O técnico Renato Gaúcho, do Fluminense, não escondeu a indignação com a arbitragem após o empate em 1 a 1 contra o Vitória, neste domingo (20), no Maracanã, pela quinta rodada do Brasileirão. O comandante tricolor ficou inconformado com um pênalti não marcado em Arias ainda no primeiro tempo, quando o Flu vencia a partida, e detonou o árbitro de vídeo por não recomendar a revisão do lance.
“Eu pensei que ninguém fosse fazer essa pergunta. É ridículo. Ridículo o lance. Eu já vi o lance no vestiário. Eu, no último jogo, inclusive, elogiei o árbitro. Todos eles, ele e seus assistentes. Eu gostaria de chegar aqui, mesmo quando perco o jogo, eu gostaria de elogiar a arbitragem. Eu não sei o que acontece. Porque o árbitro, no jogo, ele pode até errar, que é rápido o lance. Mas é inaceitável no futebol brasileiro. Inaceitável. Inaceitável. Não tem outra palavra pra falar. O cara está lá no VAR pra isso, com a máquina. Não é possível que ele não veja um puxão na camisa do Arias. Será que só eu vi aquele puxão? Só faltou ele tirar a camisa do Arias e levar pra casa”, disparou o técnico.
O técnico seguiu criticando o árbitro de vídeo por não ter chamado o juiz de campo:
“No jogo, já era pra ter dado pênalti. Se não fosse, o VAR poderia corrigir. Já que o árbitro não viu, o VAR está aí. ‘Ah, mas hoje a CBF tem uma comissão: um argentino, um italiano e um brasileiro’. Pra quê? Será que eles têm curso? Será que entendem da regra? Pelo jeito, não. Eu aconselho a CBF a convocar toda semana dois, três treinadores pra dar uma palestra de arbitragem. Porque uma coisa é errar, outra é ver o lance. Você está vendo que teve um puxão… na pior das hipóteses, chama o árbitro e deixa ele decidir. Mas o VAR não chamar num lance desses é demais pra mim no futebol”, disse.
“Hoje nós empatamos o jogo. Você perguntou se o lance prejudicou. Estava 1 a 0. Não estou dizendo que iríamos 100% fazer o gol de pênalti, mas tínhamos uma grande chance de fazer 2 a 0 e acabar o jogo. Então, o que eu não entendo… hoje você vai ver os programas esportivos, as pessoas vão opinar. Duvido que alguém fale que não foi pênalti. De repente, entre 30, um ou dois digam que não foi. Acontece, cada um tem sua opinião. Mas 98%, 99% vão falar que foi. Todo mundo viu que foi. E aí eu pergunto: se todo mundo viu, como que o cara, que tem todos os lances pra rever, toda calma do mundo, não chama o árbitro?”, indagou.
Renato encerrou a coletiva com uma analogia forte e crítica direta ao VAR:
“Cara, eu gostaria, sinceramente, de escutar o áudio desse cara. Só pra ver o que ele falou pro árbitro, ou por que ele não chamou. Então, a gente fica aqui, todo ano, discutindo, brigando. Sempre vai ter um clube prejudicado por causa da arbitragem, que não muda. Se fosse difícil, se não tivesse VAR, aí o cara decide na hora. Erra, tudo bem. Ser humano. Mas o que é inaceitável é o VAR, com a máquina, não chamar o árbitro. Não é que seja um pênalti duvidoso. Mesmo que fosse, tem que chamar. Mas ali é escandaloso. Escandaloso. Não tem ninguém na frente pra atrapalhar. Eu tô falando isso há 10 anos: hoje quem arbitra é o VAR”, declarou.
“Eu não sou contra o VAR. Pelo contrário, veio pra ajudar o futebol. Mas pelo jeito, tá prejudicando. Eu costumo dizer o seguinte: não são todos, mas muitos que estão lá no VAR, a CBF dá uma Ferrari pro Stevie Wonder pilotar. Essa é a realidade. Porque não é possível o cara não enxergar um negócio desse”, ironizou Renato Gaúcho.
“Hoje foi o Fluminense, amanhã vai ser outro time. E os erros de arbitragem continuam por aí. Não vou entrar no mérito de onde vi, onde não vi. Tenho que defender a instituição, que é o Fluminense. Foi ridículo. Aí amanhã vão falar: ‘Ah, o Renato está dando desculpa por não ganhar’. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mas é inacreditável. E temos essa comissão com um brasileiro, um argentino e um italiano. Por que um argentino e um italiano? Brasileiro é burro? Não entende de regra? Tá aí. Já vi reclamações nas outras rodadas também. E vai continuar assim, enquanto colocarem gente no VAR que não entende de regra. Vai ter erro toda rodada. Pode ter certeza”, finalizou.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
Leia mais
Brasileirão