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Augusto Melo e ex-diretores do Corinthians são investigados no caso VaideBet

Lívia Galvão

A crise nos bastidores do Corinthians ganhou um novo capítulo. Augusto Melo, presidente do clube, e os ex-diretores Marcelo Mariano (administrativo) e Sérgio Moura (superintendente de marketing) foram intimados pela Polícia Civil de São Paulo para prestar depoimento no inquérito sobre o polêmico caso VaideBet. Diferente de outros funcionários do Timão, chamados apenas como testemunhas, o trio teve qualificação como investigado. As oitivas estão marcadas para os dias 14, 15 e 16 de abril, e o desfecho pode ter impacto direto no comando do Alvinegro.

Presidente do Corinthians, Augusto Melo, sofre intimação para depor em meio a inquérito

A convocação dos três dirigentes ocorre após mais de 20 depoimentos já colhidos no caso. Segundo informações da Gazeta Esportiva, a prática comum nesse tipo de inquérito é que os principais suspeitos sejam os últimos a depor, o que indica que a investigação caminha para sua fase final. O caso está sendo conduzido pelo delegado Tiago Fernando Correia, do DPPC, em parceria com o promotor Juliano Carvalho Atoji, do Gaeco.

O objetivo da Polícia Civil é determinar se há indícios de crime na negociação do contrato entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. Caso as autoridades identifiquem irregularidades, os indiciados poderão estar sob denúncia ao Ministério Público, que decidirá se oferece uma acusação formal ou arquiva o inquérito.

VaideBet e o contrato bilionário que ruiu

O caso ganhou repercussão em maio de 2024, quando o jornalista Juca Kfouri revelou possíveis irregularidades na intermediação do patrocínio máster do Corinthians com a VaideBet. A negociação envolvia um contrato de R$ 360 milhões, com 7% desse valor (aproximadamente R$ 25 milhões) a ter destino a uma empresa intermediadora. Esta era a Rede Social Media Design LTDA, pertencente a Alex Cassundé, ex-integrante da campanha eleitoral de Augusto Melo.

No entanto, a VaideBet não reconheceu a empresa como parte legítima do acordo e, diante da confusão, rescindiu o contrato em julho do mesmo ano. Além disso, a situação se agravou em dezembro, quando o empresário Toninho Duettos, sócio do cantor Gusttavo Lima, veio a público reivindicar a intermediação do patrocínio. Ele afirma que seu nome teve exclusão do contrato, de última hora, por Marcelo Mariano.

A crise interna escalou ainda mais com a saída de Sérgio Moura, que se afastou do cargo de superintendente de marketing em meio às denúncias. Além da exoneração de Marcelo Mariano da diretoria administrativa, após autorizar um pagamento de R$ 1,4 milhão à Rede Social Media Design LTDA sem aprovação do então diretor financeiro do Corinthians, Rozallah Santoro.

Veja também: Torcidas organizadas do Corinthians são punidas após incidentes no Derby da final do Paulistão

Augusto Melo na corda bamba

Além das investigações criminais, o caso VaideBet pode custar a cadeira de presidente do Corinthians a Augusto Melo. Nesse sentido, o Conselho Deliberativo do clube aprovou a abertura de um processo de impeachment contra o mandatário. A alegação seria de que a polêmica feriu a imagem do clube.

Nesse sentido, o alvinegro aguarda a definição da data para a votação final, que pode decretar o afastamento de Melo do cargo.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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