A UEFA já começou a preparar uma nova revolução no regulamento da Champions League, mesmo antes do encerramento da primeira edição sob o novo modelo com 36 clubes na fase inicial e o fim dos grupos. Em reunião realizada neste mês, a entidade europeia discutiu três possíveis alterações na competição, com o objetivo de tornar o torneio mais dinâmico, justo e atraente ao público. A informação foi revelada pelo jornal alemão Sport Bild.
A proposta mais ousada, e também a mais polêmica, é eliminar as prorrogações em confrontos de mata-mata com jogos de ida e volta. Nesse cenário, os duelos empatados no tempo regulamentar iriam direto para a disputa por pênaltis. A medida, defendida por vários clubes europeus, busca reduzir o desgaste físico dos atletas e acabar com a vantagem de quem joga em casa na segunda partida, com o apoio da torcida por mais 30 minutos.
Apesar da pressão dos clubes, a UEFA decidiu, por ora, manter o regulamento atual para a temporada 2025/26. A ideia, no entanto, segue em avaliação e pode ganhar força em ciclos futuros.
Outra mudança com chances reais de aplicação ocorrerá já nas próximas edições da Champions envolve o critério de mando de campo nas fases eliminatórias. Atualmente, os oito primeiros colocados da fase de liga avançam direto às oitavas e têm o direito de decidir em casa. Mas a partir das quartas, todos os times voltam a estar sujeitos ao sorteio puro. A sugestão é que a vantagem do mando de campo continue até a semifinal, a premiar, assim, o desempenho na fase inicial.
Por fim, a UEFA analisa ainda o retorno da regra que impede confrontos entre equipes do mesmo país nas fases de play-off e oitavas. Em 2025, esse critério ficou de lado e gerou duelos domésticos como PSG x Brest e Real Madrid x Atlético de Madrid, o que reduziu o apelo internacional de algumas partidas. A entidade reconhece o problema, mas admite que alterações no regulamento podem ser complexas, principalmente pelo sistema atual de emparelhamento dos confrontos.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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