Esportes
Palpites
Casas de Apostas
Guias
Futebol Internacional Futebol Internacional
Esportes Palpites Casas de Apostas Guias
18+ | Jogue com responsabilidade | Aplicam-se os Termos e Condições | Conteúdo Comercial | Conteúdo Publicitário

Campeão mundial pela Espanha prefere Rodrygo a Vini Jr e critica Diego Costa

Murilo Fraga

Campeão da Copa do Mundo de 2010 com a Espanha, o atacante Pedro Rodríguez fez duras críticas ao ex-companheiro Diego Costa e analisou os principais pontas do futebol atual. Em entrevista ao jornal El País, o jogador da Lazio destacou os brasileiros Vini Jr, Raphinha e Rodrygo, mas elegeu o jovem Lamine Yamal, de apenas 16 anos, como o melhor da posição no mundo hoje.

Pedro, que soma 26 títulos na carreira — incluindo três Champions League pelo Barcelona — explicou os motivos de sua escolha. Segundo ele, Lamine se destaca pela versatilidade e pela inteligência tática, superando inclusive os atacantes brasileiros do Real Madrid.

— O Lamine (Yamal) é brilhante em termos de visão e decisão no passe. Ele tem desequilíbrio, joga por dentro e pelos lados, e dá assistências incríveis. Depois vêm o Vinicius, o Rodrygo, o Raphinha… Mas o Vinicius é um jogador de um contra um puro. Ele não entra tanto por dentro, não faz tantas tabelas e também não tem o melhor passe final — afirmou o espanhol de 37 anos.

Pedro prefere Rodrygo a Vinicius Júnior

Além dos elogios a Lamine, Pedro revelou sua preferência por Rodrygo em relação a Vini Jr. De acordo com o atacante da Lazio, o camisa 11 do Real Madrid oferece mais alternativas em campo e, por isso, é mais perigoso.

“O Rodrygo é mais completo. Essa variedade o ajuda a surpreender e o torna mais goleador. O mais difícil para um grande ponta é ser artilheiro. Como o Lamine ou o Salah. Eu joguei com Hazard e Henry, e eles tinham isso. Marcavam 30 gols por temporada, e isso os colocava entre os cinco melhores do mundo”, respondeu Pedro.

Pedro Rodríguez critica Diego Costa e relembra cobrança pós-título

Durante a entrevista, Pedro também foi questionado sobre o reconhecimento da geração campeã mundial em 2010. Para ele, o prestígio adquirido naquele período gerou expectativas irreais nos anos seguintes, especialmente após o fracasso na Copa de 2014.

“Recebemos nosso reconhecimento, sim. No entanto, vínhamos de uma época tão dourada que a exigência das pessoas em relação a nós se multiplicou. Quando fracassamos no Brasil, o impacto foi enorme. Foi um ponto de inflexão que nos prejudicou”, afirmou.

Em seguida, o repórter perguntou se David Villa, aos 40 anos, valia mais do que Diego Costa aos 20 — provocação que levou Pedro a fazer uma comparação direta entre os dois atacantes.

“Para mim, sim. Mas muita gente esperava outra coisa”, concluiu Pedro.

Villa tinha 33 anos e Diego, 26, durante a Copa de 2014. Mesmo assim, a resposta do ex-Barcelona evidenciou a frustração com o desempenho do brasileiro naturalizado espanhol. Na época, Diego Costa vinha de uma temporada brilhante pelo Atlético de Madrid e chegou ao Mundial como titular da Fúria, mas decepcionou. Com atuações apagadas, acabou sendo substituído por Villa, seu companheiro de clube.

Passagens apagadas no Brasil

Nos anos seguintes, Diego Costa passou por clubes brasileiros como Botafogo, Atlético Mineiro e Grêmio. Apesar das expectativas, o atacante não conseguiu se firmar em nenhuma das equipes. As passagens curtas e com poucos gols contrastam com o sucesso que teve na Europa, especialmente no Chelsea e no Atlético de Madrid.

Murilo Fraga
soccer soccer

Redator com ampla experiência na cobertura de esportes, games, tecnologia e entretenimento. Acompanha de perto o futebol brasileiro e internacional no The Playoffs, trazendo bastidores, curiosidades e os principais destaques do mundo da bola.

Leia mais