O diretor esportivo do Internacional, D’Alessandro, usou a apresentação do volante Alan Rodríguez para desabafar sobre a pressão que tem enfrentado nos bastidores do clube.
Em pronunciamento longo e direto, ele explicou as limitações financeiras do Colorado, reagiu a críticas de parte da imprensa e reforçou a importância do apoio da torcida durante o momento instável do time.
Antes mesmo de Alan Rodríguez falar com a imprensa, D’Alessandro pediu a palavra e abordou os questionamentos sobre a demora do Inter para reagir no mercado, principalmente após a lesão de Fernando.
Segundo o dirigente, o clube não tem recursos para competir em igualdade com potências como Flamengo, Palmeiras e Botafogo.
“Não temos o poder financeiro para fazer loucuras e competir com equipes que contratam com valores absurdos. Já falamos isso, até o nosso presidente. Não temos esta força e procuramos outras armas e caminhos”, afirmou.
Ele explicou que, sem dinheiro disponível, os processos levam mais tempo:
“Se tenho o dinheiro, em dois ou três dias consigo trazer. Mas como não temos, precisamos de outras ferramentas para convencer os atletas a jogarem no Inter.”
D’Alessandro também rebateu avaliações que rotularam o meio-campo do Inter como “asilo” pela presença de jogadores experientes. Ele lembrou que, meses atrás, muitos questionaram o perfil do elenco, mas agora, com a ausência de Fernando, o discurso mudou.
“Há três ou quatro meses falavam que o meio era um asilo, não falavam? Hoje só se fala do Fernando. Repito, craque. Infelizmente machucou. E a gente precisa buscar solução”, declarou.
O dirigente garantiu que as novas contratações estão alinhadas com as necessidades da comissão técnica, buscando reforçar pontos estratégicos do grupo.
Ao final do pronunciamento, D’Ale sugeriu que parte das críticas têm endereço pessoal, mas reforçou que o foco sempre está no clube.
“Entendo que muitas mensagens têm endereço a mim, que é pessoal. Podem seguir falando”, disse, em recado claro.
O ex-camisa 10 também pediu que a torcida mantenha o apoio e não se deixe influenciar por críticas externas.
“A torcida que não se contamine. Que fique conosco, nos cobre no momento necessário, como fez, mas que acompanhe. O time precisa da torcida. Faremos de tudo para melhorar”, concluiu.
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