Luiz Felipe Scolari, mais conhecido como Felipão, foi oficialmente apresentado como coordenador técnico do Grêmio nesta terça-feira (29), em Porto Alegre, e fez questão de tirar qualquer dúvida sobre seu novo papel no clube. Durante entrevista coletiva na Arena, Felipão afirmou, com todas as letras, que não pretende voltar à beira do gramado como treinador e deixou claro que a liderança técnica da equipe segue nas mãos de Mano Menezes. A missão do campeão mundial de 2002 agora é outra: atuar nos bastidores, contribuir com sua vasta experiência e apoiar o projeto gremista de forma estratégica e administrativa.
“Não quero voltar. Quando falei com o presidente, falei que trabalharia na parte administrativa. E falei que teria que aprender. Eu nunca trabalhei com isso e preciso aprender coisas dessas áreas. Vou aprender gradualmente algumas coisas, vou procurar auxiliar a parte de campo, à medida que for solicitado, à medida que eu possa participar de algo. No campo é o Mano. Ele sabe o que tem que fazer”, afirmou Scolari.
A convivência entre os dois treinadores multicampeões promete ser respeitosa e produtiva. “Quando solicitado, eu vou ajudá-lo em todos os momentos que precisar. Não tivemos muito contato, já tivemos outros contatos, mas não este no Grêmio. É normal a relação. Ele vai tomar conta da equipe como treinador do Grêmio. Solicitado, eu emito um parecer”, explicou Felipão.
Apesar da fama de técnico linha dura e da figura imponente no futebol brasileiro, Felipão deixou claro que não será uma sombra para Mano. Ele vê sua missão como uma oportunidade de construir algo maior pelo clube que tantas vezes comandou. “Eu vejo as pessoas que trabalham aqui querendo o bem do Grêmio e não o bem pessoal”, destacou.
Sobre as categorias de base, além disso, o novo coordenador também pretende contribuir: “Naturalmente, vou dar meu parecer com a base, pontuar alguns trabalhos. Ouve e aceita o que eu vivi quem quiser aceitar. Eu nunca fui um administrador e vou aprender”.
E, se depender dele, ademais, as preleções não terão sua intervenção. “Eu não, eu vou ser um ouvinte. Se, por acaso, na situação que envolve o Grêmio, nós formos incluídos numa preleção escutando o técnico. Quem comanda o Grêmio não sou eu, é o Mano. […] Vou participar na medida do possível e falando menos”, garantiu o veterano.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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