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Boston Celtics inicia offseason marcada por incertezas e pressão

Matheus Puk

Após eliminação precoce nos playoffs, Boston Celtics tem offseason recheada de importantes decisões financeiras e desportivas

Desde que o Boston Celtics acabou eliminado dos playoffs da NBA, o presidente de operações de basquete da franquia, Brad Stevens, mal teve tempo para dormir. Os últimos três dias têm sido intensos, reflexivos e, acima de tudo, exaustivos para ele, com tantas perguntas e problemas futuros para serem resolvidos. E, diante do cenário atual, ele sabe que a pausa será curta — e as decisões, muitas.

“Sei que haverá muitas perguntas sobre o que vem a seguir”, afirmou Stevens, na entrevista coletiva de encerramento da temporada, realizada na segunda-feira (19). “Mas, no fim das contas, o que sempre nos move é uma só coisa: como voltamos à briga pelo título?”.

Para Stevens, a resposta virá com calma. Ele deixou claro que a diretoria não pretende tomar decisões apressadas, mesmo com a pressão por mudanças. E não faltam desafios pela frente: desde o planejamento de um elenco competitivo sem Jayson Tatum até o controle de uma folha salarial que beira US$ 500 milhões.

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Tatum fora, folha inflada e CBA como obstáculo

A dor mais imediata da eliminação vem na forma da lesão de Jayson Tatum. O astro sofreu um rompimento no tendão de Aquiles e deve perder boa parte — senão toda — da próxima temporada. Bem como, isso altera completamente o planejamento do Boston Celtics para o futuro próximo.

Além disso, o aspecto financeiro impõe limites ainda mais duros. Com uma folha estimada em US$ 225 milhões, os Celtics podem ter que pagar quase US$ 280 milhões em multas pela nova Convenção Coletiva de Trabalho (CBA). No total, seriam cerca de US$ 500 milhões — o maior valor da história da liga sob as novas regras.

E os novos donos da franquia?

A recente venda da franquia, avaliada em pelo menos US$ 6,1 bilhões, também levanta dúvidas sobre a disposição dos novos donos em manter esse nível de investimento. “O nosso norte sempre será competir por títulos”, disse Stevens. “Mas precisamos avaliar ano a ano o que é viável dentro dessa realidade”.

Da mesma forma, vale lembrar que, apesar dos novos donos só assumirem a equipe a partir de 2027-28, prováveis medidas de contenção financeira já devem começar a ser aplicadas.

Então, Brad Stevens prometeu falar mais abertamente durante o Draft da NBA. Até lá, ele segue avaliando o cenário — e tentando entender se as janelas de título estão realmente se tornando mais curtas com o novo CBA.

Porzingis, Brown e o que esperar da próxima temporada

No entanto, nem todas as más notícias vêm da lesão de Tatum. Enquanto isso, Jaylen Brown, segundo Stevens, lidou com um menisco parcialmente rompido no joelho direito durante os playoffs. Por outro lado, Kristaps Porzingis enfrentou complicações causadas por uma síndrome pós-viral. Apesar disso, Stevens não atribui a eliminação a esses fatores.

“Perdemos os dois primeiros jogos em casa. Isso nos colocou contra a parede. Não foi culpa de uma pessoa, não foi má sorte, tivemos chance e desperdiçamos”, reconheceu ele.

Apesar das limitações, há otimismo em relação à recuperação dos dois jogadores. Stevens revelou que Brown relatou melhora nas dores ao final da série contra o New York Knicks e que Porzingis planeja defender a seleção da Letônia no EuroBasket, em agosto. De qualquer forma, a expectativa atual é de que o letão provavelmente seja envolvido em alguma troca durante a offseason.

Jaylen Brown deve assumir papel de liderança maior

E, com Tatum fora, Stevens acredita que Brown pode assumir um papel de liderança mais amplo. “Esses caras são o coração do time, são parte fundamental do que somos e do que queremos ser. Eles merecem todo reconhecimento e serão cruciais na reconstrução da próxima temporada”.

Enquanto isso, o Boston Celtics tenta absorver o baque da eliminação e da lesão de sua principal estrela, e o futuro segue incerto — mas longe de ser desprovido de possibilidades. E, para Brad Stevens, o próximo passo exige estratégia, cautela e a ambição de manter Boston no topo.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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