Na quarta-feira (17), no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, o Real Madrid encara o Arsenal precisando de uma virada épica para avançar às semifinais da Liga dos Campeões. Após perder o jogo de ida por 3 a 0 em Londres, o time espanhol se agarra a um histórico glorioso de reviravoltas no mata-mata europeu. Jogando em casa, o clube merengue já transformou desvantagens quase impossíveis em noites de vitória. E se tem algo que o torcedor do Real sabe bem, é que 90 minutos no Bernabéu podem ser uma eternidade para o adversário.
Na temporada 2015/16, o Real Madrid perdeu por 2 a 0 para o Wolfsburg na ida das quartas. No jogo de volta, Cristiano Ronaldo brilhou com três gols e garantiu a vitória por 3 a 0, classificando os espanhóis. Aquela equipe, comandada por Zidane, acabaria campeã da Champions.
Já em 2021/22, o clube protagonizou uma sequência surreal de viradas. Contra o PSG, perdeu por 1 a 0 no jogo de ida e chegou a ver Mbappé abrir o placar na volta. Mas Karim Benzema virou o jogo com três gols em 17 minutos e eliminou os franceses.
Nas quartas da mesma temporada, o Real venceu o Chelsea fora de casa por 3 a 1, mas sofreu três gols no Bernabéu. Quando tudo parecia perdido, Rodrygo e Benzema marcaram e selaram a classificação no apagar das luzes.
Na semifinal, mais um milagre: derrota por 4 a 3 para o Manchester City na Inglaterra, e jogo dramático em casa. O City abriu o placar, mas Rodrygo, com dois gols aos 45 e 46 do segundo tempo, levou o jogo à prorrogação. Benzema fechou o caixão inglês com o gol da classificação.
Mais recentemente, em 2024, foi a vez de Joselu escrever seu nome na história. Após empate na ida, o Bayern saiu na frente em Madri. Mas o Real virou com dois gols do atacante nos acréscimos: aos 43 e aos 46 do segundo tempo, levando o Bernabéu à loucura.
Como definiu Carlo Ancelotti após a classificação sobre o Manchester City: “Este clube nunca morre. O Real Madrid é feito para noites assim.” A torcida sabe: enquanto houver tempo, haverá esperança. Agora, diante do Arsenal, os merengues querem escrever mais um capítulo dessa lenda viva chamada Champions League.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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