O início de Gustavo Quinteros no comando do Grêmio não anda como o torcedor esperava. Após a perda do Campeonato Gaúcho, o Tricolor precisa reagir e, com a estreia no Brasileirão marcada para este sábado (29), a pergunta que fica é: as coisas vão melhorar?
Em meio às críticas e questionamentos, o diretor de futebol do clube, Guto Peixoto, abriu o jogo sobre os desafios do treinador. Em entrevista ao programa Gremismo, da 4DTV, ele destacou os principaid obstáculos enfrentados pelo comandante neste começo de trabalho.
Segundo Peixoto, a maior dificuldade de Quinteros até agora tem sido o entendimento das particularidades do futebol brasileiro. A adaptação não passa apenas pela dinâmica dos jogos, mas também pelo estilo dos árbitros, o funcionamento dos bastidores e até mesmo pela análise dos jogadores.
“A convivência dele com os atletas é muito boa. Tem ele, o Desábato, o Maxi na fase defensiva… uma comissão muito trabalhadora e alinhada. Mas a questão que ele mais enfrentou e que vai melhorar com o tempo é o conhecimento do futebol brasileiro: como jogam os clubes, como age a arbitragem, os bastidores e a visão sobre os jogadores”, explicou o dirigente gremista.
Com isso, o tempo de adaptação do técnico argentino pode influenciar diretamente no desempenho do Grêmio nas primeiras rodadas do Brasileirão e na fase de grupos da Libertadores.
Além das dificuldades enfrentadas por Quinteros, a diretoria também acompanha de perto a adaptação dos jogadores ao novo esquema tático. O desempenho abaixo do esperado de Villasanti e Cristaldo, por exemplo, gerou questionamentos da torcida.
Para Peixoto, o período de transição tática é um fator determinante para a oscilação de ambos:
“Eu acho que ele (Cristaldo) está em fase de adaptação a uma função diferente da que desempenhava no ano passado. Mas tenho visto evolução nos treinos, ele está se encontrando nesse novo modelo. Jogadores acostumados a um estilo têm dificuldade de sair da zona de conforto. O próprio Villasanti passou por isso no começo”, explicou.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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