, um ano depois, o clima de comemoração e festa rapidamente deu lugar à preocupação. Isso porque Jayson Tatum sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles durante a série contra o New York Knicks nos playoffs da última temporada. Atualmente, acredita-se que o astro deva desfalcar o time até a temporada 2026-27. Bem como, a grave lesão acelerou mudanças estruturais no elenco da franquia, com impacto direto na folha salarial.

Brad Stevens, presidente de operações de basquete dos Celtics, já previa decisões difíceis mesmo antes da lesão. Com os altos salários de Tatum, Jaylen Brown, Jrue Holiday e Kristaps Porzingis, o time ultrapassaria o o segundo nível do apronte salarial da NBA, acumulando mais de US$ 500 milhões em salários e taxas. Isso traria severas restrições para novas contratações e trocas.

Por isso, a diretoria agiu rápido. Nesta semana por exemplo, foram oficializadas as trocas de Holiday e Porzingis, livrando a franquia de excessivos gastos imediatamente. “Foi uma decisão difícil, mas necessária. As penalidades financeiras e esportivas do segundo teto são reais”, explicou Stevens.

Celtics vivem ‘reestruturação sem reconstrução’

Apesar das mudanças drásticas, Stevens deixa claro: os Celtics não vão iniciar uma reconstrução. “Não vamos usar essa palavra dentro do nosso prédio. Nosso foco é competir para vencer o próximo jogo, sempre”, afirmou. Ele acredita que, mesmo sem Tatum, o elenco pode ser competitivo.

E está correto, apesar do elenco atual de Boston apresentar algumas falhas. A Conferência Leste, com outros times afetados por sérias lesões como os Pacers, promete seguir competitiva, e os Celtics têm capacidade mais do que suficiente para buscar uma vaga nos playoffs.

A franquia pode continuar fazendo ajustes para sair da zona de luxo, mas essa não é uma exigência do novo proprietário, Bill Chisholm. Segundo Stevens, o objetivo é reestruturar com inteligência, mantendo o time em alto nível. O retorno de Tatum, ainda sem prazo definido, é visto como a principal “contratação” futura.

Enquanto isso, Jaylen Brown assume o protagonismo. Após passar por uma pequena cirurgia no joelho, ele já voltou aos treinos e deve ser liberado em breve para atividades completas. “Ele está pronto para qualquer desafio e sempre esteve”, disse Stevens, demonstrando confiança no ala.

Jaylen Brown assume papel principal

Com a ausência de Tatum, Brown será o líder em quadra dos Celtics. E não é a primeira vez que ele carrega essa responsabilidade. Em outras temporadas, quando o camisa 0 ficou fora por lesão, Brown mostrou personalidade e desempenho acima da média. Além disso, vale lembrar, em 2024, mesmo com JT ao seu lado, o camisa 7 puxou a responsabilidade na NBA Finals e se sagrou MVP da grande decisão.

Stevens confia no ala para liderar uma nova fase em Boston, agora com um elenco mais enxuto, mas com fome de vitória. Ao contrário do que muitos imaginam, os Celtics não vão parar para respirar. Vão seguir firmes, adaptando sua estratégia sem abandonar a competitividade.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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